<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778</id><updated>2012-01-26T20:28:46.588-08:00</updated><category term='cartão de dia dos namorados'/><category term='nostalgia'/><category term='harry potter'/><category term='léa seydoux'/><category term='namoro'/><category term='kathy bates'/><category term='woody allen'/><category term='signos'/><category term='carla bruni'/><category term='horóscopo'/><category term='france'/><category term='amor'/><category term='jantar'/><category term='michael sheen'/><category term='meia-noite em paris'/><category term='tom hiddleston'/><category term='expectativa'/><category term='inferno astral'/><category term='zodíaco'/><category term='owen wilson'/><category term='rachel mcadams'/><category term='semisonic'/><category term='500 dias com ela'/><category term='jean-paul sartre'/><category term='frança'/><category term='dia dos namorados'/><category term='marion cotillard'/><category term='vinho'/><category term='amizade'/><category term='midnight in paris'/><category term='e-mail cartas beatles'/><category term='namorada'/><category term='filmes'/><category term='revista vip'/><category term='cartão'/><title type='text'>Cometa Diário</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>175</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-1985518390470904950</id><published>2012-01-11T02:37:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T02:49:10.560-08:00</updated><title type='text'>O Dia em que Eu Embarquei Meu Irmão pra Fora do País</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-akvrMOQamfk/Tw1lJ7AychI/AAAAAAAAAlQ/enHouCMz5gs/s1600/poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-akvrMOQamfk/Tw1lJ7AychI/AAAAAAAAAlQ/enHouCMz5gs/s320/poster.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Parece título de filme infantil da Sessão da Tarde, mas aconteceu ontem, dia 10 de janeiro. Em uma viagem que vai de Buenos Aires para Montevídeo, de Montevídeo para Colônia, de Colônia para Buenos Aires e de Buenos Aires para Mar Del Plata, tive a honra de levar meu irmãozinho mais novo até o avião junto com o resto da família, numa viagem que foi mais aventura do que a própria viagem que ele estava prestes a realizar.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A viagem não é tão longa &lt;i&gt;(como ele mesmo disse pra minha mãe quando entrou no portão de embarque, todo sensível “que que, é só uns dias...”)&lt;/i&gt;, mas o maior simbolismo na verdade vem da data. 10 de janeiro. 10/01.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-pSIzrsTglqI/Tw1l654l8VI/AAAAAAAAAlg/q-IbWi1PX04/s1600/20120110143234.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-pSIzrsTglqI/Tw1l654l8VI/AAAAAAAAAlg/q-IbWi1PX04/s400/20120110143234.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Você pode não notar, mas tem uma ruiva nessa foto&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Eu sempre enxerguei essa data como um abre e fecha de novas oportunidades, de iniciativas, novas fases. O próprio desenho da data me lembra isso, com sua simetria bonita. Acho que o ano se inicia muito melhor no 10 de janeiro do que no próprio dia 01. E eu tenho muitas histórias relacionadas com esse dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia 10, minha tia mais próxima está de aniversário. Isso já seria o suficiente pra data me marcar, mas outros acontecimentos marcaram tanto quanto. Em 10 de janeiro de 2004, eu tive meu primeiro ensaio, o primeiro protótipo de banda. Já devo ter falado dele alguma vezes aqui no blog, mas até hoje pra mim esse dia foi o início de algo especial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anos depois daquele 2004, mais especificamente em 2009, em uma reunião d’Os Valdos, minha banda, nós compusemos a &lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;&lt;span id="goog_1327117156"&gt;&lt;/span&gt;nossa primeira canção&lt;/a&gt;. Esse outro fato já foi intensamente relatado aqui, em post em que inclusive falei do significado dessa data pra mim novamente. Foi o início de outro momento da minha vida que definia muito do que eu era.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="570" height="416" src="http://www.youtube.com/embed/XOnCQySOcV4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Há quatro anos... (que mais parecem um século)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, em 2012, o evento não tem a ver diretamente comigo e nem com música, mas mesmo assim, tem o mesmo gostinho. Viajar sempre foi o sonho do meu irmão e depois de algumas tentativas meio frustradas, finalmente ele virou realidade, mesmo que aos trancos e barrancos. A nossa aventura de hoje é prova disso – imprimir documentos de último hora, taxistas loucos, viagem Caxias – POA de 3h... Tive apenas um breve contato com ele depois da viagem, mas imagino ele com um sorriso de ponta a ponta no rosto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3AKEJjq1xXA/Tw1lovdqqJI/AAAAAAAAAlY/GzHNb4l5Ezs/s1600/20120110144907.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-3AKEJjq1xXA/Tw1lovdqqJI/AAAAAAAAAlY/GzHNb4l5Ezs/s400/20120110144907.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A Espera&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;O que assemelha pra mim esse momento da viagem com os outros é que os três se configuram como momentos do tipo &lt;i&gt;“ih, fudeu... agora foi”&lt;/i&gt;. Foram pontapés iniciais que vieram para provar que sim, esses sonhos eram possíveis. Seja ter uma banda, seja compor músicas, seja sair do país. E mesmo que seja o meu irmão que está em outro país agora, é um sonho que compartilho com ele e o fato dele ter conseguido só me deixa mais perto de saber que eu consigo também.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E essa viagem solitária dele não é só um avanço para ele como para minha família também. Ela não só será um belo exercício de desapego do meu irmão em relação ao&lt;i&gt; “luxo”&lt;/i&gt; da segurança da família como também será um exercício de desapego da minha mãe em relação a ele, tendo que confiar na habilidade do filho em abrir suas asas e descobrir seu próprio caminho. Não preciso dizer que eles foram brigando o caminho inteiro né? Eu só dizia para o meu irmão &lt;i&gt;“calma... ela vai ficar sem brigar contigo por 15 dias... relaxa”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E será para mim um exercício de acreditar na minha coragem de que eu faria o mesmo. Lá pelas tantas, já na volta, minha mãe pediu &lt;i&gt;“tu acha que se fosse tu viajando, tu ia ser desorganizado como ele?”&lt;/i&gt;. Eu respondi que achava que seria mais organizado, mas não sei se seria ousado o suficiente pra programar algo tão grande sozinho, em um lugar em que se fala outra língua, dependendo muito do acaso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;(motivos pelos quais as viagens envolvendo eu e ele normalmente dão certo – a ousadia e o bom senso andam bem juntos...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sabe... assim como organização, ousadia é questão de hábito. E não mata ninguém. E se meu irmão tem que desapegar do luxo e minha mãe desapegar do filho, eu tenho que desapegar da comodidade.&amp;nbsp;Simplesmente, mexer a bunda e ir. É fácil falar isso na frente da tela do computador, mas é algo que eu tenho que aceitar na vida. De nada adianta meu irmão colecionar carimbos no passaporte e eu colecionar insígnias no Pokémon. É a legítima inveja construtiva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CHWzvSxi6F4/Tw1mOL2FBoI/AAAAAAAAAlo/EcZS0yRubIk/s1600/20120110151838.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-CHWzvSxi6F4/Tw1mOL2FBoI/AAAAAAAAAlo/EcZS0yRubIk/s400/20120110151838.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Aerolineas Argentinas!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No primeiro fim de semana de 2012, passei o sábado trabalhando e o domingo com 39 de febre, devido a uma intoxicação alimentar ainda sendo resolvida. Mal &lt;i&gt;“desapeguei”&lt;/i&gt; de 2011 e o ano novo já tá ai, dando na cara. Então, que venha! Vou fazer dois belos passeios de carro nas próximas semanas – Porto Alegre e praia – daqueles em que você se diz criança só pra gritar bem alto &lt;i&gt;“SEM ADULTOS! UHU!”&lt;/i&gt;. E depois, só o tempo dirá. Mas vamos lá. Tô começando o ano por baixo mesmo, o que vier é lucro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quanto as viagens, como diz o refrão de &lt;i&gt;“You`re a Tourist”&lt;/i&gt;, do Death Cab For Cutie:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;“...and if you feel just like a tourist&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;in the city you we’re born&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;then it’s time to go...&lt;/i&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="570" height="320" src="http://www.youtube.com/embed/qkk5wViJo-I" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu já tô me sentindo turista faz tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Sam espera que seu irmão escreva um post com esse título ainda.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-1985518390470904950?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/1985518390470904950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=1985518390470904950' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1985518390470904950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1985518390470904950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2012/01/o-dia-em-que-eu-embarquei-meu-irmao-pra.html' title='O Dia em que Eu Embarquei Meu Irmão pra Fora do País'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-akvrMOQamfk/Tw1lJ7AychI/AAAAAAAAAlQ/enHouCMz5gs/s72-c/poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-6241143747001340681</id><published>2012-01-01T14:08:00.000-08:00</published><updated>2012-01-01T14:08:55.380-08:00</updated><title type='text'>Pra Você que Usou Branco no Ano Novo</title><content type='html'>Usar branco no ano novo normalmente significa um pedido de paz &lt;i&gt;(a menos que você seja uma modelo da Victoria`s Secret e conheça &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=d3vXFwzTyhM"&gt;outros significado&lt;/a&gt;s, claro...)&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Mas paz... pra quê? Pra quem? De que forma? Toda virada de ano, milhares de pessoas ao redor do mundo usa branco, mas isso realmente muda alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/Y__s4TAxejY" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Eu usei branco no ano novo. E tomei champagne em taça de vinho.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperar pela paz usando uma camiseta branca na virada do ano parece &lt;i&gt;"passivo"&lt;/i&gt; demais para mim. É como se você estivesse colaborando com uma força universal maior, um Genki-Dama em que ao invés de levantar a mão, basta apenas unir-se ao coro de cosplayers de pai-de-santo que se cria no último dia de ano e... feito! O ano seguinte será uma torrente de calmaria. E todo mundo sabe que nunca é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paz normalmente lembra guerra, e em 2011 realmente tivemos o "fim" de muitas guerras, com o fim das ditaduras no Oriente Médio e tudo o mais... Se aquilo tudo foi obra da paz, ótimo! Mas uma pá de gente morreu nessas campanhas pelas paz. Incluindo alguns próprios ditadores, de maneira nada pacífica. Eu não sei... parece que há algo de muito errado nisso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num campo mais pessoal, menos macro e mais micro, as nossas vidas nunca são uma corrente de paz e calmaria também. Mas quero ver alguém reclamar disso! Tire os frios da barriga, os nervosismos, as ansiedades e o que sobra? Um peixe nadando de acordo com a maré. Porque acredite, se você não estiver movimento o mundo ao seu redor, alguém vai estar fazendo isso por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, não encare a passividade da camiseta branca como sinal de que tudo vai estar bem. Não estará. Eu diria até para não dar a mínima para a roupa que vai usar na virada, na real, mas cada um com suas crenças. O que proponho é um remake, um reboot do uso da camiseta branca na virada do ano. Pense assim esse ano &lt;i&gt;(e se chegarmos ao fim de 2012, pense assim na próxima virada)&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense na camiseta branca como uma alegoria para uma folha em branco. Uma folha em que você poderá escrever o seu ano, de forma "ativa", tendo poder de decisão sobre ele, e não esperando que o fato da sua camiseta ser branca irá mudar a sua vida. Pense em sua roupa como uma folha em branco e escreva a sua história. Não vá pela maré dos outros. Em 2012, aja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Feliz Ano Novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-6241143747001340681?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/6241143747001340681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=6241143747001340681' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6241143747001340681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6241143747001340681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2012/01/pra-voce-que-usou-branco-no-ano-novo.html' title='Pra Você que Usou Branco no Ano Novo'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Y__s4TAxejY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7347947101684186977</id><published>2011-12-08T11:23:00.000-08:00</published><updated>2011-12-08T11:30:17.942-08:00</updated><title type='text'>O que move você?</title><content type='html'>Há uma frase sobre os ateístas muito interessante que acho que expõe a questão mais essencial sobre não acreditar em religião, qualquer que seja ela: &lt;i&gt;“O problema do ateísmo é que ele tira Deus da vida das pessoas, mas não coloca nada no lugar”&lt;/i&gt;. Essa frase, junto com a outra clássica &lt;i&gt;“eu gosto de Deus, meu problema é o fã-clube dele”&lt;/i&gt; expressam praticamente tudo o que eu penso sobre religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses momentos de angústia, como os citados no último post, eu constantemente me pego pensando de onde tirar forças. Normal, é natural do ser humano que já desistiu de desistir querer superar seus obstáculos. E quando parece que nada dá certo, é mais natural ainda procurar esse esforço do lado de fora, e tentar trazer um pouco dessa energia pra dentro da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos enfiam a cabeça no trabalho, muitos recorrem a religião, muitos recorrem a bebida... Eu pessoalmente fujo do trabalho sempre que possível, só misturo bebida com bebida &lt;i&gt;(o que já faz mal o suficiente)&lt;/i&gt; e já deixei de acreditar numa força superiora divina faz tempo, se é que um dia já acreditei. Nessas horas de dúvida então, a quem recorrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois casos breves para contextualizar meu ecossistema familiar: minha mãe sempre foi muito religiosa, a vida toda trabalhando em escolas católicas e com uma educação senão rígida, baseada nos preceitos católicos, seguindo sempre a máxima de que &lt;i&gt;“Deus tá vendo”&lt;/i&gt;. Os poucos momentos de dúvida que já vi dela foram sempre momentos críticos, quando as coisas realmente parecem perdidas. Mas fora isso, sua fé sempre lhe serviu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão é mais como eu. Se eu deixei de acreditar em uma força maior com o tempo &lt;i&gt;(ok, eu já rezei toda noite antes de dormir)&lt;/i&gt; ele já cresceu acreditando cada vez menos nisso. Como nossa mãe sempre diz, &lt;i&gt;“vocês acreditaram muito pouco tempo em Papai Noel”&lt;/i&gt;. Quem dirá em Deus então. No entanto, meu irmão é escoteiro e lá no juramento deles está em suas obrigações claramente: &lt;i&gt;“servir a Deus, a pátria e ao próximo”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querendo ou não, Deus está ali, escondidinho, mas está. O que não quer dizer que meu irmão precise ser reverente a religião, apenas que Deus foi apresentado a ele de uma forma que não entre em conflito com suas crenças &lt;i&gt;(ou não-crenças, no caso)&lt;/i&gt;. É o caso da frase lá de cima: no lugar de Deus, há outra força maior em seu lugar. Alguém que seja mais fácil para ele acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ok, e eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha força motriz sempre foi escrever. Contar histórias. Descrever o mundo ao meu redor. Apesar de ser minha diretriz básica, porém, isso não me move. Os desabafos normalmente vem depois das horas de angústia, e não durante elas. Eles são a conseqüência. E quando o bicho pega, é necessário algo pra continuar acreditando, já que de nada adianta escrever sobre a angústia se a gente não sai dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse para responder a pergunta do post então, o que me move basicamente é a música. E basicamente não no sentido de pouco, e sim de que não preciso muito além disso. Há poucas coisas que conseguem me arrancar o que há de mais profundo lá dentro, e a música é realmente uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lamento nostálgico do Arcade Fire em &lt;i&gt;“Wake Up”&lt;/i&gt; costuma dar um nó na minha garganta toda vez que eu escuto. Há um sentimento tão forte de preservação da inocência da infância naquela música que é impossível não se emocionar toda vez que você está sensível e escuta ela. Não deixa de ser uma fuga para um sentimento infantil, onde as coisas davam mais certo e eram menos angustiantes, claro. Mas não vamos julgar ninguém aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/5OmMPaLmxKg" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra que sempre me emociona e me dá forças é &lt;i&gt;“Give It All Back”&lt;/i&gt;, do Noah and the Whale. Na letra, o vocalista Charlie Fink conta a história da sua banda na época do colégio: os ensaios em casa quando os pais estavam fora, o primeiro show no colégio em que tocaram Beatles e a certeza de que fizeram as coisas do seu jeito. Confesso que já tremi na direção cantando trancado no trânsito &lt;i&gt;“and I will give it all back just to do it again, turn back time, be with my friends”&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/uPgyI8oeg8g" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim, ele. The Boss. Se para mim, música é religião, Bruce Springsteen é o meu pastor. Aliás, pastor não. Profeta. De mim e de tantos outros, claro, mas na condição de fã, posso afirmar com certeza: como é bom ser fã de Bruce Springsteen. O grande mérito de Bruce sempre foi cantar o cenário que seu fã vivia: a vida difícil em New Jersey, o espírito americano, tudo o que eu não poderia sentir aqui, muitos quilômetros de distância. Mas música é universal, e versos como a abertura de &lt;i&gt;“No Surrender”&lt;/i&gt;, me fazem acreditar cada vez mais nisso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“we busted out of class, had to get away from those fools&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;we learned more from a three minute record than we ever learned in school”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/u1rTI0oCe0E" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fé é o conceito de acreditar em algo. Normalmente confundimos esse algo com religião, mas não. Há escolhas. E se até os Ramones &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=V1VczvVrD_I"&gt;acreditavam em milagres&lt;/a&gt;, não há porque não tirar suas forças de uma guitarra estridente e uma bateria barulhenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que move você? Não importa. Desde que realmente &lt;i&gt;mova.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora saia da frente desse computador e vá fazer algo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se Bruce Springsteen é o Boss, Sam aceita ser estagiário&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7347947101684186977?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7347947101684186977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7347947101684186977' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7347947101684186977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7347947101684186977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/12/o-que-move-voce.html' title='O que move você?'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/5OmMPaLmxKg/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5438723460488331097</id><published>2011-12-07T05:00:00.000-08:00</published><updated>2011-12-07T05:02:05.278-08:00</updated><title type='text'>O ano é novo, mas as obrigações são velhas.</title><content type='html'>Chegando o fim de ano, o universo inteiro entra em clima de 1) lista de melhores do ano 2) expectativas para o ano que vem. Li uma tira da Mafalda hoje que dizia que enquanto as pessoas esperam um ano melhor, os anos devem esperar pessoas melhores também.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iPCzHRSMq-Q/Tt9jSXRBfxI/AAAAAAAAAkw/bKyMZYYvjjk/s1600/MafaldaAnoNovo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="169" src="http://1.bp.blogspot.com/-iPCzHRSMq-Q/Tt9jSXRBfxI/AAAAAAAAAkw/bKyMZYYvjjk/s320/MafaldaAnoNovo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O fato é que há uma certa “urgência” em querer provar pra si mesmo e para os outros (principalmente aos outros) que o ano que passou sim, valeu a pena, e que o ano que virá, se Deus quiser, será melhor. Como se dependesse de outra pessoa além de nós o rendimento do nosso ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O meu 2011 foi intenso. Intenso na concepção própria da palavra e em todas as suas variações silábicas: forte, bem vivido, emocionado, mas com momentos tanto “in”, introspectivos, reflexivos, momentos de parar, pensar e aprender; quanto momentos “tensos”, aqueles em que te falta ar, chão e coração.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Analisando de forma fria o espectro do ano todo, foram longos momentos de luto intercalados com situações de intensa alegria. É injusto eu deixar de lado os momentos dignos de um “FODA!” que aconteceram esse ano, mas é injusto dizer que não houveram nuvenzinhas negras, ainda mais de uns dois meses pra cá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas essa reflexão toda viria tranqüila, não fosse a maldita urgência do fim de ano de ter que parar pra pensar nos últimos 12 meses e fazer um balanço final do que foi. A necessidade parece fim de cadeira de faculdade ás vezes: é como se estivesse acabando o prazo de entregar aquele relatório com o número de vezes que você perdeu a linha esse ano e quantas vezes você fez tudo o que tinha que fazer no trabalho e quantas vezes... CHEGA.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um momento de transformação? É.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É fim de ano? É.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É uma nova chance para recomeçar? É.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim como todo dia que vem depois do outro. A cada 24 horas pode ser ano novo para você, mas ninguém percebe isso. E na urgência por resultados, esperamos respostas, acumulamos angústia, tomamos chá de cadeira do relógio. E está feita a depressão do fim do ano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São notas de fim de semestre, décimo terceiro salário, definição de férias, presente de amigo secreto, perder a barriguinha pra praia... o fim do ano parece feito para fazer você correr. Todos os eventos te colocam em uma corrida contra o relógio, como se sua rotina normal já não o obrigasse a isso. Mas então, pergunte-se: em que parte do contrato diz que se você não cumprir os seus compromissos de fim de ano, 2012 não começará?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cada 24 horas, uma nova chance para recomeçar. Tudo a seu tempo. Pense nisso.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Sam vai comemorar o ano novo hoje depois da meia-noite&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5438723460488331097?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5438723460488331097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5438723460488331097' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5438723460488331097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5438723460488331097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/12/o-ano-e-novo-mas-as-obrigacoes-sao.html' title='O ano é novo, mas as obrigações são velhas.'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iPCzHRSMq-Q/Tt9jSXRBfxI/AAAAAAAAAkw/bKyMZYYvjjk/s72-c/MafaldaAnoNovo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7135154877298038063</id><published>2011-11-06T16:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-06T16:33:53.204-08:00</updated><title type='text'>Você conhece o seu potencial?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ao contrário do que o blog aparenta normalmente, não sou muito a favor de auto-ajuda. Acredito piamente no poder de um bom CD de jazz tocando no momento certo &lt;i&gt;(tipo a coletânea do Miles Davis e do John Coltrane que escutei escrevendo isso)&lt;/i&gt;, acho sexo essencial na felicidade do ser humano e sinto um arrepio toda vez que vejo alguém na rua carregando um livro do Augusto Cury embaixo do braço. O ser humano é essencialmente malvado, egoísta e pessimista? Sim, pode ser. Mas acredito que ainda temos salvação, sem precisar de ajuda alheia, divina ou maior do que nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De qualquer jeito, um ou outro conselho bom sempre vale a pena. E quando uma certa ideia fica martelando na minha cabeça por semanas, é porque ela quer sair. Então, ai vai:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Você conhece o seu potencial?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Uma das frases da minha pré-adolescência &lt;i&gt;(período dos 11 aos 15 anos que hoje nem existe mais)&lt;/i&gt; foi um diálogo do Wolverine que li quando devia ter uns, sei lá, 12 anos. Na época, o mutante canadense era o meu herói favorito e eu comprava sua revista mensalmente. No fim do ano, em uma história de Natal junto aos X-Men, todos deveriam escrever em um mural na Mansão X seus principais objetivos para o ano que viria. Logan escreveu o seguinte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;- Ser o melhor no que faço... assim que eu descobrir o que faço.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A frase era uma corruptela de uma frase de efeito famosa do personagem, escrita por Frank Miller, na década de 70:&lt;i&gt; “eu sou o melhor no que faço... mas o que faço não é nada bonito”&lt;/i&gt;. Na época, Wolverine era o fodão, o maioral da Marvel, o que não mudou muito de hoje em dia. Mas na minha revista, depois de escrever essa frase, Logan foi capturado por um bandido que considerava estar morto há anos, apanhou pra cacete, foi preso, e nesse meio tempo se pegou pensando nisso novamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yJD3ln6ekMY/Trca0rKDsjI/AAAAAAAAAkQ/sjR3DIcTl4E/s1600/Wolverine_Vol_3_73_Variant_Frame_Textless.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-yJD3ln6ekMY/Trca0rKDsjI/AAAAAAAAAkQ/sjR3DIcTl4E/s400/Wolverine_Vol_3_73_Variant_Frame_Textless.jpg" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Eu já gostei mais do Canadá do que da Irlanda&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na época, essa frase marcou firmemente a minha cabecinha adolescente cheia de espinhas. Tanto que quando resolvi escrever sobre potencial, lembrei dela na hora, como se tivesse lido o gibi semana passada. O questionamento de Wolverine é louvável: conhecemos realmente no que somos bons? Damos o nosso melhor naquilo que &lt;i&gt;‘vendemos’&lt;/i&gt; ser o nosso melhor? Afinal, eu sirvo pra alguma coisa mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabem aqui alguns exemplos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oUe0C2C-8YU/Trcar4eZlxI/AAAAAAAAAjw/T-0vG1amiNA/s1600/steve-jobs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-oUe0C2C-8YU/Trcar4eZlxI/AAAAAAAAAjw/T-0vG1amiNA/s320/steve-jobs.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Óculos redondos = &amp;lt;3&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pode soar piegas, mas Steve Jobs era um cara que realmente, conhecia o seu potencial. Você deve ter lido, depois da sua morte recente, todo o tipo de história, boa e ruim, sobre o gênio por trás da Apple. Sua insistência em querer sempre o melhor; seu descaso com a filha que assumiu depois de anos; sua preocupação em querer levar ao consumidor aquilo que ele não sabia que precisava ainda; as rotinas estressantes a que obrigava sua equipe a participar... Steve Jobs é a prova de que, ao contrário dos produtos da Apple que inventou, o ser humano não é totalmente branco, preto ou cromado: é essencialmente cinza. Nem bom, nem mau.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas há alguns pontos no trabalho de Jobs - sorry - que devem ser ressaltados. O primeiro deles foi a compra do estúdio de animação que mais tarde deu forma a Pixar. Na época, a notícia do seu investimento chegou a ser tratada como o 6º pior negócio financeiro da história. Todos acreditavam que o prejuízo era certo e que Jobs iria amargar outra derrota, logo após ter sido demitido da sua própria empresa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E como sabemos, como sempre acontece com os grandes, a história provou-se errada. Os três Toy Story estão ai para provar que a Pixar não só foi um sucesso, como abriu portas para toda uma nova tecnologia e uma forma de pensar diferente os filmes de animação e, porque não, os filmes infantis de toda uma geração. E tudo isso graças ao 6º pior negócio financeiro da história. Você acha que se Jobs não soubesse do seu potencial para fazer de um negócio um sucesso, ele não teria se arriscado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Outro exemplo foi revelado na ocasião da sua morte. Depois de muito insistir em não querer fazer uma cirurgia para tratar do seu câncer, já que ainda não se sentia pronto para &lt;i&gt;“abrir seu corpo”&lt;/i&gt;, Steve Jobs submeteu-se ao procedimento, ainda que tarde demais. Na ocasião, porém, &lt;i&gt;‘encomendou’&lt;/i&gt; o mapeamento genético do seu DNA e do tumor que o infectava, sendo um dos poucos seres humanos do planeta que já fizeram isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O processo, claro, custou muita grana, mas sabiamente, Steve Jobs tratou o câncer como mais um inimigo a ser enfrentado, mais uma barreira a ser transposta, tratou o câncer como uma pergunta tão boba quanto &lt;i&gt;“porquê eu preciso de um iPad 2?”&lt;/i&gt;. Isso sem falar em todo o dinheiro que investiu em pesquisas, além do mapeamento citado anteriormente. Não duvido que se descobrirem uma cura para o câncer daqui a uns anos, o nome de Jobs não apareça timidamente nos créditos, assim como nas aberturas de Toy Story. Seria uma homenagem merecida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fPY_bEhYLAI/TrcavrMxeSI/AAAAAAAAAj4/CaBLS6WjllE/s1600/SteveJobs_Pixar.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/-fPY_bEhYLAI/TrcavrMxeSI/AAAAAAAAAj4/CaBLS6WjllE/s400/SteveJobs_Pixar.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Steve Jobs creditado em Toy Story&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Seguindo a linha das pessoas com SJ nas iniciais do nome, chegamos a Scarlett Johansson. A intérprete da ruivíssima Viúva Negra não nos interessa aqui, não em primeira instância, mas sim, esse cara. Christopher Chaney.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7k0CFenS21U/TrcaqSIIK3I/AAAAAAAAAjg/7wKaZ8_7VYY/s1600/enhanced-buzz-wide-21615-1318523864-13-650x394.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://2.bp.blogspot.com/-7k0CFenS21U/TrcaqSIIK3I/AAAAAAAAAjg/7wKaZ8_7VYY/s400/enhanced-buzz-wide-21615-1318523864-13-650x394.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Christopher who?&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esse gordinho de óculos aí foi simplesmente o responsável por vazar &lt;a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2011/09/14/fotos-da-scarlett-johansson-nua.htm"&gt;as fotos&lt;/a&gt; de Scarlett nua que chegaram a internet no maravilhoso dia 14 de setembro de 2011 (SEGUNDO MELHOR PRESENTE DE ANIVERSÁRIO DO ANO). As fotos, você certamente viu por aí: uma delas com a atriz deitada em sua cama e a outra tirada na frente de um espelho, onde a imagem do reflexo refletia sabiamente sua derriére. Ou bunda, como preferir. Bem melhor do que &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rLNbZx8ofAk"&gt;aquele vídeo tosco&lt;/a&gt; de como deixar Scarlett nua no Photoshop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-n37BqqoC3AA/TrcnAqRaaBI/AAAAAAAAAkg/SX4eMJpU_3o/s1600/Picture-45-650x434.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-n37BqqoC3AA/TrcnAqRaaBI/AAAAAAAAAkg/SX4eMJpU_3o/s400/Picture-45-650x434.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Nossa... nossa... assim você me mata" (você vai cantar isso o dia inteiro)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O nosso amigo pegou simplesmente 121 anos de cadeia, pena lamentada por todos os que aprovaram a sua façanha na internet, entre os quais eu me incluo &lt;i&gt;(ainda mais sabendo que ele tinha fotos de, entre outras, Mila Kunis e da minha toda minha Dianna Agron, FUCK!)&lt;/i&gt;. Mas o quê ele está fazendo nesse texto sobre potencial, você se pergunta, e eu respondo: você já parou para pensar como ele conseguiu as fotos?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PWqP75jOfx0/Trcap-jqnkI/AAAAAAAAAjY/1RtwabNt0D4/s1600/dianna-agron-flirty.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-PWqP75jOfx0/Trcap-jqnkI/AAAAAAAAAjY/1RtwabNt0D4/s400/dianna-agron-flirty.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Há fotos dela por aí. HÁ FOTOS DELA POR AÍ.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Christopher teve acesso aos e-mails e telefones pessoais das celebridades e, feito isso, reprogramou os e-mails para enviarem em cópia para o seu e-mail pessoal todas as mensagens enviadas (gênio). Mas ok, e-mails e celulares normalmente são bloqueados, como ele conseguiu acesso?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Óbvio, meu caro Padawan: ele sabia a senha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;MAS COMO ELE SABIA A SENHA?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Simples. Ele adivinhou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;A-di-vi-nho-u.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IAg59pdNCgU/TrcaxeOFUZI/AAAAAAAAAkA/WNORAJXTrNs/s1600/tumblr_ltzorobNtB1qzgak3o1_1280.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-IAg59pdNCgU/TrcaxeOFUZI/AAAAAAAAAkA/WNORAJXTrNs/s400/tumblr_ltzorobNtB1qzgak3o1_1280.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Ruiva, na Vanity Fair de dezembro (sim, do mês que vem)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Como um Sherlock do mundo moderno, usando simplesmente observação e dedução, o nosso amigo mártir descobriu a senha das atrizes no chute, tendo como base informações pessoais das meninas, como nome de cachorro, cidade em que nasceu, filme favorito, comida que mais gosta, apelidos de infância, coisas que elas deixam escapar em entrevistas por aí. Considerando que entrevistas com atrizes hollywoodianas não faltam, mesmo com as mais ariscas, material para estudo não faltou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E foi assim que, de posse de uma boa memória, tempo livre para aprender coisas ‘inúteis’ e uma capacidade de observação e dedução impressionante, o nosso amigo tornou-se herói para toda uma geração. Isso é que eu chamo de conhecer o seu potencial e usa-lo ao máximo! E claro, pegar 121 anos de cadeia depois disso. Mas o tempo de cadeia não é nada perto da felicidade de saber que você é o cara que revelou Scarlett Johansson ao mundo como ela veio ao mundo e ainda criou o movimento “&lt;a href="http://tush.tumblr.com/tagged/scarlettjohanssoning/"&gt;scarlettjohanssoning&lt;/a&gt;”, que varreu a internet nos dias seguintes, onde pessoas de todo o mundo divulgaram fotos suas na pose imortalizada pela atriz em frente ao espelho. Duvido que não faltariam voluntários para pegar um aninho de cadeia no lugar dele, só pela alegria que ele proporcionou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5RNQU64sF1k/TrcktOVnadI/AAAAAAAAAkY/YNRGAiDISwY/s1600/tumblr_lu5062zn2E1r3ryxgo1_1280.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-5RNQU64sF1k/TrcktOVnadI/AAAAAAAAAkY/YNRGAiDISwY/s400/tumblr_lu5062zn2E1r3ryxgo1_1280.jpg" width="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"scarlettjohanssoning" bombando&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;No final, é tudo uma questão de auto-conhecimento. Descobrir no que você é bom e explorar essa característica, seja você um nerd rico ou um nerd pobre como nossos exemplos &lt;i&gt;(não-nerds podem tentar também)&lt;/i&gt;. Conheça os seus limites, mas sem medo de ousar. Anote suas qualidades, no que você acha que é bom, e prove para si mesmo que é capaz. Eu vou começar a anotar as minhas agora mesmo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Boa memória;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Tempo livre para aprender coisas inúteis;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Capacidade de observação;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- ...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Opa...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Continua&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Sam ainda sonha com as fotos de Dianna Agron&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7135154877298038063?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7135154877298038063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7135154877298038063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7135154877298038063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7135154877298038063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/11/voce-conhece-o-seu-potencial.html' title='Você conhece o seu potencial?'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yJD3ln6ekMY/Trca0rKDsjI/AAAAAAAAAkQ/sjR3DIcTl4E/s72-c/Wolverine_Vol_3_73_Variant_Frame_Textless.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-4154280412693371478</id><published>2011-10-27T09:31:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T09:31:33.566-07:00</updated><title type='text'>A Vingança de Johnny Depp contra Ricky Gervais</title><content type='html'>Primeiro assiste, depois eu explico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/RIIhg1T2BHc" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não lembra, Ricky Gervais, comediante britânico, foi apresentar do Globo de Ouro esse ano e com uma apresentação matadora, literalmente, acabou com a moral de metade de Hollywood (não que os atores americanos se prezem muito a mantê-la, claro). Ele pegou pesado em especial com Johnny Depp, que na época estava concorrendo aos prêmios pelo seu filme &lt;i&gt;"O Turista"&lt;/i&gt;, aquela bomba cinematográfica com Angelina Jolie. Entre outras asneiras tipicamente britânicas, Gervais soltou a pérola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E os filmes 3D foram realmente uma febre esse ano, não? Parece que todos os personagens do cinema tinham três dimensões. Menos os de &lt;i&gt;"O Turista"&lt;/i&gt;, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vídeo acima então, Johnny Depp vai ao encontro de Ricky Gervais e Stephen Merchant, ciceroneado por ninguém menos que Warwick Davis, ator anão responsável pela maioria dos personagens anões que você viu nos últimos anos no cinema. Warwick interpretou entre outros, o ewok Wicket W. Warrick em &lt;i&gt;"Star Wars - O Retorno de Jedi"&lt;/i&gt; (e nos spin-offs envolvendo os ewoks, como a &lt;i&gt;"Caravana da Coragem"&lt;/i&gt;), foi o corpo de Yoda no episódio I, &lt;i&gt;"A Ameaça Fantasma"&lt;/i&gt;; foi o professor Flitwick na série Harry Potter e o andróide Marvin, em Guia do Mochileiro das Galáxias. Além é claro de Willow, onde foi o personagem principal. Pouca coisa, só no tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo, claro, é brincadeira, e faz parte da nova série escrita por Merchant e Gervais e estrelada por Warwick, chamada &lt;i&gt;"Life's Too Short"&lt;/i&gt;, que será exibida na minha, toda minha, BBC. Na série, Warwick interpretará uma versão ficcionalizada de si mesmo, que contará como é &lt;i&gt;"a vida de um anão no showbiz"&lt;/i&gt;. Veja abaixo o making-of da série, onde podemos ver alguns outros atores que farão participações especiais na série, além de Ricky Gervais contando que &lt;i&gt;"tentamos procurar um ator para colocar sapatos nos joelhos e imitar um anão, mas ninguém quis interpretar, então pegamos Warwick mesmo"&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/Nx7XKBOhbkg" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ser engraçado ver Warwick atuando ao lado de Liam Neeson, com 1,93m. A série ainda não tem data para estrear, mas claro, vai passar na BBC, então você não vai assistir no Brasil. E viva o YouTube.&amp;nbsp;Porém, desde que a série envolva mais piadinhas como a da Helena Bonham-Carter que o Ricky Gervais fez pra cima do Johnny Depp , vale o esforço de ir atrás:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou fazendo um filme novo com Tim Burton.&lt;br /&gt;- É. Legal.&lt;br /&gt;- Sim. Muito bom. Sabe quem é minha parceira em cena?&lt;br /&gt;- Hmm... Helena Bonham-Carter?&lt;br /&gt;- COMO VOCÊ SABE?&lt;br /&gt;- Um chute de sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses ingleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam acredita que a Inglaterra é tão bairrista quando o Rio Grande do Sul&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-4154280412693371478?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/4154280412693371478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=4154280412693371478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4154280412693371478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4154280412693371478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/10/vinganca-de-johnny-depp-contra-ricky.html' title='A Vingança de Johnny Depp contra Ricky Gervais'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/RIIhg1T2BHc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-4247177109856724980</id><published>2011-10-25T18:46:00.000-07:00</published><updated>2011-10-25T18:46:38.718-07:00</updated><title type='text'>Ensaio Sobre a Bobeira</title><content type='html'>Não se leve a sério. É só o que eu digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente vimos no Brasil um caso digno de... Brasil. Afinal, onde mais um feto poderia querer processar uma pessoa? O caso, obviamente é o super citado embate Rafinha Bastos X o mundo, se você assumir que os embaixadores do mundo nesse caso são Wanessa (ex-Camargo), seu marido e o filho dela, que não faz idéia do que está acontecendo. Até porque se ele já soubesse, já tinha criado uma conta no Twitter pra xingar muito e dar block e unfollow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não convém explicar o caso aqui, já que todo mundo sabe a seqüência dos fatos: piada estúpida, celebridade reclamando, desistência de patrocinadores, Rafinha fora do CQC e embates morais e éticos que não servem nem pra mesa de bar. Como o próprio comediante gaúcho postou no seu Twitter esses dias, “Desculpem. Nem eu mais agüento ouvir falar sobre mim”. O que assusta realmente no caso é o fato do feto (aliteração estranha) ter entrado no processo, junto com os seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que li, segundo os embargos jurídicos da coisa toda, o futuro Camarguinho, teve a sua integridade moral e física ameaçada, direito esse protegido pela Constituição. Sendo assim, se encontra totalmente no direito de processar o humorista, mesmo que quando ele realmente seja gente o bastante pra entender o que se passou enquanto recebia alimentos pelo cordão umbilical, Rafinha Bastos seja apenas Rafael, um gaúcho narigudo pai de família. É o ciclo se completando: um feto processando alguém é uma piada mais engraçada do que a própria piada que gerou o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Boa piada para stand-up comedy: “já contei aquela do feto que entrou no tribunal?” Todos ri.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que se levam a sério demais não tem graça. Ênfase no demais, já que há limites para tudo. Uma corda de guitarra retesada, bem firme e reta, é essencial para o instrumento não desafinar. Mas o que seria do blues sem o bend? Mais blues, sem dúvida, mas no sentido ruim da palavra. E já que estamos falando de música, o que seria do heavy metal se o gênero se levasse a sério demais? Seria interessante, claro. Mas o Edguy não existiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/-y3CMlvrkN0" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem clipes como “Holy Smoke”, do Iron Maiden. Ó, Bruce...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/3dzSEenqc3w" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que o metal é um dos primeiros gêneros que mata seus próprios ídolos porque eles se “venderam”. Que o diga o Metallica, que já passou por isso uma, duas, três vezes... Mas poxa, você já está cantando sobre seres demoníacos que irão dominar a Terra, exigir seriedade além disso já é demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim, o campo pessoal e motivo para todo esse post. No filme “Amizade Colorida”, com Justin Timberlake e a minha toda minha Mila Kunis, o personagem de Justin, Dylan, deixa Los Angeles por Nova York, atrás de uma oportunidade de emprego melhor oferecida pela personagem de Mila. O tempo inteiro Dylan fala sobre as diferenças entre as duas cidades e de como Los Angeles era mais calma e organizada. Mas se LA é melhor, porque ele saiu de lá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spoilers ahead.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, descobrimos que o pai de Dylan sofre de Alzheimer e que esse foi um dos motivos que o motivou a trocar de cidade. Sem saber mais como conviver com a condição do pai, Dylan abraça a mudança, o que ocasiona um certo choque quando ele volta para casa, lá na metade do filme. Entre outras coisas, como perda de memória, o Alzheimer faz com que o pai do personagem tenha uma certa predileção por andar... sem calças. Quase no clímax do filme, em uma das melhores cenas da comédia, Dylan perde o pai no aeroporto e quando o encontra, ele já está sentado numa mesa de um restaurante chique, esperando seu prato, e sem calças. Dylan finalmente decide encarar a condição do pai, e num ato de bondade e despreocupação, também tira as calças, o que o faz entender que toda a preocupação ao redor daquele ato não era justificada. Levar-se a sério mesmo não funcionava ali. Vamos ficar sem calças então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faleceu em Caxias o Tio da Casquinha (ou Vô da Casquinha, ou Velho da Casquinha, como desejar). Figura lendária da cidade, ele passou a última semana no hospital, em decorrência do câncer de próstata que enfrentava há 10 anos. Além do câncer, Rui da Silva Peres, a pessoa por trás da figura do Tio da Casquinha, sofria de Alzheimer, doença diagnosticada no início do ano e que o tirou das ruas. Aliás: o arrancou das ruas, já que se fosse por escolha do próprio, ele provavelmente não teria saído, decidido do jeito que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o Alzheimer é degenerativo e boa parte desse processo se deu ainda nas ruas, com o Tio da Casquinha vendendo seu produto, sempre com o boné com o gorro de Papai Noel por cima, seu velho casacão e o latão verde. Sua figura tétrica não tinha nada de irreal; era a mais sincera possível, e ele provavelmente nunca se levou muito a sério, o que não significa que nunca o tivessem levado a sério, já que o negócio sustentou a família por anos. É significante em uma cidade como Caxias do Sul, cada vez mais apegada a nomes de família, cargos importantes e posses, uma pessoa como ele ter sua morte lamentada por gente de todo tipo, pais e filhos, gerações tocadas pela presença de uma pessoa que poucos até sabiam o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tio da Casquinha é pai do meu tio, morava na minha rua e foi figura da minha vida por um bom tempo. Quem freqüentou minha casa no ensino médio sabe que as casquinhas eram um prato típico dos ensaios na garagem nos sábados. Nos últimos tempos, as notícias rarearam, mesmo com um membro da família dele morando aqui em casa. A idéia geral era de que uma hora isso seria inevitável, ainda mais com o estado em que ele se encontrava. Segundo os meus familiares que estiveram no velório agora pela noite (eu fiquei em casa com meu irmão e minha prima, neta dele), em momento algum faltou gente no velório, das mais variadas classes e raças. Atestado de que o homem realmente tocou muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Vai-se o ser humano, mas fica a sua história. Que descanse em paz, como merece. E fica a lição: não se leve a sério. Mesmo que isso signifique usar touca de Papai Noel o ano todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal O Caxiense fez algumas ótimas matérias sobre os últimos dias dele, &lt;a href="http://ocaxiense.com.br/2011/10/videos-expoem-carisma-do-tio-da-casquinha/"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://ocaxiense.com.br/2011/10/tio-da-casquinha-esta-doente-mas-ja-tem-sucessor/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Vale ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam ainda acredita que o Tio da Casquinha era um Doctor Who perdido no tempo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-4247177109856724980?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/4247177109856724980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=4247177109856724980' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4247177109856724980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4247177109856724980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/10/ensaio-sobre-bobeira.html' title='Ensaio Sobre a Bobeira'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/-y3CMlvrkN0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7861078711667421822</id><published>2011-10-23T14:56:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T15:13:01.017-07:00</updated><title type='text'>O Mundo Dá Voltas</title><content type='html'>Historinha divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tenho vizinhos estranhos. Os moradores da casa do lado direito, que estão na casa há poucos meses, são uma velhinha que planta ervas e sente vibrações negativas nas pessoas e um grisalho cabeludão que eu já peguei tirando fotos de uma menininha em meio as plantas, em contato com a natureza. Reza a lenda que ele é ator de teatro. Eu torço pra que seja verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os do lado esquerdo já moram aqui faz tempo e desde sempre tem uma relação meio conturbada com a minha família. Começou que eles meio que foram "responsáveis" pela nossa casa nova: depois de anos mantendo o terreno baldio do lado da nossa casa, quando eles foram construir a casa deles, as mudanças no terreno abalaram as estruturas da &lt;i&gt;nossa&lt;/i&gt;&amp;nbsp;casa, ocasionando uma rachadura nos pilares da nossa área de serviço. A ideia do pessoal aqui em casa já era reformar, mas digamos que isso deu um certo 'empurrãozinho' na coisa toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, reza a lenda que esse vizinho do lado mantém uns negócios escusos. Disso eu não sei de nada. Mas tirando meu irmão, meu pai e eu, a galera aqui em casa não gosta muito dele. Eu sempre tratei ele com respeito e nunca tive nada a reclamar, mesma coisa para o meu pai. Quanto ao meu irmão, toda vez que o vizinho chega junto com os amigos dele, enlameado da cabeça aos pais, dirigindo os seus jipes de fazer trilha no meio do mato, consigo ver aquela aura de "eu queria que fosse eu". Esse é meu irmão, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A característica mais marcante dos moradores dessa casa ao lado, porém, são os seus três pitbulls. Uma fêmea e dois machos. Nada contra animais - nós mesmos temos dois cachorros, não que eu faça muita questão - mas é que essa raça em especial de cães inspira... medo. Fato incontestável. Dizem que o cão reflete o dono e eu não pensaria em uma raça melhor para o meu vizinho criar. Mesmo assim, ele sempre cuidou muito bem deles, mas os cachorros sempre geraram certos atritos na vizinhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro porque eles são barulhentos pra caramba quando querem. Segundo, porque meses atrás, quando tínhamos uma vira-lata fêmea que conseguia ser bem barulhenta também, esse vizinho reclamou do barulho da nossa... que reclamamos do barulho dos deles... que reclamou do barulho da nossa... Enfim. Briga de vizinho, vai entender. Eu ainda não entendo porque ninguém aceita o fato de que ambas as casas tem TRÊS CACHORROS NO QUINTAL: querer silêncio é burrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E claro, a insegurança. Esse fator nunca tinha sido levado em conta até um pequeno caso que aconteceu essa semana. Estávamos eu e meu irmão chegando em casa da aula de noite, quando vimos nossos tios e nossa prima na sacada, olhando assustados para uma coisa mais para o fim da rua, onde ouvíamos gritos. Um casal estava parado em uma moto na frente da casa, sem ação. Minha tia fez sinal para entrarmos rápido, sinal que obedecemos logo, e fomos já conversar com eles para saber do que se tratava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos gritos que se ouviam a umas três casas de distância, pensamos que era algo &lt;i&gt;sério&lt;/i&gt;, do tipo, gente brigando. Temos uns vizinhos meio tensos para o lado de lá da rua (depois desse post, ninguém nunca mais vai me visitar). Mas não. Logo ficamos sabendo que poucos minutos antes, quando o meu vizinho também estava chegando em casa, num descuido de atenção na hora de abrir o portão, os cachorros dele fugiram. &lt;i&gt;Os três pitbulls.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Eles subiram a rua até encontrar alguém, passaram pelo casal na moto, que ficou parado quando viu eles chegando, e entraram no quintal da casa em que o casal estava parado na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse quintal, claro, havia um cachorro. Preso pela corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os pitbulls atacaram ele. &lt;i&gt;Os três.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, os gritos que ouvimos eram do nosso vizinho e de outros dois homens que foram ajudar a separar a briga dos cachorros. Do pouco que ouvimos, foi tenso o suficiente. Digamos que a mídia já nos deixou bastante receosos sobre o comportamento dessa raça quando ela foge do controle, então só imaginar três pitbulls atacando um cachorro preso e indefeso já é uma cena terrível. Minutos depois, vimos o vizinho e os outros dois homens, três homens adultos e fortes, levando com dificuldade os três cães para casa. Logo depois, o cão atacado foi colocado em um carro e levado para o hospital veterinário, com ferimentos na garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda naquela noite e no dia seguinte, ficamos sabendo mais informações. O cão tinha sobrevivido sim e estava bem, só bastante machucado. No dia seguinte, o vizinho já tinha levado um profissional para sua casa para construir um canil. Por mim, a história já havia terminado por aí. Mas sabe como é né, nunca termina. No dia seguinte, quando meu tio encontrou o vizinho na rua, que logo comentou algo sobre os cachorros, fez o favor de proferir a seguinte frase, muito amigável:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- É, mas se um dos teus cachorros pula o muro da tua casa e ataca um dos meus, eu só quero jogar os pedaços do teu por cima do teu muro, depois de cortar todo ele com um facão afiado que eu tenho lá em casa. Tu vai só ver.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu me pergunto: PRA QUÊ GENTE? PRA QUÊ? O cara tem três cachorros violentos, ok; eles fugiram do controle uma vez, ok; ele se provou arrependido e já começou a tomar providências para aquilo não acontecer mais, ok; PRA QUÊ REPRIMIR O CARA AINDA MAIS? É só briga de vizinho ou é um jeito de sei lá, descarregar o ódio do dia a dia com frases de efeito? Quando eu ouvi minha tia contando para minha mãe essa história e as duas comemorando empolgadas "gostei da resposta!", meu único pensamento foi "eu não pertenço a esse lugar". Sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta para o dia de hoje. Fim da tarde. Cheguei em casa com a minha mãe depois de ir comprar umas frutas no mercado e o portão estava aberto. Logo enxerguei minha tia lá atrás, lá onde ficam os cachorros. Quando desliguei o carro, minha mãe foi lá falar com ela e eu logo ouvi a voz dela nervosa contar o que tinha acontecido: "O Panda atacou o Marley. Quase matou ele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Panda é um border collie, que meu irmão adotou durante uma viagem dos Escoteiros para Caravaggio e trouxe pra casa. Os cachorros dessa raça descendem dos antigos cães pastores de renas, e são extremamente inteligentes, tendo uma facilidade enorme de entender novos comandos. Eles também são extremamente energéticos e devem ser criados em espaços abertos, onde possam fazer constantes exercícios. Ou seja, tudo que ele &lt;i&gt;não tem&lt;/i&gt;&amp;nbsp;aqui em casa, ficando preso no quintal o dia inteiro. Aliás, nem sei porque estou falando tanto, já que como tudo aqui em casa que envolve os Escoteiros, o Panda tem até o próprio vídeo dele, explicando sua história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="284" src="http://www.youtube.com/embed/4D54V83_8Nw" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais pro fim do vídeo, aparecem o Marley e a Mel. A Mel é a cadela pretinha barulhenta que estava aqui em casa um tempo atrás, mas que foi doada para alguém, já que três cachorros são demais. E o Marley é o vira-lata marrom clarinho que aparece pulando junto com os outros. Ele é pelo menos umas três vezes menor que o Panda. Imagina dentro da boca dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao acontecimento, guardei o carro na garagem, fui lá em cima levar as compras e quando desci, meu tio estava chegando da rua com a minha prima, já em lágrimas pela cena que tinha presenciado do ataque dos cachorros. Ela tinha ido chamar ele na casa da mãe dele, que fica aqui na rua também. Logo pensei "mas se meu tio estava fora, quem ajudou minha tia a separar os cachorros quando eles estavam brigando?". Saí lá fora e a resposta foi óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo dá voltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo fiquei sabendo da cena inteira: meu tio estava fora e minha prima e minha tia estavam em casa. A minha prima foi lá fora brincar com o Marley, quando o Panda se soltou e foi direto pra cima do vira-lata. Ela gritou assustada e minha tia ouviu e foi tentar acudir. Quando chegou, o Panda já estava com o Marley na boca, balançando ele como um osso de brinquedo. Minha prima deu uma &lt;i&gt;tijolada&lt;/i&gt;&amp;nbsp;na cabeça do Panda, que não soltou. Minha tia quebrou uma vassoura em pelo menos cinco pedaços no Panda, que não soltou. Quando a esposa do vizinho viu a cena, gritou para ele ir lá ajudar. Ele puxou o Panda pelo rabo, no braço mesmo, e separou a briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu tio chegou depois, foi logo reforçar a corrente do cachorro junto com o vizinho. E foi possível ver claramente o desconforto dele, trabalhando junto com o cara que ele jurou cortar o cachorro dele em pedaços um dia antes. Agora era ele ali, ajudando a gente com o &lt;i&gt;nosso&amp;nbsp;&lt;/i&gt;cachorro violento e fora de controle. A minha tia cuidava do Marley, agora mais pequeno ainda e mais quieto do que nunca. Minha prima era um reflexo dele: lágrimas no rosto, tremendo, assustada. O vizinho, antes de pular para o lado dele do muro comentou "é... os meus fizeram sete buracos no cachorro que atacaram aquele dia. Sei como é." Permaneci na cena até ouvir com certeza o "obrigado" trêmulo que veio logo dos meus tios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando subi para minha casa e fui falar com minha mãe, ela só sabia falar dos cachorros. "Eu fico triste, não queria que fosse assim. Eu gosto dos cachorrinhos, não queria que eles se atacassem assim, sei lá, o que fazer. Prefiro dar fim em um deles, mandar embora, pra outro lugar, ao invés de ter os dois se matando ali atrás..." Eu só conseguia pensar em como a minha mãe, uma pessoa tão preocupada sempre com a questão humana das coisas, só conseguia pensar no cachorro. Como ela não tinha se ligado de que o cara que ela sempre fala mal, tinha acabado de ajudar ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, claro, falei isso. "O que eu acho engraçado é que ontem o meu tio ameaçou o cachorro dele, e hoje tava ele ali ajudando". Ela me respondeu: "é, o teu tio e tua tia falam muito mal dele, sempre... isso daí é pra eles aprenderem". Ai subi nos tamancos. "Tu também fala, né mãe! Por favor". Ela disse "Sim. Eu sei. Mas vou deixar bem claro: eu não separaria ele dos cachorros dele". Ela deu a entender que não separaria porque os cachorros são fortes, mas claro... eu conheço ela faz tempo. Consigo ler nas entrelinhas já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lição de tudo isso fica o que falei ali em cima antes. O mundo dá voltas. Num dia tu promete matar o cachorro do vizinho caso ele faça alguma coisa com o teu; no outro dia o vizinho tá te ajudando a cuidar do teu cachorro, que quase matou o próprio companheiro de quintal. Eu pelo menos nunca vi os pitbulls brigando (pelo contrário, quando cheguei em casa um dos dois machos tava montado na fêmea bem na frente da casa, feliz da vida). Acredito que o vizinho fez isso na bondade mesmo, porque viu a situação e porque gosta de cachorros, e não pra dar nos dedos do meu tio. Mas se foi pra causar algo, foi bem feito também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que opiniões definitivas me assustam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Vi2uu3bWMug/TqSMpTg-hlI/AAAAAAAAAiA/dul4XbWqFq8/s1600/panda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-Vi2uu3bWMug/TqSMpTg-hlI/AAAAAAAAAiA/dul4XbWqFq8/s320/panda.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E border collies, a partir de hoje, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam só terá um cachorro se puder chamá-lo de &lt;a href="http://cometasebaquetas.tumblr.com/post/3939729833/bebe-chewbacca-brincando-em-hoth-lovely-3"&gt;Chewie&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7861078711667421822?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7861078711667421822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7861078711667421822' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7861078711667421822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7861078711667421822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/10/o-mundo-da-voltas.html' title='O Mundo Dá Voltas'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/4D54V83_8Nw/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-1599502783045979108</id><published>2011-10-18T19:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T19:09:26.803-07:00</updated><title type='text'>Declaração de Falência</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Uma histórinha sobre o que fazer e o que não fazer quando se tem dinheiro&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse post é enorme e cansativo. Se não quiser ir até o fim, apenas me deseje boa sorte e tente, acima de tudo, me compreender caso eu suma.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa é a minha declaração de falência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro até hoje do meu primeiro aumento. Não sei se foi o primeiro, na verdade, não lembro, mas ficou marcado por um comentário do meu chefe que não esqueço. Assim que a minha chefe anunciou para mim e para minha colega que iria aumentar os nossos salários, ele comemorou junto conosco: &lt;i&gt;"aeeee, viva, mais um carnê!!!"&lt;/i&gt;. Olhamos para ele e demos uma risadinha meio amarela, já que, por mais 'engraçadinho' que tenha sido o comentário, era verdade. Naquela época, meu salário era algo em torno de R$ 350. Foi para R$ 400. Uns quatro anos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corta para 2010, outubro. Outra lembrança clara: eu tuitando em alguma aula com computadores na universidade: "Paul, seu lindo, eu não tenho dinheiro pra te assistir, mas &lt;i&gt;eu vou te assistir!"&lt;/i&gt;. Se não me engano, foi a primeira vez que usei o termo &lt;i&gt;"seu lindo"&lt;/i&gt; no Twitter, porque tinha recém lido alguém escrevendo. Mas o que importa é que o tweet foi muito verdade: eu não tinha a disposição R$ 650 pra assistir o show no Gramado Premium como eu queria, mas o fiz mesmo assim. Como eu já comentei muitas vezes aqui no blog, quando se é novo é preciso colecionar experiências e ver um dos meus ídolos a poucos mais de 20m de distância foi "a" experiência. Nos meses seguintes, comentava ironicamente "o show foi ótimo. E o ingresso estou pagando ainda! Hehehe". É... amarga ironia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corta para hoje, 18 de outubro de 2011. Saldo da minha conta no banco: R$ 3.848,28... negativo. O limite da minha conta é de R$ 3.100, então isso quer dizer que eu estou R$ 748,28 negativo &lt;i&gt;além&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do meu cheque especial. É... tá punk o negócio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contar como o salário modesto (e mínimo) de R$ 350 virou uma dívida de quase 4 mil reais é uma história cheia de altos e baixos. Envolve pelo menos mais uns dois shows, algumas fatalidades e claro, muitas roupas. Quem me conhece sabe que nos últimos anos eu mudei bastante em relação ao vestuário e claro, mesmo que a grande mudança tenha sido "saber comprar roupas" ainda envolve "comprar roupas". Mas o maior culpado de tudo isso com certeza foi a minha falta de organização em relação as finanças e acho que esse é o maior motivo do post.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assumir a dívida do Paul foi um risco, mas era um risco 'controlável' (se é que existem riscos assim). Fiquei com um arranhão na conta bancária que teria que esperar o mês seguinte para ser sanado e iria consumir um pouco de dinheiro que ia sobrar, mas ok. Mas naquela época eu estava recém começando a pagar o carro novo que ganhei em setembro, que consumia metade do meu salário. Mais o meu celular. Mais a internet. Mais duas lojas de roupas. Mais os meus gastos para sair. Mais os gastos para abastecer o carro. Mais o Paul McCartney. Tá dando pra sentir o drama?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora imagina eu recebendo o meu salário, depositando no banco e tirando aos pouquinhos para pagar as contas, sem nem notar o quanto ficou lá para os juros, para os pagamentos no cartão, para os cheques que iam entrar... Por um tempo, minha mãe me fazia todo mês sentar do lado dela para checar como andavam as coisas. Meu estômago entrava em parafuso, tamanho nervosismo que eu sentia ao ver aqueles papeizinhos amarelos do banco. Foi assim até o momento em que ela disse "Ok, cansei de tentar te organizar. Tu se vira a partir de hoje, eu abro mão." E lá veio o estrago.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Continuei com a minha política de "depositei, tá tudo tranquilo". Nos últimos casos, quando precisava cobrir um cheque, fazia um empréstimo no banco mesmo, daqueles que parecem inofensivos e extremamente parceláveis... Mal sabia eu do buraco que aos poucos me enfiava. E assim foram, com saídas, cinemas, barzinhos, ida a praia em fevereiro. Sem contar o namoro claro, que ANTES QUE ME APEDREJEM, economiza nas saídas mas cobra em presentes e jantares e afins. Mas tudo tranquilo; o importante era eu não ter que confrontar minha mãe com os canhotos dos cheques. O cometa estava nas nuvens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daí, em um certo mês, o dinheiro do Paul fez sua falta presente e eu tive que atrasar uma prestação do carro. Então começou a novela de pagar o boleto sempre atrasado, arcando com os juros. Errado, muito errado. Importante citar que nesse momento (e até hoje), a prestação do carro ocupa metade do meu salário (façam as contas os curiosos), então da outra metade eu tenho que fazer sair o pagamento de todas as outras contas MAIS os gastos 'supérfluos'. A essa altura do baile eu já estava entregue a sorte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E então veio o último golpe (ou o mais recente, diriam os pessimistas): certo dia, fui tirar um novo talão de cheques para abastecer o carro e o banco simplesmente... recusou. Não estava disponível. Erro na conta, whatever, algo assim. Não dei bola, abasteci de algum outro jeito e deixei passar. Fiquei de checar o porque e demorei, demorei, demorei, demorei... Quando eu vi, apareceu um recadinho no meu extrato: "circular 1528". E quando percebi, nada mais na minha conta funcionava: cheque, empréstimos, nada. Não sabia o que era, mas coisa boa não podia ser. Quando olhei mais pra baixo no extrato, vi o que não queria ver, a trinca maldita: "Cheque compensado. Cheque estornado. Cheque devolvido." Fudeu. Hora de voltar aos malditos canhotos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O complicado é que, como tudo na vida que eu desgosto, eu tenho &lt;strike&gt;frescuras&lt;/strike&gt; bloqueios. E eu demoro pra resolver as coisas. Mas ok, recebi o meu salário do mês de outubro, descontei a parte do carro (que não teve juros por causa da greve dos Correios) e fiquei com o resto para resolver o problema do cheque. Era simples: recuperar o cheque, pagar ele em dinheiro, ir no banco e pagar a taxa do cheque devolvido para colocar a minha situação em dia. Mas ai começaram os outros problemas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;1) eu não poderia depositar o dinheiro que sobrou do meu salário no banco, porque ele ia cobrir as dívidas pós-limites e eu não ia poder sacar mais;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2) eu teria que descobrir de quanto era o cheque, do que que era e onde buscá-lo (o que fica meio complicado com a minha nova rotina de obedecer o livro ponto no trabalho);&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3) os malditos bancos estão EM GREVE; mesmo que eu recuperasse o cheque, não tinha como regularizar minha situação no banco;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de uns dois dias pra deduzir e pensar em como resolver tudo isso, o esperado acontece: os outros dois cheques, os meus dois ÚLTIMOS cheques, voltaram por falta de fundos. Antes eu não tinha como regularizar a minha situação no banco; agora eu não tenho dinheiro para recuperar os três cheques e mesmo que eu tenha, eu não tenho dinheiro para pagar a taxa no banco para devolver eles; e mesmo que eu tenha, o meu banco AINDA ESTÁ EM GREVE, então não tenho ninguém para me atender. Massa né?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa é definitivamente a maior sinuca-de-bico financeira em que já me encontrei na vida. E definitivamente já refletiu nos meus hábitos: faz muito tempo que não saio para ir a bares, jogar RPG com os guris tem se provado um ótimo programa quando não se tem dinheiro e estou até engolindo meu orgulho e aceitando caronas (!), já que, claro, quem abastece o carro é minha mãe e qualquer meio de economizar é bem-vindo. Aliás, nessa altura do campeonato já estou pagando somente o celular e o carro, mas mesmo assim, dar a volta vai ser complicado. Sem contar que em momento algum eu citei a faculdade, que é minha mãe que paga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha mãe já me disse em tempos atrás, quando minha dívida era mais branda, que se arrepende de não ter sentado mais (ainda) do meu lado, para me puxar mais na questão financeira. Eu digo que não, a culpa foi minha mesmo, da falta de organização, das facilidades de compras e da falta de limites. Eu não compro nada que não uso (minhas roupas e meus livros tão aí pra provar isso), mas tem certos momentos em que um freio é importante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse post fica com o final em aberto, assim como essa história. Ainda não fui atrás do 'paitrocínio', estou tentando resolver o máximo possível de coisas sozinho sem precisar envolver meus pais, afinal, eles tem as dívidas deles e eu já tenho 23 anos na cara, tá na hora de virar ADULTO. Eu preferia estar aprendendo outras coisas da vida adulta, como fazer churrasco ou consertar um chuveiro, mas a gente tem que encarar o que vem pela frente, sem escolher demais. Uma hora ou outra eu vou recorrer a eles e levar a mijada da vida, mas quero chegar nesse momento sabendo que fiz tudo o que pude pelo menos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é isso. Esse foi o post mais auto-biográfico e sincero que já escrevi na vida. Acho que me abri aqui mais do que em todas as vezes que abri meu coração pra falar de sentimentos. Irônico. Repito aqui então o recado que deixei lá em cima, caso você tenha encarado o texto até o fim: me deseje boa sorte e compreenda caso eu suma, não saia por um bom tempo ou me recuse a programas que não sejam de graça. Depois vocês não entendem porque gosto tanto de orquestras e shows de jazz e filmes cults franceses a R$ 2...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acima de tudo, não repitam os mesmos erros que os meus. Mas sejam felizes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Sam curte o fato do Blogger ser de graça&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-1599502783045979108?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/1599502783045979108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=1599502783045979108' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1599502783045979108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1599502783045979108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/10/declaracao-de-falencia.html' title='Declaração de Falência'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-8979301396601087387</id><published>2011-09-29T05:08:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T05:16:39.436-07:00</updated><title type='text'>É Chegada a Hora Noturna!</title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;Uma análise sobre R &amp;amp; J de Shakespeare – Juventude Interrompida&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes de começar o primeiro ato, há algo que merece ser citado. A última vez que estive presente em uma montagem teatral foi na minha 3ª série, no Colégio Leonardo da Vinci. A peça em questão era “O Patinho Feio”. E eu não estava no público: eu era o Patinho Feio. A menos que minha memória falhe (o que ela não costuma fazer), nesses 23 anos de vida compareci a muitas exposições, concertos de música clássica, jazz, salsa, pré-estréias de filmes, palestras... mas nunca havia ido em um teatro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corrigi esse erro ontem. E não podia ter começado de maneira melhor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rTIIe6SbRkg/ToRfaXiDv9I/AAAAAAAAAho/hqmteGU05Wg/s1600/rejshakespeare010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-rTIIe6SbRkg/ToRfaXiDv9I/AAAAAAAAAho/hqmteGU05Wg/s400/rejshakespeare010.jpg" width="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O elenco&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ato 1 – A metalinguagem a serviço do bardo inglês&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“R &amp;amp; J de Shakespeare” tem origem em um texto da década de 80 escrito por Joe Calarco, e foi trazido ao Brasil pelo diretor da peça, João Fonseca, e um dos atores principais, Pablo Sanábio. Completam o elenco Rodrigo Pandolfo, João Gabriel Vasconcelos e Felipe Lima. A idéia original da peça foi mantida em todas as montagens feitas desde então: quatro alunos, homens, encenando Shakespeare à sua maneira. Os personagens da peça são revezados pelos quatro, com cada ator interpretando de três a quatro personagens nas duas horas de espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A peça começa com os quatro alunos na sala de aula do colégio interno. Através de um palco montado de forma circular, com as carteiras escolares uma em cada canto da peça, somos introduzidos ao ritual diário de aprendizado dos quatro e suas aulas de matemática e ética e moral. Mas é quando o sinal toca e a aula termina que começa o verdadeiro ritual: com o grito de É CHEGADA A HORA NOTURNA, os atores-alunos viram alunos-personagens e começam a encenar a peça, dentro da peça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliás, a metalinguagem é um dos grandes toques da peça. Afinal, são atores interpretando alunos que interpretam personagens. Ou seja, um teatro dentro de um teatro. Essa sacada rende bons momentos de humor no primeiro ato da peça, quando depois de interpretarem uma cena, os quatro gritam “FIM DE CENA!” e comentam entre eles (e com o público) o que acabamos de assistir no palco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A primeira metade da peça é permeada por muito bom humor. O monólogo de Romeu na janela de Julieta, &lt;a href="http://contosdocometa.blogspot.com/2011/09/como-eu-desejei-essa-musica-lenta.html"&gt;aquele&lt;/a&gt; em que ele deseja ser suas luvas apenas para tocar em seu belo rosto, é interpretado com uma naturalidade ímpar. Destaque também para a cena do casamento, em que em uma homenagem ao &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sMel13nY0PE"&gt;filme&lt;/a&gt; de Baz Luhrmann, com Leonardo DiCaprio e Claire Danes, são entoadas uma seqüência de canções românticas, de Beatles a Elton John. Além é claro, do tema de Romeu e Julieta na peça, a canção "Hawkmoon 269", do U2&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="369" src="http://www.youtube.com/embed/u2zqx1vYAOc" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ato 2 – E que venha o drama&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A segunda metade da peça deixa a metalinguagem de lado e coloca o espectador no palco, junto com os atores. Não há mais os comentários ao fim de cada cena, já que a própria urgência do texto não deixa mais espaço para isso. Mas o verdadeiro drama foi proporcionado pela Universidade de Caxias do Sul, já que a passagem do primeiro para o segundo ato foi ironicamente dividida por uma queda de luz geral que deixou o teatro às escuras. Felizmente, o público compreensivo e o elenco competente não deixaram o clima ficar chato e após uma pequena pausa, a peça foi reiniciada. Bola fora da UCS, onde essas quedas de luz já estão virando rotina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O único suspiro da segunda metade da peça é, até onde me lembro, a primeira noite de Romeu e Julieta, novamente encenada de forma incrível. A química entre os atores João Gabriel Vasconcelos (Romeu) e o “gaúcho de alma” Rodrigo Pandolfo (Julieta) chega a um nível em que você torce pelo amor dos dois, de tão natural que ele é interpretado. O fato de Romeu ter quase 2m de altura e ‘o’ Julieta ser pequeninho só ressalta a sensação de comprometimento do grande Romeu em proteger a frágil Julieta. É impossível não ser apaixonar pelos dois em cena.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliás, Rodrigo Pandolfo é o grande trunfo da peça. O elenco inteiro é espetacular, mas ao contrário do seu principal par de cena, João Gabriel, que interpreta na maior parte do tempo apenas Romeu, Rodrigo se divide entre pelo menos cinco personagens, além de cantar, dançar e tocar gaita. A cena em que Julieta toma o líquido que a deixará desmorta por 42 horas, um monólogo com a trilha sonora feita por ele mesmo na gaita, é incrível. É compreensível que Romeu apenas faça Romeu a peça toda, já que é um personagem que exige uma interpretação forte, que o faça acreditar que ele cruzará mundos pelo seu amor; e também é de se admirar a versatilidade dos dois personagens de “suporte” que interpretam todos os outros personagens (a mãe de Julieta, a ama, o Padre, o primo...); mas Rodrigo Pandolfo o faz acreditar em cena que Julieta pode ser interpretada por um homem tão bem quanto uma mulher. Você torce por ela, você quase a deseja como amiga.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem falar que ele é a cara do Howard, do “The Big Bang Theory”. Sério.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ato 3 – O Comprometimento&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É difícil julgar algo que "consumi" pela primeira vez. Sinto-me julgando o primeiro casal da Dança dos Famosos do dia, já que nunca tinha assistido outra peça de teatro para comparar com essa, se é melhor ou pior. Mas do meu ponto de vista, todo trabalho em equipe é resultado e mérito de todos os envolvidos. Da qualidade de Shakespeare, o mais envolvido de todos, não há o que duvidar. Por isso, vou me focar na qualidade da equipe envolvida. E a palavra que melhor descreve é, sem dúvida, comprometimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois da peça, os quatro atores voltaram ao palco para um rápido bate-papo com os espectadores que ficaram depois da apresentação. Depois de contar sobre a história da peça e como o texto foi adquirido, abriram o espaço para perguntas. E vieram poucas perguntas... mas muitos elogios. Posso afirmar, estando na plateia e depois no bate-papo que a sensação geral do (pouco) público era de satisfação e arrebatamento. E acho que esse é o maior trunfo do artista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliás, quarta-feira de noite, ingressos a 1 Kg de alimento para alunos da UCS e comerciários, R$ 10 para professores e R$ 20 para público em geral, eu esperava casa cheia. Mas não foi dessa vez que um evento cultural de Caxias me surpreendeu (não que eu não tenha culpa - como eu disse foi a primeira vez que fui ao teatro). É a segunda passagem da peça na cidade, e a segunda turnê pelo país, e eu espero sinceramente que eles voltem novamente, pra mim arrastar mais gente para ir. Porque valeu muito a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Shakespeare inventou o lead jornalístico com Romeu e Julieta (piada interna de jornalista, nem dá bola), para mim ele acaba de inventar o teatro. E que venham outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-x9cBmXnA824/ToRfZKHv-wI/AAAAAAAAAhk/Wkztq3sLMog/s1600/rj-de-shakespeare-crac3a2c2a9dito-sac3a2c2a9rgio-baia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://3.bp.blogspot.com/-x9cBmXnA824/ToRfZKHv-wI/AAAAAAAAAhk/Wkztq3sLMog/s400/rj-de-shakespeare-crac3a2c2a9dito-sac3a2c2a9rgio-baia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam também curte Shakesbeer e seu clássico "to beer or not to beer"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-8979301396601087387?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/8979301396601087387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=8979301396601087387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8979301396601087387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8979301396601087387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/09/e-chegada-hora-noturna.html' title='É Chegada a Hora Noturna!'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rTIIe6SbRkg/ToRfaXiDv9I/AAAAAAAAAho/hqmteGU05Wg/s72-c/rejshakespeare010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-8380447556426829985</id><published>2011-09-23T04:53:00.001-07:00</published><updated>2011-09-23T05:04:28.809-07:00</updated><title type='text'>Perséfone Voltou</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Perséfone era a filha de Zeus, deus supremo da Grécia antiga, com a sua irmã e deusa Deméter, mãe da agricultura. Era uma moça linda, de belos cabelos, que passeava pelos campos da Grécia Antiga, protegida pela sua mãe. Zeus a protegia de todos e todas, tamanha era a sua beleza. Até que um dia, Hades, senhor dos mortos, a viu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem hesitar, o irmão de Zeus que governava o mundo subterrâneo, a raptou e a levou ao seu lar. Estava apaixonado, arrebatado por tamanha beleza. Deméter ficou desesperada. Procurou em claro por nove dias e nove noites e nada. Neste período, as terras que protegia ficaram secas, estéreis, e nada floresceu na Grécia enquanto a mãe não achasse a sua filha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Até que um dia, alguém teve pistas do paradeiro de Perséfone. Uns dizem que foi Hermes, outros dizem que foi o próprio Zeus. Mas não importa, agora todos sabiam que a filha de Deméter estava no recanto sombrio de Hades. Zeus e Deméter foram até o submundo resgatar Perséfone das garras do terrível Hades, mas ao chegarem lá, surpreenderam-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Perséfone gostava de ficar lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por já ter ingerido uma semente de romã, a moça já havia selado o seu compromisso no submundo. A partir de agora, ela era esposa de Hades. E o matrimônio, por mais desrespeitado que tenha sido na Grécia Antiga dos deuses, raramente era desfeito. Assim, a partir de agora, Perséfone teria que honrar o seu papel de filha e de esposa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mas como fazer isso? Simples. De agora em diante, ela passaria seis meses no mundo superior, com sua mãe, e seis meses no mundo inferior, com o seu marido. Nos meses em que passava com sua mãe, as flores cresciam, as árvores davam fruto, as sementes germinavam. Nos meses em que passava com seu marido, a terra ficava seca e fria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Os gregos sabiam como contar uma bela história. Com um simples conto da filha virginal e rebelde que se apaixona pelo cara errado e foge da mãe superprotetora, eles simplesmente contaram a origem das quatro estações. Os seis meses que Perséfone passam com Hades são o outono e o inverno, e os seis meses que Perséfone passa com sua mãe são a primavera e o verão. A primavera, por sinal, é o retorno de Perséfone ao mundo dos vivos. Hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Perséfone voltou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Mais do que ficar imaginando essa história no mundo real &lt;i&gt;(para mim Hades tem uma banda e Perséfone é interpretada pela Evan Rachel Wood (ela já namorou o Marilyn Manson!))&lt;/i&gt;, o importante é não ignorar o fator de mudança presente nela. A primavera vem aí e com ela, promessas de que algo vai mudar. Mesmo que você não queira mudar, esteja de birra com o mundo, achando que não importa o que você faça tudo vai dar errado, o mundo vai se transformar ao seu redor &lt;i&gt;com &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;sem &lt;/i&gt;você e é burrice não pegar carona com ele. Se te falta coragem, vontade ou motivos, preste atenção no colorido que as árvores vão ganhar aos poucos, nos dias com cada vez mais sol e no clima mais convidativo a viver. Acima de tudo, permita-se mudar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aliás, a maioria dos relacionamentos começa na primavera, sabia?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Esteja aberto a mudanças. Hades representa a morte, e assim como em qualquer cultura, a morte não é o fim, e sim uma transformação. Perséfone certamente não teria descido ao submundo se tivesse escolha, mas uma vez que estava lá, abraçou o que viu e gostou. Na continuação de sua lenda, dizem que ela certa vez transformou a ninfa Mentéia em menta odorífera e a ninfa Leuce em álamo branco, depois de ambas terem sido cortejadas por Hades. Essas duas puladas de cerca são uma alegoria para representar o uso de ervas odoríferas nos cadáveres para esconder o cheiro forte quando as pessoas morrem. Mas para mim, significam apenas que Perséfone, assim como uma moça que eu conheci esses dias, era do tipo de pessoa que &lt;i&gt;“fazia acontecer”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Taí. Uma boa dica: faça acontecer. E boa primavera.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-x_Jd8AyPDOo/Tnx0s9P6xlI/AAAAAAAAAhc/DXNHmXv1Z1g/s1600/Evan%252BRachel%252BWood.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-x_Jd8AyPDOo/Tnx0s9P6xlI/AAAAAAAAAhc/DXNHmXv1Z1g/s320/Evan%252BRachel%252BWood.jpg" width="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Perséfone voltou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Sam teria uma séria paixão por Perséfone&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-8380447556426829985?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/8380447556426829985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=8380447556426829985' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8380447556426829985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8380447556426829985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/09/persefone-voltou.html' title='Perséfone Voltou'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-x_Jd8AyPDOo/Tnx0s9P6xlI/AAAAAAAAAhc/DXNHmXv1Z1g/s72-c/Evan%252BRachel%252BWood.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-8471629668039020655</id><published>2011-09-14T19:47:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T05:57:57.570-07:00</updated><title type='text'>Discurso de Formatura</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;(As luzes se apagam. Começa a tocar a música do formando. Ele entra, todos aplaudem. Baixam o volume da música. Os convidados sentam. Ele pega o microfone e começa a falar.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;Senhoras e senhores, boa noite.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes de tudo, eu tenho que dizer que todas as vezes que eu me imaginei entrando no salão pra dar início à formatura, todas as vezes em que eu fiz mentalmente essa cena na minha cabeça… eu tropeçava na porta de entrada. O fato de eu não ter caído já me deixa muito feliz! (risos)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então… há mais ou menos um ano, no início de setembro, eu fui em duas formaturas seguidas, um findi depois do outro, e comecei a pensar na minha. Quando eu percebi, aquilo virou meio que uma obsessão: que música entrar, que roupa usar, que modo agir, que pessoas convidar... tudo o que eu pensava parecia vir de encontro a minha futura formatura. Mas cada corrente de pensamento acabava na mesma ideia: "quê quê... falta um século pra mim me formar."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse ano que se passou, eu descobri: um século passa rápido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E descobri também que a gente não dá valor para o tempo e para o que ele pode fazer com a gente. A gente espera pelo fim do semestre, pelo fim do expediente, pelo fim do dia. Mas reclama do fim do prazo, do fim do salário, do fim da música. E é tudo culpa do tempo. Pobre relógio... mal sabe o que faz. Se ele pudesse se defender, provavelmente diria "Mas eu sou só engrenagens! Posso ser adiantado, atrasado... quem controla o tempo é vocês!".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu daria razão para o relógio. E olha que eu já quis que o prazo do trabalho durasse mais, já quis que a festa não acabasse. Mas eu acho que a gente amadurece quando entende que o tempo não deve ser desafiado, e sim tratado como um bom amigo. Por exemplo, troquem na frase a seguir "tempo" por "amigo": 'afinal, trabalhando com tempo e planejando as coisas com tempo, a gente sempre consegue tomar uma cerveja com tempo no fim do dia'.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fechou direitinho, né?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós criamos diariamente ao nosso redor probleminhas de mentirinha para não encararmos os nossos problemas de verdade. Sim, isso é de um filme do Woody Allen, vocês não acham que eu ia fazer um discurso de formatura sem citar ele né! (risos) Mas tem uma frase de um primeiro-ministro britânico que eu aprendi nos meus últimos dias de universidade e que eu vou levar pra vida que diz assim: “a vida é muito curta pra ser pequena”. E é bem isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não percam seu tempo com ‘picuinhas’, como diria meu chefe. Não é que as coisas pequenas não façam sentido, mas a graça é perceber que as coisas grandes fazem muito mais sentido! Essa frase é da Lili, óbvio né gente. Por isso, pensem grande. Não procurem milhares de motivos para viver grandes sentimentos; vivam grandes sentimentos que não precisam de milhares de motivos para existir.&amp;nbsp;ESSE é o grande motivo deles existirem.&amp;nbsp;Não se constroem grandes prédios sem bons pilares, mas não se constroem bons pilares sem uma boa intenção por trás... tá dando pra entender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu paro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez vocês todos já saibam disso, mas sabem né, eu com microfone e plateia, vou loooonge…&amp;nbsp;Nunca deem um microfone para um baterista. A gente adora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, depois desse grande discurso grande, tudo o que eu tenho a dizer é que espero que todos tenhamos uma grande noite, uma grande festa e que ela acabe com todos nós numa grande cama redonda, com um grande espelho no teto!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito obrigado e boa festa pra nós!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;(Aplausos. O formando abraça a família. Começa o vídeo com os melhores momentos. A festa continua.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Sam não vê a hora de se formar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-8471629668039020655?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/8471629668039020655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=8471629668039020655' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8471629668039020655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8471629668039020655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/09/discurso-de-formatura.html' title='Discurso de Formatura'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-3512565745544631506</id><published>2011-09-14T10:02:00.000-07:00</published><updated>2011-09-14T10:09:35.829-07:00</updated><title type='text'>2.3</title><content type='html'>&lt;div&gt;Completando o quinquênio!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9osfDfpgI/AAAAAAAAAcM/RnVfCRxx4DU/s1600/torta1.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516743182011835906" src="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9osfDfpgI/AAAAAAAAAcM/RnVfCRxx4DU/s400/torta1.JPG" style="display: block; height: 300px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;19&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9orR2_W0I/AAAAAAAAAcE/WyxCs8JYC6o/s1600/torta2.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516743161289857858" src="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9orR2_W0I/AAAAAAAAAcE/WyxCs8JYC6o/s400/torta2.JPG" style="display: block; height: 300px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;20&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9orBdozGI/AAAAAAAAAb8/8XX7CbhzjnM/s1600/torta3.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516743156888554594" src="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9orBdozGI/AAAAAAAAAb8/8XX7CbhzjnM/s400/torta3.JPG" style="display: block; height: 400px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;21&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9oqlIzikI/AAAAAAAAAb0/31pjtkpD6ko/s1600/torta4.JPG" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516743149284985410" src="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9oqlIzikI/AAAAAAAAAb0/31pjtkpD6ko/s400/torta4.JPG" style="display: block; height: 291px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;22&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esse ano... o lado doce da Força:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BbUkr8SYauY/TnDcoFkKniI/AAAAAAAAAhU/LgT0EQCdGhM/s1600/torta2011.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-BbUkr8SYauY/TnDcoFkKniI/AAAAAAAAAhU/LgT0EQCdGhM/s400/torta2011.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;23&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O eterno espírito de um jovem padawan :)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Bônus de 2011:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pwYc2SVnLFQ/TnDcxfbN1iI/AAAAAAAAAhY/YwezBIwg3_M/s1600/20110911213629.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-pwYc2SVnLFQ/TnDcxfbN1iI/AAAAAAAAAhY/YwezBIwg3_M/s400/20110911213629.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Bullying!&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam ainda é o mesmo. E ainda mente bem.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-3512565745544631506?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/3512565745544631506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=3512565745544631506' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3512565745544631506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3512565745544631506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/09/23.html' title='2.3'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9osfDfpgI/AAAAAAAAAcM/RnVfCRxx4DU/s72-c/torta1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-6753855239258385424</id><published>2011-08-11T17:47:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T18:00:51.018-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='zodíaco'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jean-paul sartre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='horóscopo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='semisonic'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inferno astral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='woody allen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='signos'/><title type='text'>O inferno astral são os outros</title><content type='html'>Dizem os (ênfase na ironia aqui) &lt;i&gt;"entendidos"&lt;/i&gt; em astrologia e afins que inferno astral é o período de um mês antes do seu aniversário em que tudo dá errado. As coisas não dão certo, o universo não colabora, o pneu fura, a calça não cabe, o mês sobra pro salário, seu time perde, enfim... tudo o que você não queria que acontecesse, acontece. Esse período comumente deveria acontecer um mês antes do seu aniversário ou no mês contrário ao seu signo solar (?). Ou seja, se você é de Leão e o seu signo contrário é sei lá, Peixes, prepare-se para colocar a juba de molho&lt;i&gt; (há, sacou a escolha meticulosa dos signos?)&lt;/i&gt; durante fevereiro e março, porque nesse mês, meu filho, o bicho vai pegar. Mas né, são convenções e convenções que nem eu que leio o meu horóscopo todo dia acredito fielmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as vezes a gente se obriga a acreditar em alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envelheci muito nos últimos dias. Lembro de um dia em especial que, saindo do trabalho, me olhei no espelho do elevador e me assustei. O elevador lá do prédio tem uma luz forte que fica bem em cima de quem se olha no espelho, então dá para ver claramente todas as marcas no rosto da pessoa. E cara... deu vontade de perguntar: &lt;i&gt;"quem é esse no espelho?"&lt;/i&gt;. Pode parecer idiota, mas me peguei observando as marcas embaixo dos olhos e pensando quando fui a última vez que madruguei por não conseguir dormir ou dormi pouco. Mas aquilo ali não era falta de sono, era algo que estava acontecendo com os olhos abertos. Era desgaste e cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Briguei muito nesses últimos dias. Discuti muito. Falei, falei, falei, falei. E claro, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi. Falei, falei falei. Ouvi, ouvi, ouvi. A repetição é necessária pra entender a gravidade e o tamanho da coisa toda &lt;i&gt;(e como não vou falar o assunto, contentem-se com a repetição e sua imaginação, HA!)&lt;/i&gt;, e como em qualquer discussão, chegamos a um ponto em que os dois &lt;i&gt;'debatedores'&lt;/i&gt; chegaram a mesma dúvida, tão grande quanto a repetição: &lt;i&gt;"mas, porque a gente tá brigando mesmo?"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desses dias de debates &lt;i&gt;(parecia escolha de presidente, sério)&lt;/i&gt; o meu horóscopo ironicamente me jogou na cara: &lt;i&gt;"as vezes tomamos decisões no calor da hora, sem pensar muito, tamanha a urgência que elas necessitam para ser tomadas... (ufa, pensei eu) ...mas (DUH!) ...não seria momento de demorar um pouco mais para pensar no que foi dito?"&lt;/i&gt;. Se não foi isso, foi quase isso. Horóscopos são genéricos mas não fogem muito do texto básico. Na hora, pensei naquela velha história de que a gente sempre pede conselho torcendo pra ouvir o que quer ouvir. Ali estava eu, na situação inversa: pedindo (?) conselho e ouvindo o que eu não queria ouvir &lt;i&gt;(relaxa, pensa, calma)&lt;/i&gt; mas sabendo que era o que eu precisava saber &lt;i&gt;(PARA DE BATER O PÉ E TE AQUIETA!)&lt;/i&gt;. E porra, se até o horóscopo tava me falando aquilo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria uma outra conhecida,&amp;nbsp;feliz ano novo a gente diz no aniversário e não na virada do ano, porque é no aniversário que acrescentamos um novo ano à nossa vida. Não sei se ela já leu sobre astrologia e afins, mas é bem isso mesmo. O aniversário é o fim do ciclo solar, e como todo fim, tem o seu reinício logo depois. É o fim de uma jornada que culmina na celebração de mais um ano. Mas como diz o ditado, &lt;i&gt;"o que importa é a jornada, e não o destino"&lt;/i&gt;. Logo, a aproximação do aniversário é o período pra parar pra pensar no que foi feito até então, no que está errado, no que falta corrigir e claro, fazer tudo isso, pra entrar no novo ciclo solar de alma limpa e roupa branca, que nem ano novo mesmo. E sem precisar pular as sete ondinhas e perder as Havaianas (ou o celular).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditar pode ser besteira, mas não custa parar pra pensar nisso de vez em quando. Fazer um balanço da vida, do que tá certo ou não tá, e tentar corrigir. As vezes até mesmo cutucar, até achar algo. Uma hora ou outra as tensões tem que dar as caras, e quando elas fazem isso no momento errado, é triste cara. É como uma bomba: quando explode, atinge só quem tá perto (e muitas vezes quem nem merecia ser atingido - frases da discussão). E fazer isso antes do aniversário é uma boa, afinal, não é bom estar brigado com alguém num período em que você quer todo mundo que você gosta perto de ti, não? Esse foi um dos principais motivos para eu tentar corrigir as coisas. Ok, EU DEMOREI HORRORES e admito na maior humildade, mas tô tentando. E espero conseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Na real, eu nem estou no inferno astral ainda, já que se for um mês antes do aniversário, o meu começa no dia 15. Mas então, que eu brigue e conserte tudo o que tenha pra brigar antes disso, entre na hibernação do inferno astral para pensar na vida e comece o ano novo centrado, pensando em mim antes de tudo. Se funcionar assim, beleza)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inferno são os outros, dizia Sartre. Declarando isso, o filósofo francês falava da nossa costumeira ação de culpar os outros pelos nossos erros, sem considerar que nós mesmos não somos perfeitos e tão falhos quanto qualquer um. Sem o julgamento das nossas ações, colocamos a culpa na sociedade, no universo, no horóscopo e em tudo que possamos culpar pelo inferno. É mas ou menos como quando Woody Allen diz em &lt;i&gt;Manhattan&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que o ser humano tem mania de criar neuroses e probleminhas para si só para ter algo com o que se preocupar ao invés de olhar para os problemas do universo em um contexto geral,&amp;nbsp;podendo aqui ser o universo seus próprias problemas - mas os problemas &lt;i&gt;de verdade&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dois pensamentos diferentes mas complementares na ideia de que sempre tentamos adiar ou nos eximir da culpa. Mas negar isso é um passo atrás. É aceitar a ideia de que o 'inferno astral' existe e é um impossível de ser mudado. Como o mesmo Woody Allen tem que escutar no fim de &lt;i&gt;Manhattan&lt;/i&gt;, ao saber que sua namorada colegial adolescente vai passar uma temporada na Inglaterra e morrendo de medo de que ela não vá voltar ou que volte diferente: &lt;i&gt;"você tem que ter mais fé nas pessoas"&lt;/i&gt;. O inferno astral podem ser os outros, mas nem por isso não devemos olhar pra gente na hora de tentar resolver os problemas. Se Sartre e Woody Allen falaram, quem sou eu pra negar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="314" src="http://www.youtube.com/embed/xGytDsqkQY8" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"...closing time, every new beginning comes from some other beginning's end..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha a conta, passa a régua e começa de novo. Aproveita que agora é o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam acredita em horóscopos, biscoito da sorte, borra de chá e bandas dos anos 90&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-6753855239258385424?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/6753855239258385424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=6753855239258385424' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6753855239258385424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6753855239258385424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/08/o-inferno-astral-sao-os-outros.html' title='O inferno astral são os outros'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/xGytDsqkQY8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5893623301543809610</id><published>2011-08-04T17:12:00.000-07:00</published><updated>2011-08-04T17:30:14.503-07:00</updated><title type='text'>"Desculpa, mas, você estuda Economia?"</title><content type='html'>&lt;i&gt;Que me desculpem os normais, mas ter neuroses é fundamental.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda aula do semestre. Primeira aula de 'Política e Comunicação Social' do semestre. Décimo-segundo semestre da faculdade de jornalismo. Sexto ano na UCS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intervalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de viajar profundamente na primeira metade da aula e aterrissar forte na classe quando a professora disse &lt;i&gt;"intervalo"&lt;/i&gt;, fui pro bar, comprei um cappucino e um Stikadinho e voltei pro bloco para voltar pra sala. Chegando no bloco, parei para ver o painel com a propaganda do concerto sinfônico que ia ter no teatro no dia de hoje, quando um grupo de colegas que estava perto me chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô colega... vem aqui um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante salientar. Eu não conheço ninguém dessa turma. E &lt;i&gt;odeio&lt;/i&gt;&amp;nbsp;ser chamado de colega. Acho o cúmulo da falta de intimidade, mesmo que a pessoa não me conheça. Representa uma distância formal tão grande, que as vezes prefiro que me chamem de cara ou simplesmente me cutuquem. Eu ia ver e atender do mesmo jeito, sério. É que nem chamar alguém de querido: estão te xingando. Essa é a impressão que sempre me dá. O único cara do grupo de cinco pessoas então me disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso te fazer uma pergunta? Que curso que tu faz?&lt;br /&gt;- Jornalismo - respondi&lt;br /&gt;- Ah tá... errei então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As meninas que estavam com ele saíram de perto, rindo. Terminei o meu café, joguei o copo no lixo e pedi pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas porque? Quais eram as outras chances?&lt;br /&gt;- Ah, tu entrou na sala e eu disse &lt;i&gt;"esse cara faz Economia"&lt;/i&gt;. Tu tem cara de quem faz economia.&lt;br /&gt;- Sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma imagem mental de mim mesmo na hora. Casaco cinza, colete preto de lã e camisa branca com quadriculado vermelho e preto e gravata vermelha. Sem contar os óculos austeros e sóbrios e o silêncio que entrei na sala de aula. Ok, talvez eu tenha cara de quem faz Economia mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zU_-9UN7xj4/Tjs0BSyOXWI/AAAAAAAAAhI/9Hk-JMhbQFE/s1600/albuns_3891.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://2.bp.blogspot.com/-zU_-9UN7xj4/Tjs0BSyOXWI/AAAAAAAAAhI/9Hk-JMhbQFE/s400/albuns_3891.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Aquela cara de ecônomo de respeito&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Voltando pra sala de aula, a persona tentou puxar assunto comigo. Descobri que ele já tinha feito alguns semestres do bendito curso, e que por isso deveria saber &lt;i&gt;"como são as pessoas que fazem Economia".&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Quando ele disse &lt;i&gt;"faz tempo que estou no curso, já tô no 7º semestre, quase me formando"&lt;/i&gt;, eu tive que responder &lt;i&gt;"isso não é parâmetro, eu tô no 12º e ainda falta um ano"&lt;/i&gt;. Antes que eu ficasse mal-educado, voltei pra minha classe solitária e pras minhas divagações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a segunda metade da aula viajando nisso. É engraçado a imagem que a gente pinta da gente. Relendo o &lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2011/07/do-que-gosto.html"&gt;penúltimo post&lt;/a&gt; do blog, eu posso passar por adolescente, por fã de moda, por fã de rock and roll, por nerd, por fã alienado de Woody Allen, por um monte de coisas... mas aluno de Economia foi algo que me pegou de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá até uma vontadezinha de perguntar: como você me enxerga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pessoalmente tenho sérios problemas como as pessoas me veem. É tudo uma questão de exposição, e quando você se expõe pessoalmente, na internet, em blog, Twitter, Facebook, Tumblr, dando opinião, concordando, falando besteira, tuitando bêbado... não há como prever o que as pessoas esperam de você. De repente, você é os seus links. Você é a roupa que está usando, as pessoas que está cumprimentando, o cigarro que está fumando, ou a cerveja que está bebendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o você offline, que acorda no domingo de manhã com os cabelos horríveis, é só mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vai saber. De repente &lt;i&gt;esse&lt;/i&gt;&amp;nbsp;estude Economia mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam não faz Economia. Nem economias.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5893623301543809610?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5893623301543809610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5893623301543809610' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5893623301543809610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5893623301543809610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/08/desculpa-mas-voce-estuda-economia.html' title='&quot;Desculpa, mas, você estuda Economia?&quot;'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zU_-9UN7xj4/Tjs0BSyOXWI/AAAAAAAAAhI/9Hk-JMhbQFE/s72-c/albuns_3891.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-3421950538004376154</id><published>2011-07-30T21:37:00.000-07:00</published><updated>2011-07-30T21:52:23.830-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meia-noite em paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='woody allen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='france'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marion cotillard'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='michael sheen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='owen wilson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tom hiddleston'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='midnight in paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='léa seydoux'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kathy bates'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carla bruni'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rachel mcadams'/><title type='text'>Meia-Noite em Paris, Meia-Noite em Casa</title><content type='html'>Sexta-feira tensa. Festa de aniversário, com algumas pessoas que eu tenho dúvida se sei conviver ainda. Outras, em compensação, adicionam cada vez mais camadas e camadas sobre elas mesmas, e ainda assim eu sinto aquela velha vontade de as descobrir, pouco a pouco. Esse ‘verniz’ que as pessoas colocam sobre si... eu as admiro. Faça bom uso do seu verniz. Seja interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, festa. Aqui não vale se prolongar muito, mas vale dizer o que é importante ser dito: ah, como eu queria dançar. E como eu dancei. Impressionante notar um dia depois que gastei apenas R$ 21 e bebi muito. Achei que tomei muito de todos. Tomei suas bebidas, tomei suas atenções, mesmo que por instantes. E acho que tive minha atenção tomada por todos, por instantes também. Eu adoro gente. Que vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado de manhã lesado, acordar depois do almoço, minha mãe na porta “pode continuar dormindo, o almoço ta na mesa pra quando tu quiser levantar, só esquentar”. Eu adoro esse momento de dúvida: será que ela ta braba comigo, ou está sendo sincera? Esses dias várias pessoas falaram pra ela, no mesmo dia, que ela era superprotetora em relação aos filhos, que devia deixar eles voarem. Seria a terapia funcionando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almocei tarde, arrependido, devia ter partido para o chá. Mais poético; combina mais com ressaca. Agradeci imensamente ao universo por colocar o desenho do Batman no exato horário em que eu acordo de ressaca no sábado, é uma diversão imensa. Assisti em inglês, como sempre faço. É mais divertido, parece mais natural. Fui buscar minha mãe no centro, voltei para a casa, lavei a minha louça e em meia hora, estava na cama de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses sábados atravessados são interessantes, eles te ajudam a colocar em perspectiva o que mais importa para você. Eu poderia assistir TV, ver o DVD lacrado que está na minha estante faz tempo, ler o livro também fechado que está ali, ler as muitas revistas que estão sendo consumidas aos poucos, escrever, tentar produzir... mas quando o seu corpo te joga instintivamente na cama, você deve aceitar. Alguém dentro de você quer descansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, horas depois, meu irmão estava no quarto dormindo (por sinal, não o vi hoje), meu pai estava roncando na sala e minha mãe havia saído para uma formatura, deixando para mim a tarefa de trocar uma calça em uma loja do shopping. O plano geral ficou claro para mim no momento: cinema. Depois de muito pestanejar, agarrei o celular e disparei as mensagens. “Capitão América, hoje?”. Parti pro banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As respostas demoraram a vir, e quando vieram, o fizeram sem muita empolgação. A primeira convidada já tinha assistido, a segunda não se pronunciou, e blá blá blá, a escolha parecia óbvia. “Meia-Noite em Paris”. Woody Allen na tela grande. Estava com o estômago atravessado, almocei tarde, não jantei, cheguei a tirar um copo da estante para tomar água antes de sair, mas nem isso fiz. Deixei em cima da pia. Meu corpo me levou ao meu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No shopping, apenas uma troca inocente de calça me separava de ver Woody Allen na tela grande. Estacionei longe demais e quando cheguei na loja, depois de pegar chuva na cabeça, percebi que não tinha trazido a nota do produto. Tentei conversar na loja para ver se não conseguia trocar só com a etiqueta, mas isso não era possível. E ainda faltava mais de 1h para o filme. A pressa é a inimiga da perfeição, já dizia um Power Point qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado que nessa hora tudo parece vir ao mesmo tempo, todas as indecisões da noite, que agora pareciam muito mais fáceis de decidir. Porque não convidei outras pessoas para assistir Capitão América? Porque não voltei para casa para pegar a nota, antes de ter que pagar estacionamento? Porque não deixei para ir no cinema e na loja outro dia? PORQUE NÃO CHEQUEI A NOTA ANTES DE SAIR DE CASA? Dúvidas em maiúsculo, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas né. Acontece. Woody Allen estava me esperando. Depois da indecisão, há sempre um filme esperando. Larguei a sacola calmamente no carro, estacionei ele mais perto, fui comprar o ingresso, encontrei uma amiga de longa data (“vamos combinar alguma coisa essa hora, tô com saudade de vocês!”), comi um brigadeiro para alimentar a lombriga – não tinha jantado, lembra – e fui assistir o filme. Poltrona F13, sessão cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que filme lindo. Descrevi tudo o que aconteceu até agora para agora tentar descrever o choque que foi o início do filme. Sabe a sensação de estar em casa? Aquele aconchego? Eu nunca estive em Paris, óbvio, mas o jeito que Woody Allen a retrata no início do filme, da mesma maneira como ele fez com Nova York em óbvio, “Manhattan”, me faz acreditar que Woody Allen poderia ser um guia turístico tão bom quanto cineasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da introdução característica, nos dizendo que “a história acontece aqui”, vem os créditos, no início do filme, com o áudio do casal principal (até o momento) discutindo. Se antes era “a história acontece aqui”, agora era “a história acontece com eles”. Ela, fútil, vazia, histérica, e obviamente, linda. Ele, nervoso, inseguro, perdido, Woody Allen. Era o segundo aconchego da noite: era um filme com um dos meus melhores amigos, de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali pra frente, é como se te colocassem um cobertor sobre as pernas e entregassem uma xícara de chocolate quente. A história se desenvolve fácil, como a sinopse dela entrega facilmente: ao badalar da meia-noite, o escritor Gil Pender embarca em um táxi que o leva a Paris dos anos 20, onde ele encontre os seus ídolos, uma nova musa, e acima de tudo, significado para sua vida indecisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woody Allen é mestre em tudo. Sua descrição dos personagens os deixa críveis, tão críveis que é perfeitamente possível de aceitar que um escritor do “milênio seguinte”, como ele mesmo se descreve, consiga conviver nas madrugadas com personagens da década de 20 tão singulares, como Scott Fitzgerald, Cole Porter e Salvador Dali. Afinal, à noite, tudo pode acontecer, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, Gil começa a trazer para a sua vida real os ensinamentos da década de 20, provando que verdadeiramente, as respostas para as nossas dúvidas estão sempre dentro de nós, basta prestar atenção. É a teoria da ‘espada do amor-próprio’, de Scott Pilgrim, a última arma que encontramos dentro de nós para resolver tudo. Quem disse que quadrinhos não ensinam nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretamente torcemos para que ele seja feliz e que consiga viver plenamente ao lado dos seus heróis. Mas sabemos que o certo é ele viver plenamente com ele mesmo, no seu tempo. Como em qualquer filme de Woody Allen, desilusão vira um recomeço, uma nova chance para começar aplicando o que aprendeu do último fim. E quando o personagem principal acaba o filme sorrindo, sentimos aquele aconchego bom outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é dura e cheia de percalços. Ás vezes você passa um sábado atravessado, não dorme direito, come mal, esquece as coisas, mas tem que se apegar ao que é bom e faz de melhor. Ao que faz de você “singular”. Ao seu “verniz”, suas camadas. Se você se veste com coletes de lã que o deixam bem mais velho do que é, mas ainda assim, o faz com graça... faça! Não há nada mais bonito do que um charme só seu, que ninguém pode copiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa com um sorriso no rosto. Nem liguei o rádio no carro, só para deixar soando na minha cabeça a trilha sonora do filme, que todos saíram assobiando no final. Essa é a maior bilheteria de Woody Allen até hoje. Depois de alguns filmes irregulares, o diretor acertou a mão novamente, e já está gravando o próximo filme, onde novamente vai atuar. Será que teremos dois Woody Allens em “Bop Decameron”? Seria bom demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em casa, minha mãe não havia voltado ainda e meu pai e irmão já estavam dormindo. Abri a geladeira e peguei a garrafa de vinho branco que já estava no fim. Despejei o conteúdo no copo que abandonei em cima da pia, antes de fugir para o cinema. Com o vinho no estômago vazio, li o jornal até a cabeça tontear. Era hora de escrever. Fazer o que se faz de bom. O meu táxi da meia-noite estava passando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passar a meia-noite em Paris com Woody Allen é passar a meia-noite se sentindo em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ImZXkdTvNdA/TjTaSEhfsdI/AAAAAAAAAhE/CvjIy-Z5Ur0/s1600/Meia-Noite-em-Paris-1024x681.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://3.bp.blogspot.com/-ImZXkdTvNdA/TjTaSEhfsdI/AAAAAAAAAhE/CvjIy-Z5Ur0/s400/Meia-Noite-em-Paris-1024x681.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A musa Adriana (Marion Cotillard) e Gil (Owen Wilson)&lt;/td&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam ainda vai conhecer Paris à meia-noite&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-3421950538004376154?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/3421950538004376154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=3421950538004376154' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3421950538004376154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3421950538004376154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/07/meia-noite-em-paris-meia-noite-em-casa.html' title='Meia-Noite em Paris, Meia-Noite em Casa'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ImZXkdTvNdA/TjTaSEhfsdI/AAAAAAAAAhE/CvjIy-Z5Ur0/s72-c/Meia-Noite-em-Paris-1024x681.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7681164205555660273</id><published>2011-07-04T05:31:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T05:35:27.307-07:00</updated><title type='text'>Do que Gosto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-G6EljzUmf28/ThGvMClrbGI/AAAAAAAAAfs/xbuUU7xFrks/s1600/like.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="186" src="http://3.bp.blogspot.com/-G6EljzUmf28/ThGvMClrbGI/AAAAAAAAAfs/xbuUU7xFrks/s200/like.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gosto de Glee, gosto de Skins, gosto de McFly. Gosto do fato de ser capaz de gostar de coisas que teoricamente não deveriam ser para alguém da minha “idade” ou “comportamento”. Gosto do fato de poder colocar aspas em idade e comportamento, sabendo que isso não significa nada. É tudo uma questão de espírito. E gosto muito de Harry Potter também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de Woody Allen e de Guerra nas Estrelas. Assisti a quatro filmes e meio de Woody Allen, li um livro dele, mas sinto que poderia ser um personagem dele, sem problema algum. Assisti a seis filmes de Guerra nas Estrelas, um e meio a mais do que do Woody Allen, mas falando de Guerra nas Estrelas isso é tudo. Isso sem contar os 32 gibis, os 7 bonequinhos, as 2 camisetas e as horas viajando e conversando. Já pensei ser possível ser um personagem de Guerra nas Estrelas. Hoje imagino ser mais possível ser um personagem do Woody Allen que gosta de Guerra nas Estrelas. É a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jCM861hzsUg/ThGvLrKRQII/AAAAAAAAAfo/uEaeONgcVl4/s1600/woody-allen.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-jCM861hzsUg/ThGvLrKRQII/AAAAAAAAAfo/uEaeONgcVl4/s320/woody-allen.jpg" width="270" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Falando em gibis, gosto de quadrinhos. Muito. Gosto do fato de ter um bom conhecimento sobre 70 anos de história de algo que interesse mais ou menos umas 12 pessoas do meu círculo de amigos. Deve ser a mesma sensação que um especialista em ostras ou um urologista deve ter num churrasco de domingo. Mas tudo bem: estamos juntos nessa, galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de rock. Isso já foi essencial na minha vida, mas gosto de perceber que já não é mais. Uma vez, já foi questão de honra gostar de rock, mas rock classudo, com certificado de qualidade e anos de história. Hoje, gosto cada vez mais de música. É como uma velha paixão que só melhora, um misto do frio na barriga do início do relacionamento com o calorzinho que vem depois de meses de namoro. Gostar de música é como visitar uma casa cheia de amigas: uma sempre cheia de histórias e com o chá pronto; uma com a qual eu posso contar toda hora; e uma mais novinha, de cabelo solto e mistério no rosto, que me dá frio na barriga sempre que a vejo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Música é minha namorada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gosto de me vestir bem. Gosto das minhas inúmeras camisas, das inúmeras gravatas, e das inúmeras caras e bocas que elas proporcionam. Gosto de demorar pra me vestir. Acho que é uma questão pessoal: gosto de oferecer o melhor. Gosto da vaidade. Do cuidado. Do se cuidar. De camisa + gravata + blazer &amp;amp; colete. Gosto do apreço. Só não gosto do preço de tudo isso. Não o metafórico, o real, aquele que sai da carteira mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SLQ7gjrzB_Y/ThGyNdLXlvI/AAAAAAAAAf4/WsrRC5CNt8g/s1600/tumblr_lc7vjgbgiA1qevuv8o1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-SLQ7gjrzB_Y/ThGyNdLXlvI/AAAAAAAAAf4/WsrRC5CNt8g/s400/tumblr_lc7vjgbgiA1qevuv8o1_500.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gosto da poesia concreta, que me faz fazer essas rimas dentro do texto. Gosto da cadeia de pensamentos, que junta um no outro, e me faz ir de um assunto ao outro na velocidade do hiperespaço. É meio solitária, essa velocidade de pensamento, mas eu gosto. São as coisas que nos são únicas – e que por conseqüência, nos fazem solitários – que nos definem. Aceitar isso é um passo adiante na vida. Gosto disso. Gosto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GOSTO DE CERVEJA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de dançar. Amo coreografias: assisti-las, aprecia-las e decora-las. Gosto de me vestir bem. Gosto de moda. De escolher e comprar roupas. Gosto de ficar bonito e de me sentir vaidoso e elogiado. (Já falei que gosto de gravatas?) Gosto de amar. E gosto de mulher. Muito. Acho engraçado o fato de que certas coisas que gosto podem ser consideradas “suspeitas”. Coisas que não são para homens. Não gosto de futebol, mas gosto de Lady Gaga. Gosto não, A-D-O-R-O. Não entendo nada de carros, mas sei combinar cores e acessórios. Mas isso já me levou mais longe do que gostar de futebol e carros. Gostaria que o mundo soubesse os segredos que isso compreende, mas gosto que ele não saiba. Afinal, não seriam segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto das minhas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos braços, das sobrancelhas e da minha batata da perna também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, parafraseando Renato Russo, “eu gosto de meninas e meninas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SJIgo092a7U/ThGxolDLyiI/AAAAAAAAAf0/MVsSzFsSDzk/s1600/RUIVA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://4.bp.blogspot.com/-SJIgo092a7U/ThGxolDLyiI/AAAAAAAAAf0/MVsSzFsSDzk/s320/RUIVA.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Gosto de poá, de jaquetas de couro perfecto e de ruivas. Gosto da poesia dos anos 20, da depressão dos anos 30 (ou seria o contrário?), da imaginação dos anos 70 e das lembranças em sépia dos anos 60. Gosto de gravar CDs com músicas que só eu conheço e gosto de músicas com batida 4x4; a vida é curta para exigirmos as vezes mais do que isso. Gosto de fazer massagem e de letras de amores não concretizados. Gosto de letras de sexo. Principalmente as que escrevo. E gosto de sexo. E gosto muito quando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=cuZo7pLnL7c"&gt;“No One’s Gonna Love You”&lt;/a&gt;, do Band Of Horses, começa a tocar. Que música foda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mZEy5gzwFm8/ThGvlb7NQ_I/AAAAAAAAAfw/oV3xXy-nI2s/s1600/band-of-horses.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-mZEy5gzwFm8/ThGvlb7NQ_I/AAAAAAAAAfw/oV3xXy-nI2s/s320/band-of-horses.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não tenho sido muito presente aqui há um tempo, então que esse post sirva de apresentação e reapresentação, de quem eu sou agora e o mundo em que vivo no momento. E caso não sirva pra me conhecer melhor, que ajude a escolher um presente pra mim quando precisarem. Já terá sido de grande valia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;&lt;i&gt;Sam gosta de muita coisa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7681164205555660273?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7681164205555660273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7681164205555660273' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7681164205555660273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7681164205555660273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/07/do-que-gosto.html' title='Do que Gosto'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-G6EljzUmf28/ThGvMClrbGI/AAAAAAAAAfs/xbuUU7xFrks/s72-c/like.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-6638573605431907773</id><published>2011-06-14T17:18:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T17:36:56.052-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='namorada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='namoro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartão de dia dos namorados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='revista vip'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dia dos namorados'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jantar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='harry potter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='500 dias com ela'/><title type='text'>O Primeiro Cartão de Dia dos Namorados</title><content type='html'>Ah, o amor. Essa arraia malévola que nos faz acreditar que tudo é possível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse ano, pela primeira vez, comemorei o Dia dos Namorados. Na verdade, antes, ele simplesmente não existia no meu calendário. Minha maior atividade de Dia dos Namorados até hoje foi ano passado ir no shopping com o Edú, já que a namorada dele tava trabalhando nesse dia. Nós compramos os baralhos de Star Wars nesse dia fatídico. Foi legal, anyway. Mas né... não era Dia dos Namorados &lt;i&gt;mesmo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Pra não dizer que tô mentindo, esse ano ele foi lá em casa no sábado a tarde, já que invertemos a nossa situação do ano passado, e foi legal também.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí esse ano, pela primeira vez, pude sentir o frio na barriga que é comemorar uma data pela primeira vez. Vou ressaltar bastante primeira vez porque realmente, isso parece importar muito. Sabe 'a primeira impressão é a que fica'? Então... Grande parte era preocupação minha, claro, queria realmente que fosse algo legal e divertido, ainda mais porque envolve não só eu como alguém que eu me preocupo e gosto muito (e sei que ela sente o mesmo por mim). Mas o universo põe uma pressão que parece que tudo vai dar errado, então tem que ser &lt;i&gt;realmente &lt;/i&gt;bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E claro, sendo desculpa para jantar comida boa, tomar vinho e ganhar presentes, tá valendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a Lei de Murphy adora marinheiros de primeira viagem (viu como o 'primeira vez' era importante?). Comprei o presente meio que na pressa, devido a situação financeira do indivíduo que vos fala (contei com uma pequena ajudinha - BRIGADO MÃE, BEIJO!), e cada vez que lembrava que a minha querida namorada tinha comprado o meu presente há mais de um mês, ficava pensando: "nossa, ela estava muito preparada! E eu não!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta-feira da semana em questão, me mandei para o shopping comprar mais alguma coisa. Não que a primeira coisa que tinha comprado não fosse legal, mas né... um grande abraço a todos vocês que falaram que coisas do Boticário realmente não são muito pessoais e soam como 'não sabia o que comprar'. Não os culpo, é verdade; eu sentia exatamente a mesma coisa e aos poucos a consciência pesava e mandava eu ir atrás de alguma coisa mais fofinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas além da coisinha mais fofinha, algo a mais pesava: o cartão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quinta-feira do parágrafo anterior então, passei um tempinho no shopping e seguindo dicas das amigas (BRIGADO FER, BEIJO!), fui pra Puket, aquela adorável e colorida e cheirosa loja. A moça que me atendeu tava de macacão para dormir. Só isso já valeu a minha compra. Adquiri uma meia-sapatilha com aroma de morango extremamente &lt;i&gt;lovely&amp;nbsp;&lt;/i&gt;(&lt;i&gt;"o cheirinho dura cinco lavagens"&lt;/i&gt; disse a moça de macacão), pra usar em casa, super confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Olhei também as lingeries e calcinhas e descobri que vou adorar passar horas escolhendo alguma para dar de presente. Ô diversão. Mas ficou pra próxima dessa vez.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprado o 'complemento' do presente, vamos para o cartão. E foi aí que a coisa complicou. Fui para a Saraiva ver os cartões e me impressionei com o que vi. Comecei a ler os cartões e simplesmente me faltou ar. Não vou conseguir descrever perfeitamente o que senti lendo os cartões, mas foi mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Você é minha razão de viver. Você é minha razão de existir."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Você é o motivo pelo qual levanto todas as manhãs."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Você é o ar que eu respiro, você é o que eu tenho de bom na vida, você é tudo, tudo!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Não! &lt;b&gt;NÃO!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ISSO ESTÁ MUITO ERRADO!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos todos os cartões seguiam essa linha. Era uma sequência de lamentos que clamavam por atenção e piedade. Sério. Eu comecei a pensar se aquilo realmente representava o que alguém sentia por outra pessoa. Se aquilo descrevia alguma relação, gente do céu... eu teria medo de passar perto desse casal. Mas todos os cartões estavam tão convictos de que era assim que o amor era que comecei a pensar: &lt;i&gt;"nossa... segundo esses cartões eu nem gosto da minha namorada!"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: comprei só um envelope e fui para o caixa. Estava decidido a fazer o meu próprio cartão, com espaço para falar o que eu quisesse e da maneira que eu quisesse. Se alguém entendia do que eu sentia, esse alguém com certeza seria eu! Fui ver as revistas para comprar algo junto com o envelope, afinal, devia custar uns R$ 0,50 e eu não tinha troco. Vi que a edição deste mês da revista Vip já tinha chegado. Fui para o caixa e descobri que não podia comprar o envelope sozinho; ele era o complemento do cartão. Falei para a moça do caixa (que aliás, já é minha amiga , BRIGADO MARINA, BEIJO!) que eu realmente não tinha gostado de nenhum cartão. A chefe dela olhou para o relógio, já eram 22h passada, e simplesmente proferiu: "ah, pode dar o cartão para ele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Pensei até em fazer uma camiseta depois disso: "&lt;b&gt;Samuel McQueen&lt;/b&gt;: desde 2011 entrando em livrarias para comprar cartões para o Dia dos Namorados e levando revistas masculinas e envelopes vazios". Ia ficar massa, vai dizer.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui embora com a minha revista, meu envelope, minha meia e a obrigação de escrever algo que realmente descrevesse o que eu penso. E veio fácil, sabe? Na sexta-feira, passei o texto para duas amigas para ver o que elas achavam (BEIJO FER! BEIJO SAH!) e mediante aprovação e ameaças de lágrimas, julguei que tava bom o bastante. No sábado, trabalhei até as 15h, cortesia dos meus chefes, e antes de sair do trabalho, fiz a arte do cartão e imprimi. Mostrei pro meu chefe. Disse "olha, eu posso ser um cão as vezes, mas de vez em quando faço algo que presto". Ele simplesmente disse "Muca... isso aí tem que publicar!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, não ia publicar antes do Dia dos Namorados. Mas né... agora dá. A arte não tá das melhores, mas nesse caso, (como era &lt;i&gt;primeira vez&lt;/i&gt;, lembra?) o que importa é a mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zgtbQiWZbeo/Tff4yVsiExI/AAAAAAAAAfU/Yw9L3eIvw98/s1600/CARTAO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-zgtbQiWZbeo/Tff4yVsiExI/AAAAAAAAAfU/Yw9L3eIvw98/s400/CARTAO.jpg" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Realmente, ninguém melhor do que a gente pra saber do que a gente sente. Uma terrível construção frasal, mas com uma verdade quase óbvia, que a gente sempre ignora.&amp;nbsp;Ou eu realmente tenho futuro pra escrever cartões (&lt;i&gt;'500 Dias com Ela'&lt;/i&gt;, oi?). Te cuida, Joseph Gordon-Levitt, eu já me visto que nem tu, hein?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer jeito, foi divertido. Ela gostou, gostou dos meus presentes e eu agora tenho um ursão de pelúcia com um coraçãozinho escrito &lt;i&gt;&lt;b&gt;"Eu Te Amo"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, que ironicamente vai fazer companhia as minhas pelúcias do Mario e do Yoshi. O resto da noite de sábado foi meio comunitário demais pro meu gosto, mas o domingo foi passado na sala dela jogando 'Harry Potter e a Câmara Secreta', que por sinal, nós viramos. E nada como passar esse dia em especial ajudando a namorada a matar um basilisco. Toma essa, Tom Riddle!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que venham mais cartões, mais presentes e mais jantas. Mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque esse eu curti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam pretende fazer o cartão antes ano que vem&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-6638573605431907773?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/6638573605431907773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=6638573605431907773' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6638573605431907773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6638573605431907773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/06/o-primeiro-cartao-de-dia-dos-namorados.html' title='O Primeiro Cartão de Dia dos Namorados'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zgtbQiWZbeo/Tff4yVsiExI/AAAAAAAAAfU/Yw9L3eIvw98/s72-c/CARTAO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7456389765543147141</id><published>2011-05-06T14:29:00.000-07:00</published><updated>2011-05-06T14:29:45.938-07:00</updated><title type='text'>Dia das Mães</title><content type='html'>Historinha que ouvi ontem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Tu vê - me disse ela - quando a minha mãe era viva, eu nunca dava flores pra ela. Achava tão, sei lá... pouca coisa, sabe? Sempre dava um colar, um vestido, um presente... achava que tinha que ser algo a mais. Agora, depois que ela faleceu, eu só posso dar flores. Engraçado isso né. Irônico.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Dia das Mães, dê um abraço forte. Dê um post no seu blog. Dê presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê cinco minutos do seu tempo, com ela ou pensando nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se possível, dê flores junto. Elas vão gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam fala muito sobre sua mãe aqui. Mas gosta disso.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7456389765543147141?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7456389765543147141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7456389765543147141' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7456389765543147141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7456389765543147141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/05/dia-das-maes.html' title='Dia das Mães'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-4650655541482610</id><published>2011-04-30T05:15:00.000-07:00</published><updated>2011-04-30T05:16:45.609-07:00</updated><title type='text'>O Valor do Tempo</title><content type='html'>O que seria do xis sem a batatinha frita e a cerveja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria do fim da viagem sem a viagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria do trabalho no computador sem a espera pelo processador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera é necessária. Não fosse o tempo que meu computador demora para fazer certas coisas, eu não teria tempo para relaxar (e acabaria trabalhando muito mais). Não fosse a batatinha antes do xis, a fome não seria saciada aos pouquinhos e a gente ia engolir o xis de uma vez só. Não fosse a demora da viagem, você não teria tido aquela conversa foda com o seu companheiro de viagem (ou não teria feito do cara estranho ao lado, um novo amigo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos acostumados a prover e exigir resultados imediatos que esquecemos dos nove meses que passamos naquela piscina de esperanças dentro da barriga materna. Aquela atividade de plantar o feijãozinho no algodão que era feita na minha primeira série, ainda é feita? Aquilo é dar valor ao tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dar valor ao tempo hoje em dia, parece que é coisa de tempos atrás...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="375" src="http://www.youtube.com/embed/ntm1YfehK7U" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;And then one day you find&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Ten years you've got behind you&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;No one told you when to run&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;You missed the starting gun&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Sam escreveu esse texto esperando seu chefe para comer xis&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-4650655541482610?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/4650655541482610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=4650655541482610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4650655541482610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4650655541482610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/04/o-valor-do-tempo.html' title='O Valor do Tempo'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ntm1YfehK7U/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5118422610863538268</id><published>2011-04-15T07:33:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T07:42:32.092-07:00</updated><title type='text'>Os Quatro Passos do Romance (e alguns tropeços também)</title><content type='html'>Reza a regra cinematográfica que a estrutura básica do romance divide-se em 4 fases: encontro-paixão-ruptura-reconciliação. Se você parar para pensar, a maioria das comédias românticas segue essa estrutura básica: casal conhece, casal se apaixona, casal rompe, seja por causa de uma ex, de um desencontro ou da sogra, casal volta a ficar junto. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa concepção de romance talvez seja a grande culpada pelo número de relacionamentos que não dão certo, começarem na vida real. Afinal, o passo número 1 é fácil, o 2 também, mas o passo número 3... Porém, vivendo a vida inteira com a concepção hollywoodiana de que nos últimos 15 minutos tudo vai dar certo, o voo vai atrasar e aquele carta de pedido de desculpas realmente vai chegar nas mãos dela, a gente mal percebe que isso é realmente "coisa de cinema".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos filmes que sempre me chamou atenção nesse ponto foi &lt;i&gt;"Separados pelo Casamento"&lt;/i&gt;, com Vince Vaughn e a minha Friend, Jennifer Aniston. Está tudo lá: o casal, os amigos, as agruras do relacionamento, o encontro, a paixão, a ruptura... e só. Sem reconciliação no final. Quase um documentário da vida real. Esses filmes que pervertem a ordem tradicional das coisas me ganham na sua realidade. Afinal, de histórias felizes já me basta o cinema. Ver que tudo dá certo na tela grande e depois cair no mundo real e perceber que é bem o contrário é meio... frustrante, não?&lt;br /&gt;&lt;div align="LEFT" class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe Condensed';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0dAhAIkEWUw/TahSe3yv5YI/AAAAAAAAAfI/K6JrHtDdPQg/s1600/movie-review-photo-_-the-break-up-screen-savor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237" src="http://3.bp.blogspot.com/-0dAhAIkEWUw/TahSe3yv5YI/AAAAAAAAAfI/K6JrHtDdPQg/s400/movie-review-photo-_-the-break-up-screen-savor.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT" class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe Condensed';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Outro romance &lt;i&gt;"pervertido"&lt;/i&gt; que sou fã é &lt;i&gt;"500 Dias Com Ela"&lt;/i&gt;, com os divos indies Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel. Pra começar, você já sabe o fim: o relacionamento durou 500 dias. Acredito que esse seria um grande avanço nos relacionamentos, caso existisse: você começa ele já sabendo quantos dias vai durar. E se tiver 500 dias, mas bem vividos, qual é o problema? O frio na barriga continuaria mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;div align="LEFT" class="western" style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe Condensed';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SPdbkOEY3lQ/TahWTe5EGGI/AAAAAAAAAfQ/-UqiNb-Nahw/s1600/tumblr_lbdmbfAFoY1qbigp0o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-SPdbkOEY3lQ/TahWTe5EGGI/AAAAAAAAAfQ/-UqiNb-Nahw/s400/tumblr_lbdmbfAFoY1qbigp0o1_500_large.jpg" width="328" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe Condensed';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal;"&gt;Mas voltando ao filme, &lt;i&gt;"500 Dias..."&lt;/i&gt; é a versão indie para "&lt;i&gt;Noivo Neurótico, Noiva Nervosa"&lt;/i&gt; de Woody Allen, outro clássico do cinemão romântico pervertido. Ali também, apesar de não tão explícito no título (já que eles nem chegam a noivar no filme), já fica claro desde o início que o relacionamento não durou. Os dois filmes, com sua linha do tempo que vai e volta no período do relacionamento para ajudar (ou atrapalhar) o espectador na hora de entender o filme, deixam claro que "sim, relacionamentos são um saco, mas você precisa deles".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="LEFT" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;div style="line-height: 100%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe Condensed';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; line-height: 100%; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WUuuKwiNofs/TahVJpb5CwI/AAAAAAAAAfM/-fBISYXvWEU/s1600/annie-hall.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://4.bp.blogspot.com/-WUuuKwiNofs/TahVJpb5CwI/AAAAAAAAAfM/-fBISYXvWEU/s400/annie-hall.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 100%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Segoe Condensed';"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Como Woody Allen conta no fim do filme, &lt;i&gt;"isso me lembra uma piada. Um cara vai no médico e diz: doutor, você tem que ajudar o meu irmão, ele acha que é uma galinha! O médico responde: mas diga para ele a verdade! O paciente então completa: mas doutor, eu preciso dos ovos!". Woody Allen então completa "relacionamentos para mim são isso. Eles incomodam, te estressam, fazem você ficar mal... mas no final, você precisa dos ovos".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="311" src="http://www.youtube.com/embed/W-M3Q2zhGd4" title="YouTube video player" width="500"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, essas comédias românticas pervertidas são os ovos de ouro da galinha da comédia romântica: alguém precisa dizer pro mundo que sim, relacionamentos acabam. Quem espera pelo &lt;i&gt;"pra sempre"&lt;/i&gt; não curte o &lt;i&gt;"agora"&lt;/i&gt;, então... take it easy. Ou como diria a bicha velha, &lt;i&gt;"se joga amiga!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Sam curte comédias românticas pervertidas&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5118422610863538268?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5118422610863538268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5118422610863538268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5118422610863538268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5118422610863538268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/04/os-quatro-passos-do-romance.html' title='Os Quatro Passos do Romance (e alguns tropeços também)'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-0dAhAIkEWUw/TahSe3yv5YI/AAAAAAAAAfI/K6JrHtDdPQg/s72-c/movie-review-photo-_-the-break-up-screen-savor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5620269676511094423</id><published>2011-04-08T07:42:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T07:47:13.811-07:00</updated><title type='text'>Como Vai Você?</title><content type='html'>140 caracteres, internet, caralho a quatro... o de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias, num dos longos papos realizados por e-mail com os tradicionais remetentes, viajando sobre uma possibilidade de morar junto com os amigos (amigas, no caso), naquela sempre adorável atividade de criar situações hipotéticas de como seria viver em uma casa do jeito que a gente que quisesse, com os móveis que a gente quisesse e os puffs que a gente quisesse fazendo o que a gente quisesse, me deparei com a seguinte frase fofíssima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Eu ia adorar chegar em casa de noite e pedir como foi o dia de vocês!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive que responder essa frase com um adorável &lt;i&gt;"OWWWWWNNNN"&lt;/i&gt;. Primeiro, porque é o tipo de coisa que escuto da minha mãe, não das amigas. E segundo porque, sendo algo que normalmente escuto da minha mãe, quando eu ouço por outra pessoa parece que dá mais valor, sabe? Tipo, &lt;i&gt;"ok, talvez a minha mãe não esteja tão errada me pedindo isso todo dia. Que centauro que eu sou"&lt;/i&gt;. A gente aprende e cresce, anyway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que me fez pensar nisso foi mais uma empreitada com outra tradicional remetente em que criamos uma espécie de correio semanal pra falar da vida. A idéia é simples: num dia da semana previamente combinado, &lt;i&gt;toda semana&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a gente se escreve pra falar da vida, falar o que der na telha, deitar os dedos no teclado e... falar. A inspiração veio de um antigo costume, chamado &lt;i&gt;mandar cartas, &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.naoeumtwitter.blogspot.com/"&gt;conhece?&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Dizem que era muito famoso há um tempo atrás, mas eu mesmo só fiz umas duas ou três vezes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo vem de encontro a pergunta do título do post: &lt;i&gt;"como vai você?"&lt;/i&gt;. Hoje em dia, adoramos falar. Falamos o que está acontecendo, o que estamos pensando, onde estamos... a internet é praticamente um namorado ciumento e stalker. E digo isso com propriedade: eu não consigo NÃO falar. Mas essas perguntas respondidas em 140 caracteres não são nada perto da profundidade de um &lt;i&gt;"como vai você"&lt;/i&gt;. Não quero saber se você está vindo do trabalho, se está se preparando pra sair, se está triste porque não acha o carregador de bateria do celular... quero saber "&lt;i&gt;como vai você".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;A minha mãe não tem Twitter, então talvez por isso adore pedir esse tipo de coisa. Mas como diz a frase de Nietszche no perfil do blog, &lt;i&gt;"aqui me calo, pois falar demais de mim é ocultar-me"&lt;/i&gt;. Meia dúzia de links e um bom dia, boa tarde e boa noite no Twitter não expressam toda a complexidade que uma pessoa pode ter. E se expressam, pobre pessoa... Por isso, imagine toda conversa como se ela fosse feita sentada na grama, com os antebraços apoiados no joelho, com a maior calma do mundo, e pergunte sem medo: &lt;i&gt;"como vai você"&lt;/i&gt;. As vezes, a resposta pode ser melhor do que você imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que você esteja cagando e andando pra isso tudo, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-edf3cqg0x9E/TZ8eL7RgBLI/AAAAAAAAAfE/ri6b4jbryNo/s1600/centauro.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" src="http://2.bp.blogspot.com/-edf3cqg0x9E/TZ8eL7RgBLI/AAAAAAAAAfE/ri6b4jbryNo/s400/centauro.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Sim, eu só acabei o texto assim pra usar a imagem acima. Vocês não acharam que eu ia terminar com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xU8if_nsgd8&amp;amp;feature=related"&gt;Roberto Carlos&lt;/a&gt; né?)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam gosta de saber como vocês estão&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5620269676511094423?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5620269676511094423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5620269676511094423' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5620269676511094423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5620269676511094423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/04/como-vai-voce.html' title='Como Vai Você?'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-edf3cqg0x9E/TZ8eL7RgBLI/AAAAAAAAAfE/ri6b4jbryNo/s72-c/centauro.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-4898536368906731207</id><published>2011-03-15T18:11:00.000-07:00</published><updated>2011-03-15T18:24:34.229-07:00</updated><title type='text'>Quinze do Três de Sessenta e Três</title><content type='html'>Hoje é aniversário da segunda pessoa que mais vira tema de post aqui no blog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(a primeira sendo eu, claro) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem observado pela terceira pessoa que mais aparece aqui no blog&lt;i&gt;,&lt;/i&gt; essa segunda pessoa é a causa de todas as minhas patologias psicológicas. É culpada por muitos dos defeitos, mas mérito seja dado, é responsável pela grande maioria dos acertos também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você já tenha sorrido ou se sentido tocado por algo que escrevi, compus ou falei, agradeça ela, que foi quem sempre me incentivou na leitura e escrita, seja lendo livros pra mim antes de dormir ou me dando dinheiro pra comprar gibi na banca de revistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você já tenha ficado brabo por me esperar para um compromisso por um bom tempo e souber que a demora foi ocasionada pelo meu atraso em me arrumar, culpe ela, que na minha infância adorava me vestir com várias roupinhas diferentes, pra ver qual ficava melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(e depois tirar foto e recomeçar tudo do início, importante citar) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você, garota, já tenha se sentido muito bem cuidada e valorizada em minha presença, agradeça a ela, que foi quem me criou assim, cavalheiro, e implantou essa sementinha gentil e atenciosa profundamente no meu âmago, de tal maneira que às vezes vira até um problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que já fiz ela morrer de orgulho, seja por elogios alheios de pessoas que ela nem conhece ou por ser merecedor de coisas tão diversas como um prêmio de Concurso Literário na 1ª série ou a capa do caderno de variedades do jornal do fim de semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também já fiz ela ficar puta da cara, seja quando viajei de carro sem avisar &lt;i&gt;(“eu fui com a minha chefe!”)&lt;/i&gt; ou quando, eventualmente, sumo de casa e não dou notícia ou saio em “más companhias”. Baterias de celular acabam e amizades não se escolhem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não entende isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo assim, ela tá ali, sempre do meu lado, me abraçando eventualmente quando coloco um moletom antigo e ela vem emocionada me dizer que sente saudade da época em que eu era mais puro, como se aquele moletom que eu uso quando dá frio fosse a lembrança de uma época mais calorosa pra ela, tal qual os abraços que ela me dá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Puro?”, eu pergunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É, puro. Inocente”, ela diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Inocente?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É... mais jovem”, ela completa. “Mas é eu que tô ficando velha”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso você não saiba, quando jovem, ela tocava na banda marcial do colégio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na bateria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-AjaJ6uQYdB8/TYAM8L-hdwI/AAAAAAAAAfA/suJZOaUvoqs/s1600/FOTO.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="https://lh6.googleusercontent.com/-AjaJ6uQYdB8/TYAM8L-hdwI/AAAAAAAAAfA/suJZOaUvoqs/s320/FOTO.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;"Vai filhão, solta a voz."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A fruta não cai muito longe do pé, afinal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o que eu fizer te orgulhar, vou continuar fazendo com vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o que eu fizer te desafiar, vou fazer com mais vontade ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam teme pelo dia em que acabarão suas fotos de bebê.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-4898536368906731207?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/4898536368906731207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=4898536368906731207' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4898536368906731207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4898536368906731207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/03/quinze-do-tres-de-sessenta-e-tres.html' title='Quinze do Três de Sessenta e Três'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-AjaJ6uQYdB8/TYAM8L-hdwI/AAAAAAAAAfA/suJZOaUvoqs/s72-c/FOTO.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7961202831204889693</id><published>2011-02-15T03:51:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T03:51:45.251-08:00</updated><title type='text'>Alimente Suas Neuroses</title><content type='html'>Desperdicei minha noite de segunda-feira.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Podia ter saído do trabalho logo depois das 18h30, podia ter ido pra casa, jantado, curtir um pouco minha vidinha pacata até meu irmão me ligar pra buscar ele no trabalho e depois ir dormir. Mas não. Numa ânsia de esperar ver se aparecia trabalho pra fazer ou os chefes irem embora, o que acontecesse antes, acabei ficando no trabalho. Quando eu vi, já passavam das 19h30min, a portaria do prédio já tava fechada e eu só podia ir embora quando um deles fosse. Bloody hell.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fato é que jantei tarde e 22h da noite, estava pronto pra curtir o meu quarto. E a essa hora, a única coisa que me vem a cabeça é ir dormir. Mas sabe aquele pensamento de que dormir é um desperdício do seu dia? Ainda mais na minha situação, em que tinha estragado um belo fim de tarde e uma janta quentinha ficando no trabalho ouvindo as conversas dos chefes. No alto da minha indisposição comigo mesmo, liguei o computador pra ver se a máquina me aguentava de um jeito que eu já não conseguia me aguentar àquela hora. Coloquei o pendrive pra passar algumas músicas novas pro computador e resolvi eliminar do pen algumas que eu não gosto de ouvir. E foi aí que a mágica aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neurose.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou um virginiano nato, perfeccionista ao extremo e amante da organização. E nada expressa melhor essa característica minha do que a minha paixão pela esquematização das coisas. Não é nem paixão: é uma neurose. Abrir pasta por pasta pra escolher qual música deixar e qual música tirar me fez esquecer todos os problemas do dia. O fim de tarde desperdiçado, a janta no fim da noite, o papo dos chefes, tudo. Foi como se organizar minha pasta de músicas tivesse organizado meu dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neurose.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não é só a pasta de músicas que serve. Não fosse ela, seria os organizar os meus livros em ordem alfabética ou a minha gaveta de gravatas. Só teria que suprir minha necessidade de organização, e assim, dormir mais tranquilamente sabendo que meu mundo está um pouco mais organizado. Por isso eu digo: alimente suas neuroses. Elas são a sua característica mais própria, e não raro serão a primeira a lhe cobrar atenção. Mas alimente ela direitinho: cuidar dela é como ter um Tamagotchi interno, que só vai parar quando conseguir o que quer. As neuroses são o sabor da vida, o orégano dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E no final, só sobrarão as neuroses.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E keith richards.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E as baratas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Sam tem uma tia chamada Neura.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7961202831204889693?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7961202831204889693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7961202831204889693' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7961202831204889693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7961202831204889693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/02/alimente-suas-neuroses.html' title='Alimente Suas Neuroses'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-2930864235327427351</id><published>2011-02-04T13:20:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T13:20:02.030-08:00</updated><title type='text'>27 Anos Depois...</title><content type='html'>Hoje, no início da tarde, eu e o meu irmão deixamos os nossos pais na rodoviária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma inversão de papéis tremenda, depois de pelo menos uns 15 anos fazendo isso (acho que viajei a minha primeira vez sozinho lá pelos 7 anos, calculo eu), hoje nós dois colocamos eles no ônibus de viagem. O motivo era o fim de semana em Gramado que meu pai ganhou por completar 15 anos na empresa onde trabalha. De hoje até domingo, os dois estarão condenados a passar um fim de semana juntos, com vale-refeição de R$ 280 para os almoços e um hotel cujo slogan é &lt;i&gt;"o melhor lugar da Europa... fora da Europa".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ruim né?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que em, recém-completados 27 anos de casado, eu acho que os dois nunca fizeram isso. Como bem observou minha mãe, &lt;i&gt;"ficar sozinho em casa eu e o teu pai com vocês dois fora já aconteceu bastante, mas eu e teu pai sair assim e vocês ficarem, eu não lembro a última vez"&lt;/i&gt;. Eu lembro mãe. Nunca aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente é mais novo, busca por experiências, acontecimentos, fatos. A medida em que vamos ficando mais experientes, trocamos isso por segurança. Exemplo: eu gastei metade do meu salário no show do Paul McCartney, SÓ no ingresso. Metade. Mas porra, foi &lt;b&gt;O SHOW DO PAUL MCCARTNEY&lt;/b&gt;. Minha mãe não sabe o quanto gastei até hoje, claro, ela ia surtar, mas enfim, é algo que vai ficar pra vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma semana, acredito que meus pais devem ter gastado mais ou menos o mesmo com móveis novos pra cozinha. Duas semanas atrás, foi um forno novo e uma geladeira que não precisa descongelar, sonho da minha mãe. Pela primeira vez, senti que me mudei: conhecia a velha geladeira marrom desde que me entendo por gente (tinha figurinhas do chiclete do REI LEÃO coladas na porta, calcula). Ela era meu último link com minha vida pregressa na antiga casa com paredes azuis, desde que os meus móveis com desenhos da Disney foram pro espaço. Agora ficou tudo na memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas contar com a memória talvez tenha sido o aprendizado mais importante dos meus pais no momento em que estão vivendo. Depois de colecionar acontecimentos quando novos, está na hora deles adquirirem segurança, adquirirem bens, porque não, montarem a estrutura que aos poucos vão deixando para os filhos. Mesmo que isso custe deixar de colecionar fatos e acontecimentos de vez em quando. Por isso mesmo que cada conquista nossa é supervalorizada: a formatura, o primeiro carro, um novo emprego. Já que já passou da fase deles de terem esses acontecimentos na vida dele, eles vivem esses fatos pela nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É e verdade o que dizem: aos poucos viramos os nossos pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim ó: não tem porque se assustar. Você pode até não concordar com os seus pais e pensar que o que eles não nos ensinam em casa, o mundo nos ensina lá fora. Parece papo-furado mas é verdade: os pais são os melhores professores. E ainda voltam a falar contigo depois de tu virar a cara pra eles. Experimenta brigar com um chefe e depois esperar que ele venha te dar boa noite. Nem sonhe com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, nada de errado em crescer. CRESCER, não AMADURECER. Como diria meu querido sogrinho (outro que ando escutando bastante), &lt;i&gt;"não quero amadurecer, porque o próximo passo depois de amadurecer é apodrecer"&lt;/i&gt;. Cresça em corpo e mente, mas conserve aquela velha essência de colecionar fatos, de adolescência, aquela vontade de descobrir coisas novas. Nem que essa coisa nova seja um findi em Gramado, longe dos filhos, tá bom já...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não espere 27 anos, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TUxsyQnrKSI/AAAAAAAAAes/L3tefbmo1pY/s1600/familia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TUxsyQnrKSI/AAAAAAAAAes/L3tefbmo1pY/s400/familia.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Seus lindos... *-*&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam ainda vai passar um findi em Gramado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-2930864235327427351?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/2930864235327427351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=2930864235327427351' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/2930864235327427351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/2930864235327427351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/02/27-anos-depois.html' title='27 Anos Depois...'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TUxsyQnrKSI/AAAAAAAAAes/L3tefbmo1pY/s72-c/familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-4364837341335258365</id><published>2011-01-22T15:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-22T16:03:04.900-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nostalgia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='expectativa'/><title type='text'>O Sol e a Mancha Amarela</title><content type='html'>&lt;i&gt;"Não devemos acreditar que o sol é uma simples mancha amarela, e sim fazer de uma simples mancha amarela, o sol"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase aí em cima foi dita pela oradora da minha turma de formatura do 3º ano do Ensino Médio, que aconteceu há longínquos cinco anos atrás. Esses dias, graças a recuperação da filmadora da família &lt;i&gt;(que tava num parente fazia tempo...)&lt;/i&gt;, topei com a filmagem da cerimônia de novo e depois de assistir umas duas vezes só pra ficar assustado com os cabelos e as espinhas da galera, assisti prestando atenção no que ouvia, quando topei com essa essa frase aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Expectativa é a mãe da merda", diz o ditado. E expectativa é tudo o que a gente tem depois que se forma. Sai do colégio, vai pra formatura, sai da formatura, vai pra janta, sai da janta, vai pra festa, sai da festa, cai no mundo. A minha formatura, por exemplo, aconteceu no dia 22 de dezembro de 2005, uma quinta-feira. Sai da festa, entrei no carro e fui pra praia. Cheguei da praia, fiz os dois vestibulares, e no dia 1º de fevereiro já estava trabalhando. Cai no mundo, literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Naqueles dias na praia, a minha mãe chegou a comprar lençóis novos para mim usar em Porto Alegre, caso eu passasse. Doce expectativa. Uso os lençóis até hoje.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mancha amarela continuou sendo a mancha amarela por um bom tempo. Quando iniciamos algo muita abruptamente, quando caímos de cabeça em uma nova atividade, paramos de observar tudo o que acontece ao redor. Ainda mais nessa idade, em que a gente só dá valor pra coisas absurdas e não tem a mínima experiência de observação. Quando eu percebi, estava começando a faculdade e trabalhando e era isso. Se resumia a isso. A vida adulta assusta no início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gente não percebe o quão incrível é começar a trabalhar. Como é bacana ter uma rotina, como é legal começar a acumular conhecimento acadêmico para a vida adulta. Tem que ter um olhar especial para isso. Três anos de faculdade depois você se pergunta onde estava aquele conhecimento que você teoricamente aprendeu lá no início... eu me pergunto isso.&amp;nbsp;&lt;i&gt;(Mas a balada fudida que você foi no fim do 1º semestre vai te marcar absurdamente!)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo é olhar para tudo como uma formiguinha olha para o mundo ao seu redor. Observar o mundo como se ele fosse gigante, apaixonar-se diariamente pelo que faz, rever os motivos pelo que realiza tudo o que faz. E relembrar com gosto tudo aquilo que não sai da memória, por alguma razão que você não entende, mas que sempre que você se lembra fica com um gostinho doce na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um grupinho de seis amigos do colégio que é fiel, digno de filme. Esses dias, recebemos um e-mail de um de nós, avisando que estava noivo. Nós sabíamos que ele seria o primeiro, nós sabíamos que isso ia acontecer um dia, mas mesmo assim foi uma notícia inesperada. Um de nós estava noivo. Um de nós ia casar. Um caminhão de memórias, dos nove anos que nos conhecemos os seis, atropelou a gente e não deu tempo de ver a placa. Um banho de água quente na nossa rotina adulta, aquela, que as vezes assusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aos poucos, a mancha amarela toma a forma de sol de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a quem importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam é nostálgico.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-4364837341335258365?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/4364837341335258365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=4364837341335258365' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4364837341335258365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4364837341335258365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/01/o-sol-e-mancha-amarela.html' title='O Sol e a Mancha Amarela'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5291917612105757374</id><published>2011-01-13T02:45:00.000-08:00</published><updated>2011-01-13T07:44:48.094-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e-mail cartas beatles'/><title type='text'>Mensagem pra Você</title><content type='html'>Assistindo as reportagens sobre a tragédia no Rio de Janeiro (cujos rios, ironicamente, transbordaram em janeiro), fiquei sabendo que as cidades ilhadas estavam sem luz e sem telefone. Logo, sem comunicação. Imediatamente, eu e meu irmão nos olhamos na mesa na hora na janta e respondemos juntos: "cartas, ué?".&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, a gente faz as mesmas piadas infames na mesma hora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certamente, sem telefone ainda existe o celular, mas sem luz logo ia acabar a bateria e ai acabar a comunicação. Uma carta dando notícias neste momento seria uma pontinha de esperança no meio daquela bagunça. Claro que a impossibilidade de um carteiro trabalhar ali era óbvia, mas fiquei pensando mais tarde como a gente ignora esse tipo de comunicação mais profunda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já houve um tempo em que as cartas eram todo o tipo de contato que a gente tinha. Eu mesmo mandei umas duas na vida, em atividades do colégio, lá na longínqua 2ª série. A comunicação instantânea matou a carta como foi concebida e não raro esperamos apenas contas vindas pelo correio. Mas responda: quando foi a última vez que você escreveu pensando em alguém?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não precisa necessariamente ser carta, mas com o espírito de uma. O SMS, o Twitter e o Facebook mataram a profundidade da coisa e até o e-mail serve como conversa instantânea (não fosse assim meu Gmail não estaria 99% cheio), mas eu acredito que ainda é possível ser profundo. Digo isso porque anteontem, ao invés de sair com colegas da faculdade para um bar da cidade, resolvi ficar em casa. Acabei indo para o PC responder um e-mail de uma tradicional "colega de correspondência" e num tradicional rompante biográfico-arqueológico meu, desenterrei coisas de um ano atrás do meu arquivo de e-mails e uma simples resposta (que já não era simples) virou uma ópera, cheia de descobertas e significados, tanto para mim como para o destinatário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A resposta veio, ironicamente, pelo sistema de conversa instantânea do Gmail: "Lindo o teu e-mail. Me emocionou, sabe. Tu escreveu bem como eu tô me sentindo." As horas que perdi nele foram ganhas nos 10 segundos em que li isso. Não basta responder. Tem que se entregar. A internet não afasta e nem une as pessoas. Somos nós mesmos que fazemos isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E você... quando foi a última vez que escreveu pensando em alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="400" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7EvefZ2imnQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7EvefZ2imnQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam...uel.vermelho5@gmail.com ;-)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5291917612105757374?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5291917612105757374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5291917612105757374' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5291917612105757374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5291917612105757374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/01/mensagem-pra-voce.html' title='Mensagem pra Você'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-3263182346250493800</id><published>2011-01-08T19:55:00.000-08:00</published><updated>2011-01-08T20:04:06.590-08:00</updated><title type='text'>Crossroads (ou Oportunidades)</title><content type='html'>Se o reinício do meu período escolar ainda exigisse uma redação de "Minhas Férias", o texto desse ano certamente seria pautado pela auto-biografia de Eric Clapton que li na praia. &lt;b&gt;"Eric Clapton - A Autobiografia"&lt;/b&gt; destrincha toda a carreira do músico, do seu nascimento até 2007, abordando de forma super sincera seus problemas com drogas, com relacionamentos, as inúmeras bandas, o perfeccionismo quase chato, enfim, todas as facetas deste que é um dos grandes músicas da história do rock e do blues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tratei Eric Clapton com um&lt;i&gt; "aham Cláudia, senta lá..."&lt;/i&gt; e não sei qual o motivo dessa atitude. Conheço basicamente os hits da sua carreira solo, curto muito o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Disraeli_gears"&gt;Disraeli Gears&lt;/a&gt; do Cream e já li e reli várias vezes a história do triângulo amoroso Eric Clapton X Pattie Boyd X George Harrison. E... só. A imagem que tinha de Eric Clapton é que ele era chato. Isso se confirmou depois do livro. Mas é um tipo diferente de chato. Ele é chato tipo... eu. Ele só queria tocar sua música, no fim das contas. Eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="400" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Zh4n1bZi4d8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Zh4n1bZi4d8?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Encruzilhada com Eric Clapton e John Mayer. Que tal?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que tenho comigo há tempos é de que o rock é basicamente uma questão de oportunidades. Mas não depois de ficar famoso, de aproveitar as oportunidades que aparecem para ficar mais famoso ainda, assinar o contrato certo e coisas assim. Oportunidades antes da carreira musical. Quanto menos oportunidades você tem, mais chance você tem de ficar famoso, exatamente como diz a velha máxima de Bob Dylan em "Like a Rolling Stone": &lt;i&gt;"when you got nothing', you got nothin' to lose"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: você não tem o que perder? Se joga nessa estrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Beatles, se não fossem os Beatles, acabariam tornando-se marinheiros na cidade portuária de Liverpool. Ozzy Osbourne queria ser um Beatle, mas na dúvida entre tornar-se um trabalhador de Birmingham, construindo casas, trabalhando em açougues, nas empresas de produção de carros, eventualmente enchendo a cara e sendo preso, tornou-se tudo isso. Por mais engraçado que seja, ele deve ter agradecido a Deus pelo Black Sabbath.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eric Clapton teve a sua própria história triste: para começar, sua mãe não era sua mãe. Eric foi criado acreditando que seus pais eram sua avó e seu tio, e sua verdadeira mãe, sua irmã mais velha. Quando descobriu a verdade, já não sabia em quem deveria confiar. O violão que ganhou aos 13 anos delineou um horizonte na vida daquele jovem inglês, até então sem saber o que fazer da vida. Eric tentou a carreira das artes plásticas e chegou a cursar desenho industrial (!), mas pra nossa sorte e pra dele também, a música falou mais alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira musical demanda um grande desprendimento da vida normal. Se ensaiar todo fim de semana as vezes é complicado, deixar um mundo inteiro pra trás é pior ainda. Por isso que as vezes ter uma vida literalmente "fudida" ajuda. Você vive numa região cinzenta da Inglaterra, sem perspectiva nenhuma, o que é se entregar de corpo e alma a música? Praticamente uma obrigação. Dali pra frente, é só não desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2011. Mundo "moderno". Diariamente surgem maneiras e maneiras de entregar sua música aos outros. Mas como "se entregar" a sua música? Arranjar tempo, deixar outras coisas pra trás, deixar namorada, trabalho, família, achar horário pra reunir a banda, e acima de tudo, vontade de seguir em frente... O desprendimento necessário não existe. Não é mais uma Londres cinzenta, é uma cidade com oportunidades de emprego e faculdade para completar. E você não pode simplesmente largar tudo. Desta vez, você tem coisas a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse desprendimento some nas nossas inúmeras contas pra pagar, nas pessoas a que devemos explicações, nos laços e raízes que temos aqui, no trabalho, na faculdade... Quando eu paro pra pensar, estou numa faculdade indo devagarzinho, numa banda indo tão devagar quanto e com um rombo imenso na conta bancária. ENORME. Sinto-me como uma daquelas árvores de tronco grosso, cheia de raízes, sem sair do lugar. Um carvalho querendo ser um junco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo dia 10 de janeiro, fazem sete anos do meu primeiro ensaio. Eu mesmo não tinha noção de que fazia tanto tempo. Naquela época, queria fazer uma mistura de Metallica com AC/DC com Led Zeppelin com Weezer. A receita era tentar ser beberrão, com riffs memoráveis, letras cheias de ocultismo e, claro, nerds. A deadline para fazer algo marcante era os 20 anos, idade que os ídolos da época, o Metallica, gravaram seu primeiro CD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos 20 anos completados, a deadline acompanhou meus gostos musicais. Agora tá nos 22 anos, idade que o Elvis Costello começou sua profílica carreira. Se precisar, vai passar para os 24, idade que o Bruce Springsteen começou a galgar o caminho para tornar-se "The Boss". Tudo frescura minha, incluindo aquela eterna promessa de que&lt;i&gt; "se precisar largar a faculdade na hora, eu largo" &lt;/i&gt;(mas largo mesmo). O importante é tirar a bunda da cadeira e trabalhar. Mas como Eric Clapton diz no fim de sua auto-biografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Sempre acreditei que a música em si é um agente poderoso o bastante para provocar mudanças e que as vezes palavras ou planos podem ficar no caminho. (..) A música sempre vai achar um caminho até nós, com ou sem negócios, política, religião ou qualquer outra baboseira ligada a ela. A música sobrevive a tudo e (...) está sempre presente. Não precisa de ajuda, e não é obstruída. Ela sempre me encontrou e (...) sempre haverá de encontrar."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chato como eu. Mas que bom que concordamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sam não justifica mais seus textos. Nos dois sentidos.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-3263182346250493800?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/3263182346250493800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=3263182346250493800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3263182346250493800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3263182346250493800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2011/01/oportunidades.html' title='Crossroads (ou Oportunidades)'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5917920013318436559</id><published>2010-11-29T14:58:00.000-08:00</published><updated>2010-11-29T15:05:55.083-08:00</updated><title type='text'>O Não-Dia do Blog</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 31 de agosto é comemorado o dia do blog. Segundo o site do Jimmy Wales (o Wikipédia, saca...), esse dia foi escolhido porque sua grafia lembra a da palavra blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro. Toda pessoa em sã consciência enxerga BLOG em 3108.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Blogueiros não são pessoas em sã consciência, que isso fique bem claro)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos bem longe do dia 31 de agosto. Lembro que na respectiva data, esse ano, fiz o mesmo comentário estúpido acima no Twitter. No Twitter sim, aquele passarinho azul que aos poucos tá matando o blog (junto com seu parceiro sacana Tumblr, o rei da putaria). Já falei aqui isso antes, mas de vez em quando me lembro de certos posts que hoje não daria nem sequer um tweet. Hoje lembrei nostálgico desses dois aqui, singelamente chamados "&lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2008/07/highway-to-hell.html"&gt;Highway To Hell&lt;/a&gt;" e "&lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2008/07/stairway-to-heaven.html"&gt;Stairway To Heaven&lt;/a&gt;", falando sobre a minha prova da auto-escola. Postei os dois no mesmo dia, na empolgação, na ida e na volta da prova. Na época, geraram 7 comentários. Hoje, provavelmente passariam desapercebidos no meio da enxurrada de tweets que temos todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltando ao assunto principal, o que me leva a discutir o dia do blog hoje, em 29 de novembro é que, como já escrevi aqui no blog, tenho um certo horror a datas comemorativas, no estilo "Dia do..." (como o inesquecível post do "&lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2009/05/dia-do-orgulho-nerd.html"&gt;Dia do Orgulho Nerd&lt;/a&gt;"). Essa coisa de &lt;i&gt;"hoje é Dia do Pintor de Rodapé, vamos todos olhar nossos rodapés e valorizar essa profissão tão querida"&lt;/i&gt; me incomoda. Nós não deveríamos ter uma data em especial para aprender a valorizar algo, deveríamos fazer isso automaticamente! Por exemplo, o "Dia do Doador de Sangue" não deveria ser incentivo para todos doarem, deveria ser um dia para escutarmos "If You Want Blood (You've Got It)" em alto volume na rua! Doar sangue seria muito mais divertido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="400" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wkNQjsgQNP0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wkNQjsgQNP0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="400"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;O tipo sanguíneo de Bon Scott era "A-peritivo" Tu-dum-tssss!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No caso dos blogueiros, a situação é mais radical. Acompanhem o raciocínio: segundo o Wikipédia, no Dia do Blog, cada blogueiro deveria deixar uma mensagem em seu site indicando outros blogs para serem lidos. Isso é uma prática corriqueira dessa ferramenta, seja indicando, seja colocando na barra de rolagem do site... Ou seja, é levemente descartável. E hoje em dia as coisas giram ao redor do Twitter meu bem... quem consegue integrar as duas plataformas (e não ser irritante) tem uma mina de ouro e de leitores em suas mãos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o ponto de crucial: o blogueiro não pode ter o "seu" dia. Quem tem blog sabe como é: a gente posta justamente quando "não é" o nosso dia. Quando tudo dá errado. Quando tu se molha na chuva. Quando o pneu fura. Quando tu não dorme por causa dos vizinhos. Quando a festa é terrível e tu acaba num bareco as 5h da manhã. Tal qual os desaniversários da Alice, os "não-dias" do blogueiro são justamente aqueles em que ele vai tirar de uma experiência terrível um aprendizado imenso. E com certeza, a primeira coisa que ele vai pensar é: &lt;i&gt;"NOSSA... eu preciso postar isso, logo!".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TPQvNnBGnLI/AAAAAAAAAdU/NTVhoy2flPs/s1600/bored_with_the_internet.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TPQvNnBGnLI/AAAAAAAAAdU/NTVhoy2flPs/s400/bored_with_the_internet.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;XKCD e as verdades da (minha) vida (clica que vale a pena)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A angústia é a alma do negócio. Li um livro para a faculdade esses dias (um dos poucos - e bons - que já li nesses cinco anos) que identificava todo o fazer jornalístico com a angústia, esse sentimento tão mal visto. Mas assim como blogs não são algo específico do jornalismo, tão pouco a angústia pertence a nossa classe também (mas cai bem em nós, confesso). Músicos, escritores, todo tipo de pessoa que se envolve em criação já sentiu isso, essa urgência em falar de algo que precisa sair antes que exploda nossa mente. É exagerado mas é bem assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, não tem como planejar algo que vai explodir a nossa mente para ser lembrado em um dia específico do ano. Imagina guardar essa angústia para ser lembrada só no fim de agosto? As pessoas na rua comentando &lt;i&gt;"hoje é Dia do Blog, muitas pessoas irão se livrar de suas angústias hoje, já que é dia delas..." &lt;/i&gt;Hãn hãn...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abaixo o Dia do Blog. Comemoremos nossa angústia em todos os nossos não-dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós merecemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Sam estava angustiado para escrever esse post.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5917920013318436559?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5917920013318436559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5917920013318436559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5917920013318436559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5917920013318436559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/11/o-nao-dia-do-blog.html' title='O Não-Dia do Blog'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TPQvNnBGnLI/AAAAAAAAAdU/NTVhoy2flPs/s72-c/bored_with_the_internet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7726693666506359055</id><published>2010-11-24T04:08:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T04:11:09.770-08:00</updated><title type='text'>Fórmula</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Aqui você escreve alguma frase engraçadinha em itálico de algum autor desconhecido ou uma letra de música"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;No primeiro parágrafo você viaja. É o tradicional nariz-de-cera jornalístico. Se o assunto do texto é sobre os malefícios da vida moderna, você começa falando sobre a sopa que comeu no fim de semana. Se o assunto é a sopa que comeu no fim da semana, você fala sobre a última vez que jogou videogame. Se o assunto é videogame... o post vai ser enorme, cuidado.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Mais ou menos no segundo parágrafo o seu leitor ainda estará perdido. Aos poucos então você vai definindo o assunto do texto, dando os parâmetros sobre o que será abordado. Provavelmente uma frase começará com “Enfim...”. É quando você cansa de enrolar o leitor e começa a finalmente falar o que interessa. Enfim...&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;No terceiro parágrafo, enfim, a contextualização. O leitor então descobrirá que o assunto que leu já é corriqueiro no blog. É no terceiro parágrafo que você citará algo que com o leitor possa se identificar, seja em sua vida pessoal ou na vida do blogueiro que escreve &lt;i&gt;(ou seja, é mais ou menos aqui que você começa a falar da difícil relação que tem com sua mãe)&lt;/i&gt;. O leitor acabará esse parágrafo com a sensação de “eu já li sobre isso, mas vamos lá, já li três parágrafos mesmo”.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Então você escreve algo em itálico e entre parênteses, como se estivesse falando algo que o leitor não pudesse saber, mas mesmo assim, você conta. O que é uma atitude idiota, já que isso é um blog público e você é megalomaníaco e deseja secretamente que ele atinja o maior número de pessoas possíveis para que todos saibam da sua vida. Você não é assim? Ok, então além de megalomaníaco é mentiroso...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A essa altura, você já chegou a uma conclusão junto com o leitor, daquelas que você pontua a certeza com um simples “fato” no final da frase. Fato. Caso ele ainda esteja lendo, dê parabéns a ele, você tem um leitor fiel. Caso ele não esteja lendo e seja tão disperso quanto você, você realmente deve... ESQUILO!&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Já estamos quase no fim do post. Não se prolongue: se você ainda não entregou o que o leitor quer ler, basta somente um CTRL + T no teclado para uma nova aba do navegador se abrir, pronta para mostrar o maravilhoso mundo da internet, onde os posts acontecem mais rápido e as pessoas não se enrolam tanto. Aliás, de enrolação você entende: você foi capaz de fazer um post inteiro mostrando que o seu blog segue o mesmo estilo de texto sempre, uma fórmula, e que é exatamente isso que faz com que o leitor volte a ler ele. Personalidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Aqui você sorri por dentro quando percebeu que, mesmo sem querer, chegou onde queria chegar desde o início: tanto você, leitor, como eu, blogueiro, sabemos exatamente como escrever no Cometa Diário. E sim, você ainda consegue escrever um post em pouco mais de 20 minutos sobre um assunto mundano e não tinha desculpa por ficar tanto tempo sem postar.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Realmente, não existe inspiração. Apenas uma boa e velha fórmula a ser seguida.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Aqui você começa a postar frases curtas e em escadinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O importante é ser sempre menor que a de antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E então, conclui com uma carinha feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;=)&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam escreve algo em itálico e na 3ª pessoa aqui.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7726693666506359055?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7726693666506359055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7726693666506359055' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7726693666506359055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7726693666506359055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/11/formula.html' title='Fórmula'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-2480152600877901397</id><published>2010-11-03T06:19:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T08:44:06.712-07:00</updated><title type='text'>Pela Cadeira de Noção</title><content type='html'>&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Uma "ode ufanista" ao jornalismo escrita para o nosso informativo da cadeira de Redação Jornalística III e que vai abrir a página 2. Além dela, o jornalzinho vai ter mais duas matérias minhas, sobre intercâmbio e escotismo.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;Não sei se concordo com tudo o que disse, mas não adianta chorar sobre os caracteres digitados né... ;-)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me lembro uma vez de uma comunidade do Orkut chamada "pela cadeira de noção". Como era bem explicado no perfil da comunidade, ela apoiava a instauração de uma cadeira de "noção" na faculdade, para tentar dar um pouco de bom senso a certas pessoas que entram no ensino superior com a mentalidade do ensino médio e acabam complicando a vida dos colegas em trabalhos em grupo, convivência pessoal e relacionamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de quase cinco anos no curso de Jornalismo, sou categórico em afirmar: sou a favor da cadeira de noção. Mas não no curso de Jornalismo. O motivo é simples: ela simplesmente destruiria o próposito do curso com todas suas forças e faltariam comunicadores no nosso dia a dia, dos fazedores de grandes reportagens aos operadores de TP.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que isso? Convenhamos: quem, com um mínimo de noção, tornaria-se jornalista? Encarar madrugadas a fio escrevendo, investigando, checando fontes, tudo na base da cafeína? Encarar a cobertura de um comício político tendo que escolher entre ficar no frio da bancada da imprensa, que corre o risco de cair com tantas câmeras em cima, ou ficar no calor do povo, escapando das bandeiradas?&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Aliás, se for para dar sugestão, que instaurem cadeiras no jornalismo que sejam integradas com Educação Física. Seriam muito mais úteis pras nossas formas rotundas de falta de exercício e cervejadas no happy hour)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Espremer-se entre outros jornalistas para conseguir a melhor foto. Esquecer da possibilidade da multa em troca da possibilidade do furo. Encarar nosso salário. Enfrentar nossa jornada de trabalho. Esquecer do nosso diploma... chega uma altura do campeonato em que você pensa: por que mesmo eu não fiz Engenharia?&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;A resposta é simples: porque você gosta de jornalismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Essa é uma conclusão que a gente só sente na pele. Só sente quando aquele crachá escrito "Imprensa" pesa no pescoço. Quando o Chatô pesa no ombro. Quando nosso vídeo é exibido na tela. Quando o nosso nome tá escrito no jornal. Por isso, reafirmo: instaurem a cadeira de noção. Mas não no jornalismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Nós não temos nenhuma noção.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E gostamos disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam não tem noção.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-2480152600877901397?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/2480152600877901397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=2480152600877901397' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/2480152600877901397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/2480152600877901397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/11/pela-cadeira-de-nocao.html' title='Pela Cadeira de Noção'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-3250076499285370831</id><published>2010-09-14T05:20:00.000-07:00</published><updated>2010-09-14T05:23:34.126-07:00</updated><title type='text'>2.2</title><content type='html'>&lt;div&gt;Relembrar é viver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9osfDfpgI/AAAAAAAAAcM/RnVfCRxx4DU/s1600/torta1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9osfDfpgI/AAAAAAAAAcM/RnVfCRxx4DU/s400/torta1.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516743182011835906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;19&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9orR2_W0I/AAAAAAAAAcE/WyxCs8JYC6o/s1600/torta2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9orR2_W0I/AAAAAAAAAcE/WyxCs8JYC6o/s400/torta2.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516743161289857858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;20&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9orBdozGI/AAAAAAAAAb8/8XX7CbhzjnM/s1600/torta3.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9orBdozGI/AAAAAAAAAb8/8XX7CbhzjnM/s400/torta3.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516743156888554594" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;21&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E esse ano... uma torta de família.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9oqlIzikI/AAAAAAAAAb0/31pjtkpD6ko/s1600/torta4.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9oqlIzikI/AAAAAAAAAb0/31pjtkpD6ko/s400/torta4.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516743149284985410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;22&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já dizia o sábio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Growing older is not an excuse for growing up"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falou e disse ;-)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam ainda é uma criança que não quer crescer.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-3250076499285370831?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/3250076499285370831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=3250076499285370831' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3250076499285370831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3250076499285370831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/09/22.html' title='2.2'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TI9osfDfpgI/AAAAAAAAAcM/RnVfCRxx4DU/s72-c/torta1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-6436819039653575780</id><published>2010-08-13T22:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T22:28:03.848-07:00</updated><title type='text'>Sociedade, com João Tulipa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Uma flor de colunista&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele pode não ser mais tão ruivo como era antigamente, mas tudo bem. Prestes a completar 22 anos, Samuel da Rosa Rodrigues, ou Sam, orgulha-se de ter em seu séquito de apelidos os codinomes &lt;i&gt;"vermeio" &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;"REDator"&lt;/i&gt;, como é chamado pelo chefe. O cabelo ruivo já deixou sua marca, assim como os pés inquietos e o olhar introspectivo por cima dos óculos, sempre com aquela cara de &lt;i&gt;"sim, eu sei mais do que devia"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filho de Reinaldo e Sandra Rodrigues, Samuel divide-se entre apelidos e as diferentes tribos que frequenta. O Samuca da faculdade divide espaço com o Cometa do colégio e das bandas e ao mesmo tempo ambos coexistem com o Sam McQueen da internet ou o queridíssimo Muca, em casa. E você pode ainda chamá-lo de rato podre que ele jura que não se importa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse papo bacana que tivemos com ele em seu quarto pintado com as cores da Irlanda, Sam fala sobre sua paixão por quadrinhos, sua coleção de chapéus, sobre como é idiota conduzir uma entrevista falsa consigo mesmo e, claro... camisas xadrez! Confere aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vamos começar definindo quem é quem: onde termina o Cometa e começa o Sam McQueen? E como cada um deles surgiu?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Cometa surgiu no 1º ano do Ensino Médio, no Colégio São Carlos. Um amigo meu viu o cabelo vermelho (que era mais vermelho na época, diga-se de passagem) e resolveu apelidar assim. E ainda tinha o seriado &lt;i&gt;"Full House"&lt;/i&gt;, que tinha o cachorro Cometa, e a gente adorava comentar sobre ele. O Tio Jesse era demais. O Sam McQueen surgiu um tempo depois, quando eu fui criar um personagem de RPG inspirado no Oliver Queen (Arqueiro Verde, personagem da DC Comics) e acabei escrevendo Oliver McQueen, achando que estava certo. Esse Oliver McQueen (que mais tarde virou &lt;i&gt;"O Velho Irlandês Safado"&lt;/i&gt;) teria um filho na história, que se chamaria Sam McQueen. Na época, assisti o primeiro filme dos Transformers e coloquei&amp;nbsp; no nick do MSN o nome &lt;i&gt;"Samuel James Witwicky"&lt;/i&gt;, em homenagem ao personagem principal interpretado pelo Shia LaBeaouf. Depois de um tempo, quis tirar esse nome e por algo diferente. Lembrei então do Sam McQueen, que logo assumiu o Orkut, o blog, o Twitter e tá aí até hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Falando em Transformers, o diretor Michael Bay, na época do lançamento do filme, não dizia que era um filme nerd, e sim, a história de um garoto e o seu primeiro carro. Como você enxerga ele?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transformers pra mim é praticamente uma auto-biografia! (risos) Sério, filme nerd ou não, é sobre um cara chamado Sam que adora robôs gigantes, tem um carro estranho com vida própria que se transforma em um Autobot e pega a Megan Fox. Eu poderia ter protagonizado aquele filme sem problema algum, vivo ele todo dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Tirando o fato que você não pega a Megan Fox e o seu carro não é um Autobot, claro...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vocês não tem como provar isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ok, próxima pergunta... seu irmão faz jornalismo também e, como todo mundo adora lembrar, ele já está trabalhando na área e fazendo mais jornalismo que você, sendo que ele cobriu um assalto no Twitter que lhe rendeu nome na cidade e você acabou se tornando o "irmão-do-cara-que-cobriu-um-assalto-no-Twitter". Como é a sua relação com seu irmão?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro: &lt;b&gt;EU COMECEI A COBERTURA DO ASSALTO E O SMARTPHONE ERA MEU&lt;/b&gt;! A minha relação com o meu irmão é ótima, se não fosse por ele, eu não teria atum no almoço de vez em quando, já que é sempre ele que abre a caixinha, mesmo odiando peixe... (risos). Não, sério, o meu irmão é um cara que vai longe no jornalismo. Mas longe mesmo. Eu me vejo daqui a uns anos indo tirar ele de alguma prisão no leste europeu, sabe? Ou na China. Mas tenho certeza que, influência minha ou não, ele tá na profissão certa e um dia eu ainda vou ser o &lt;i&gt;"irmão-de-um-grande-jornalista"&lt;/i&gt;. Até lá, tenho atum garantido no almoço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Falemos de música agora. Ser louco por música já o levou a...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mandar o baterista de uma banda sair do palco porque ele não queria tocar uma música que eu sabia tocar. No final, ele tocou - bem errada. Ah, e eu já fiz 4 shows com 3 bandas em 2 dias. Me vanglorio disso pra todo mundo, por isso é sempre bom lembrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Receita de sucesso?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Unir o útil ao agradável sempre. E se possível, pôr um pouco de mostarda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Um gosto inconfessável.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comprar camisas xadrez. Ok, não é inconfessável, mas foi onde começou minha paranóia por roupas. E foi aí que tuuuuudo mudou... hojte tenho uma pra cada dia da semana e sobra. AH! Sou apaixonado por musicais. Esse acho que é meio inconfessável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Gostaria de ter sentado do lado de quem na escola?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos meus colegas atuais de banda, daí quem sabe a gente teria começado a tocar mais cedo, quando era mais novo. Tudo seria diferente hoje em dia. E queria ter sido colega do Tom Fletcher do McFly e da Amy Winehouse quando os dois eram colegas na escolinha infantil. Magina que fofo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Com que mensagem encara o mundo?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Sorry, no donuts for you."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Se viesse ao mundo com legenda ou bula, o que estaria escrito?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"O Ministério da Sabedoria da Vó informa: não mistura com leite que dá revertério!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;A palavra mais bonita do português.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Mas que formosa!"&lt;/i&gt;, disse o Manoel pra Maria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Gostaria de ter sabido antes que...?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente realmente só dá valor pras coisas quando perde elas. E que se tira os parafusos da calota do carro com a roda no chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Como conjuga o verbo amar?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem exagerado, tipo, A-M-E-I!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Frase favorita.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São três. A terceira é &lt;i&gt;"escuta aqui Samuel!"&lt;/i&gt;, com a menina de mão na cintura e batendo o pé no chão braba; a segunda é &lt;i&gt;"claaaaro que o Samuel conhece essa música"&lt;/i&gt; e a primeira é &lt;i&gt;"você estava certo... House"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Não coloca a mão no fogo...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque queima. Dããã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Eu sou...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Samuel. Prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Hábito do qual não abre mão&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Blogar. É o login de usuário e senha que preencho com mais orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Maior legado que você pretende deixar.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minhas músicas, meu blog e... uma pirâmide.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Na hora do aperto, que santo chama?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele que está lá em cima e sempre intercede por nós... Superman.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O melhor lugar do mundo?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma festa no terraço com meus amigos e gente bacana e bonita tocando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GmS2Md6it2o"&gt;&lt;i&gt;"On Fire"&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; do Phoenix&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E a pergunta que não quer calar...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem está cuidando do coraçãozinho de Sam agora?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E a resposta...?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha cardiologista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Bebida:&lt;/b&gt; Strong Golden Ale, da Eisenbahn&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Acessório:&lt;/b&gt; correntinha de trevo de quatro folhas no pescoço&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Música:&lt;/b&gt;&lt;i&gt; "I've Got You Under My Skin"&lt;/i&gt;, Frank Sinatra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Viagem:&lt;/b&gt; a melhor, São Paulo; a sonhada, Irlanda&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Coleção: &lt;/b&gt;chapéus, bottons, quadrinhos, bonequinhos... coleciono coleções&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Livro:&lt;/b&gt; Red Rocket 7, do Mike Allred&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam A-M-O-U entrevistar Sam&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-6436819039653575780?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/6436819039653575780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=6436819039653575780' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6436819039653575780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6436819039653575780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/08/sociedade-com-joao-tulipa.html' title='Sociedade, com João Tulipa'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-1190946437919111854</id><published>2010-07-26T18:42:00.000-07:00</published><updated>2010-07-26T18:50:50.228-07:00</updated><title type='text'>Cometa Diário: Ano Dois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sexta-feira passada, dia 23, o Cometa Diário fez dois anos. Eu ia fazer um post todo bonitinho, porque afinal, eu gosto de relembrar datas toscas e comemorá-las de forma especial &lt;b&gt;&lt;i&gt;(DIA DA ÁRVORE, UHUUU!!!)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; mas naturalmente atrasei. Mas como as coisas sempre acontecem por aqui, o atraso adicionou bastante ao que eu queria escrever. E como sempre acontece por aqui também, hora do conto do Titio Cometa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quinta-feira passada, leseira total no Leeds, por volta das 23h, a diversão era criar listas. Eu e mais três criaturas da noite &lt;i&gt;(a Lili e o Ale, como sempre, e o Marcelo)&lt;/i&gt; começamos naquelas bem básicas, estilo Friends: cinco atores/atrizes que você gostaria de levar para cama, cinco cantores/cantoras que você levaria para cama, cinco pessoas que você daria um soco, cinco filmes que você gostaria de ter criado, cinco livros que gostaria de ter escrito, cinco músicas que gostaria de ter feito e foi e foi até que chegamos aos cinco dias que você gostaria de viver de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando comecei a pensar no assunto logo fui enumerando dias que por coincidência acabaram ganhando posts aqui: o dia que perdi meu celular na praia, o dia do meu primeiro porre, o dia do nosso show em Novo Hamburgo, a minha viagem pra São Paulo, a viagem pra Curitiba com meu irmão, a primeira viagem de carro... experiências bacanas, que apesar de quase sempre envolverem festa, bebida e rock and roll, tem todas um quê de auto conhecimento e foram muito valorosas na minha &lt;i&gt;"formação"&lt;/i&gt; nos últimos tempos, digamos assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas fato é que, pensando melhor, a maioria desses dias aconteceu... nos últimos dois anos! Estou a menos de dois meses de completar 22 anos e comecei a viver aos 20! Ok, 19 anos, vamos dar um desconto. Mas o que eu fazia com a minha vida antes disso?! É algo a se pensar mesmo. E eu ainda tenho cara de dizer que me sinto velho as vezes e me permito ser nostálgico e relembrar pesaroso a aurora da minha idade... tsc tsc tsc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há tempos que defendo a idéia de que as pessoas ficam mais velhas cada vez mais novas. Poderia culpar o tempo, já que se em 1973 o Pink Floyd cantava em Time &lt;i&gt;"every year is getting shorter, never seems to find the time..."&lt;/i&gt;, imagina hoje &lt;i&gt;(sendo que essa frase é de um texto mais antigo ainda)&lt;/i&gt;, mas não. O que acontece são pequenos acontecimentos que não nos tiram tempo de vida, mas começam a colocar pesos amarrados aos nossos pés e a gente começa a se arrastar por aí sem saber o que fazer. Começar a assinar cheques é um desses pesos. Descobrir que tem gastrite também. Ficar em casa querendo sair, sair de casa querendo ficar, ler os scraps dos outros pra ficar por dentro da vida alheia... tudo só atrapalha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(ah, se tu se escutasse Samuel... que diferença faria!)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nesse misto de correria e pesar a gente esquece e nem percebe o bacana da vida. A gente faz o bolo correndo e esquece os tão queridos confetes da cobertura. A gente deixa passar em branco o sorriso de satisfação da tua priminha quando ela acerta o significado das palavras em inglês que tu pediu pra ela. A gente esquece o dia que ouviu 19 vezes a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=EofIfYxM59c"&gt;música&lt;/a&gt; daquela banda desconhecida que você descobriu sem querer e se apaixonou. A gente não se lembra de nenhuma das vezes em que combinou de morar sozinho com algum amigo e apaga da memória o dia em que alguém te pergunta &lt;i&gt;"nós vamos ser amigos até ficar velhinhos né?"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(E isso não acontece só com crianças de 12 anos em filme de Sessão da Tarde. Acontece no meio de uma tarde de trabalho estressada também e acredite: muda tudo)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo a missa, se eu pudesse viver aquela quinta-feira de novo &lt;i&gt;(e eu viveria, se não fosse a certeza de muitas quintas-feiras lesadas pela frente...)&lt;/i&gt;, eu adicionaria na minha lista o dia 23 de julho de 2008, quando comecei o Cometa Diário. Ele fez parte de mim nos últimos dois anos, registrando e me fazendo refletir sobre minha vida. Como um livro, ele formou toda uma mitologia desse universo que eu vivo e além de experiências novas, me trouxe amigos e amigas e junto com eles fez eu me conhecer muito melhor. E eu sei que teve um dedinho na vida de muita gente também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E acima de tudo, ele é importante porque me faz lembrar justamente esse tipo de coisa que a gente esquece as vezes: amizade. Que ele sirva pra mim lembrar e valorizar as minhas e ajudar a quem ler lembrar e valorizar as suas e por aí a gente vai, mudando uma pessoa do mundo por vez... um propósito bem digno, diga-se de passagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou de volta, sem nunca ter ido embora. E como um bom anfitrião, só tenho um pedido a fazer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sintam-se em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;=)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam acredita que o hoje será o ontem de amanhã. E fica muito confuso com essa frase.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-1190946437919111854?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/1190946437919111854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=1190946437919111854' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1190946437919111854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1190946437919111854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/07/cometa-diario-ano-dois.html' title='Cometa Diário: Ano Dois'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7764559650446187120</id><published>2010-07-19T20:49:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T05:12:03.538-07:00</updated><title type='text'>Refúgio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Repouso. Recinto. Recanto. Redoma.&amp;nbsp;Refúgio.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Palavras parecidas que tem o mesmo significado. Um lugar pra fugir do mundo, nem que seja por pouco tempo. Um lugar pra encontrar segurança, nem que seja segurança pra se atirar de cabeça numa piscina vazia. As vezes é um lugar, às vezes é uma droga, às vezes é um estado de espírito. Eu e meus amigos temos "A Chácara", assim mesmo, com as aspas e letra maiúscula. Ela não tem piscina, mas acredita: a gente se atira de cabeça do mesmo jeito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUScCNFUXI/AAAAAAAAAZs/KFnUJMUxEBg/s1600/blog1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUScCNFUXI/AAAAAAAAAZs/KFnUJMUxEBg/s320/blog1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Digamos que repousar foi o que a gente menos fez...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui pra lá a primeira vez em 2003, quando conheci a turma com que vou sempre que possível.&amp;nbsp;Inclusive uma dessas idas já apareceu algumas fotos bem constrangedoras nesse &lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2009/07/dia-do-amigo.html"&gt;post aqui&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;Esse ano foi novidade: pela primeira vez tínhamos dinheiro pra comprar e íamos com nossos carros! (o meu Turquesa, na real... grande garoto \o/). E dinheiro + carro = segurança pra levar muita bebida. Sim, foi punk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente éramos inocentes: íamos para jogar RPG, levávamos até panos de prato, tomávamos banho, escovávamos os dentes e virávamos as madrugadas destruindo monstros e conversando na escuridão dos quartos sobre amores impossíveis, as gurias que a gente não pegava e como nós éramos &lt;i&gt;"figurinhas num álbum universal, procurando a sua figurinha par brilhante que completa o seu desenho"&lt;/i&gt;. Mas claro, tudo muda. Sintetizando: foi na chácara que comecei a beber. E o resto da história vocês já conhecem...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUR_Mc7ZrI/AAAAAAAAAZk/1xJ-8pXmjLM/s1600/blog2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUR_Mc7ZrI/AAAAAAAAAZk/1xJ-8pXmjLM/s320/blog2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Como diria a Lili, "chega uma hora na vida do cara que todas as fotos tem um copo na frente né?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe "&lt;i&gt;Se Beber Não Case"&lt;/i&gt;? A gente fez um pacto na sexta-feira no melhor estilo do filme: o que acontece na Chácara, fica na Chácara, e o que a gente esquecer vai se lembrar nas fotos depois. Olhando os registros, agora digo com certeza: se beber não case, não tire fotos, não filme, não faça nada que você não tenha certeza de que não vai lembrar depois. Sério. Seguem provas abaixo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Começa assim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEURqvbHm4I/AAAAAAAAAZc/pJL4Liiq9I8/s1600/blog3.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEURqvbHm4I/AAAAAAAAAZc/pJL4Liiq9I8/s320/blog3.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Continua assim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEURPfN0J6I/AAAAAAAAAZU/tovPTtNYXOw/s1600/blog4.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEURPfN0J6I/AAAAAAAAAZU/tovPTtNYXOw/s320/blog4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Vai ficando perigoso&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUbyBm_VKI/AAAAAAAAAZ0/US-Jaac_p3w/s1600/blog6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUbyBm_VKI/AAAAAAAAAZ0/US-Jaac_p3w/s320/blog6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;E acaba assim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-241f84ee80d675ec" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v16.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D241f84ee80d675ec%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329938887%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2CB912017D1AC9D17AAC1ECAC9D239A85DB096EF.4429F23FE28D130EFFE7B2070A85FBB45B16C12%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D241f84ee80d675ec%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DQyKtdY0PoxG7W9rK-XZUS7uzo60&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v16.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D241f84ee80d675ec%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329938887%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2CB912017D1AC9D17AAC1ECAC9D239A85DB096EF.4429F23FE28D130EFFE7B2070A85FBB45B16C12%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D241f84ee80d675ec%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DQyKtdY0PoxG7W9rK-XZUS7uzo60&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Fizemos esse vídeo na sexta de noite e eu só lembrei dele no domingo, quando assisti em casa! Mals aê galera, não foi pro YouTube mas foi pro Blogger...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isso foi só na sexta feira. Ainda tivemos todos os momentos clássicos de ir pra chácara: cantar as músicas da trilha sonora do Rei Leão com direito a coreografia; relembrar as aulas de educação física do colégio; tocar o sino do lado de fora da casa e gritar &lt;i&gt;"OS INGLESES ESTÃO CHEGANDO!"&lt;/i&gt;; cantar animado os maiores sucessos dos Backstreet Boys e das Spice Girls jogando sinuca e gritar em algum momento do dia &lt;b&gt;"SCOTTY DOESN'T KNOW!&amp;nbsp;SCOTTY DOESN'T KNOW!&amp;nbsp;SCOTTY DOESN'T KNOW!"&lt;/b&gt; como se nossas vidas dependessem disso. Isso sem contar os momentos em que a gente se lembrou dos fatos antigas das outras chácaras, o que nos deixa com aquela sensação de &lt;i&gt;"estamos velhos, porém felizes"&lt;/i&gt;. Pura nostalgia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Aliás, a trilha sonora da chácara sempre alterna momentos clássicos com novidades: as coletâneas "Músicas para Dançar Pelado", "Rock Antigo. E bem bom.", "Bem Boas de Dançar, ok?" e "Músicas com garotas cantadas por garotas para garotas ouvirem [gravada por um cara]" foram muito bem recebidas, sem contar a noite de sinuca e jazz ao som da &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=J8qsOWTHbX8&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;i&gt;Jazz Six&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;, do Luis Fernando Veríssimo. Poesia pura.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado é a gente lembrar de tudo isso, considerando que secamos um garrafão de 4,55 L em três na primeira noite!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok, a gente não foi lá só pra beber. Tanto que até jogamos RPG realmente! Mas eu lembro bem o motivo pelo qual eu comecei a beber na chácara, há alguns anos atrás: eu não ia ter que voltar pra casa no dia seguinte e sabia que estava cercado de amigos que iam ficar do meu lado caso desse alguma merda. E isso se prova cada vez mais toda vez que a gente vai lá. Já foram conversas, já foram brigas, já foram crises surpresas de taquicardia &lt;i&gt;(aliás, existe uma crise planejada de taquicardia?)&lt;/i&gt;, já foram confissões... a gente basicamente vai lá pra viver uns três dias intensamente e no final das contas juntar os pedacinhos e seguir em frente com o que sobrou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mesmo que no último dia bata aquela deprê que tu vai jogar sinuca sozinho ouvindo Janis Joplin &lt;i&gt;(aliás, "JANIS! BEBÊ CHORÃO! JANIS! BEBÊ CHORÃO!" - sorry, piada interna...)&lt;/i&gt; ou sair pra tirar foto das plantas no meio do mato &lt;i&gt;(ok, só eu faço isso)&lt;/i&gt;, o importante é que sempre fica aquela vontade de fazer mais, de ficar mais uns dias, nem que seja na base do sanduíche de presunto e queijo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUQ5HqAxCI/AAAAAAAAAZM/9EXPF7zsEHk/s1600/blog5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUQ5HqAxCI/AAAAAAAAAZM/9EXPF7zsEHk/s320/blog5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Flores são gays&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E mais ainda, fica a certeza de que, independente do jeito que a gente toca nossa vida na chácara, fica um mandamento de síntese que dá pra levar pro resto da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a alma condena... a gente faz valer a pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que venha a próxima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam não&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;confia no seu fígado, mas confia no iogurte pra curar a ressaca.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7764559650446187120?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7764559650446187120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7764559650446187120' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7764559650446187120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7764559650446187120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/07/refugio.html' title='Refúgio'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TEUScCNFUXI/AAAAAAAAAZs/KFnUJMUxEBg/s72-c/blog1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-1691061225934868331</id><published>2010-07-12T06:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T07:12:03.013-07:00</updated><title type='text'>Cinebiografia</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Só se vive uma vez. Mas do jeito que a gente vive, isso é mais do que o suficiente.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vi essa frase na cinebiografia do cantor austríaco &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=U990QFyvN3M"&gt;Falco&lt;/a&gt;&amp;nbsp;esse fim de semana.&amp;nbsp;Mesmo fora dos tradicionais celeiros de rockstars, como Inglaterra e Estados Unidos, Falco, cujo nome real era Johann "Hans" Hölzel despontou no circuito underground de Viena (?) e dali partiu para o sucesso na Áustria, Berlin, Alemanha e o resto do mundo, sendo um dos primeiros na Europa a incorporar elementos do rap ao pop e rock.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TDsI04J3TWI/AAAAAAAAAZE/BlNcqGbP3sQ/s1600/falco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TDsI04J3TWI/AAAAAAAAAZE/BlNcqGbP3sQ/s320/falco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Amadeus, amadeus... ô ô&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sua trajetória foi digna de um rockstar, com todos os clichês que essa carreira permite e exige: começo humilde e inovador, sucesso avassalador em pouco tempo, drogas, dúvidas quanto à paternidade de filhos, prisões, drogas, ressuscitação nos camarins antes de shows para 10 mil pessoas, drogas... enfim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Rockstar é que nem sogra: são todos iguais, só mudam o endereço.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Falco vivia intensamente, como manda a cartilha da música &lt;i&gt;(ou seria a partitura?)&lt;/i&gt;. E viver intensamente não é&amp;nbsp;não é o tipo de coisa que se planeja; simplesmente acontece.&amp;nbsp;Eu não lembro direito quando foi o momento em que comecei a pensar em levar a vida mais intensamente. Se eu algum dia merecer uma cinebiografia da minha vida &lt;i&gt;(e ela será feita, estou trabalhando nisso)&lt;/i&gt;, a cronologia dela seria confusa, com certeza. Como numa monografia, descobrir a resposta para essa questão norteadora não seria uma busca e sim, uma cruzada. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;“Quando foi que você começou a viver?”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os momentos intensos alternam-se com os períodos em branco. O primeiro beijo. O primeiro porre. O primeiro domingo em que você dormiu onze horas e só viu o sol quando chegou em casa de manhã, cheirando a cigarro e cerveja. A primeira vez que você sentou no seu carro. A primeira vez que você fugiu no seu carro. Uma baqueta quebrada na hora errada. Você apagado no sofá. Você chorando sozinho no escuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O dia que você saiu para curtir a noite num barzinho e acabou numa festa gay. A primeira vez que você notou que realmente tinha amigos. A primeira vez que você notou que não podia contar com ninguém. A primeira vez que você traiu. A primeira vez que você foi traído. O dia em que você teria dado tudo por ter uma camisinha no bolso. O dia em que você tinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como diria Keith Richards, &lt;i&gt;“a experiência é o preço da educação”&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muitos dos momentos intensos dos últimos tempos foram brigas e discussões homéricas com os meus melhores amigos. E posso dizer que estão todos ali, do meu lado, cada um com seu valor e desempenhando seu papel, o que me faz pensar que talvez discutir seja uma característica necessária as boas amizades: talvez eu não tenha uma relação tão forte com todos os meus amigos que nunca discuti.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Besteira ou não, isso me leva a ter vontade de brigar com certas pessoas, pra ver se elas descobrem o peso que tem na minha vida e eu na delas. Não precisa nem ser uma briga; seria mais como pegar ela pela orelha, chacoalhar os braços na frente dela e dizer &lt;b&gt;&lt;i&gt;“OIE, ESTOU AQUI!”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Se cada pessoa fizesse isso com uma pessoa no mundo, mudaríamos o universo, uma pessoa por vez. Doce utopia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas temos que ser altruístas. Como eu já disse aqui, somos rádios operando em freqüências diferentes; somos trens em velocidades diferentes, com cargas únicas e muitas vezes carregando combustíveis inflamáveis que se por acaso se chocarem no meio de uma ferrovia, não vai ter equipe de limpeza que vai limpar o estrago. Temos que ajudar quem quer ser ajudado. Simples assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Li uma frase essa semana que adicionei com orgulho ao meu repertório de frases prontas: &lt;i&gt;“Cada pessoa está passando pelo seu próprio inferno pessoal. Não se esqueça disso no momento de tentar trazer elas para o &lt;b&gt;seu &lt;/b&gt;inferno pessoal”&lt;/i&gt;. Trocando em miúdos: se você está fudido, não ferre os outros. Seja altruísta e desocupe a moita. Ou pule da ponte de uma vez por todas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Historinha do Titio Cometa: há um asilo para cegos em Florianópolis que fica na esquina de uma rua bem movimentada. Quando algum cego sai de lá para passear, vai até a esquina e estende a mão para o lado para alguém vir e ajudar ele a atravessar a rua em segurança assim que o sinal fechar. Certa vez um cego foi até a esquina, estendeu a mão e esperou. Outro cego veio fazer a mesma coisa, encontrou uma mão estendida e os dois atravessaram a rua juntos, com o sinal aberto, sem saber que ambos eram cegos. Todos os carros tiveram que freiar em cima deles e alguns até bateram. Mas eles chegaram do outro lado da rua. Isso é altruísmo, sacou? Fazer o bem sem olhar a quem... literalmente)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Falco morreu cinco dias antes de completar 41 anos. Como manda o clichê, estava se preparando para gravar um novo disco, tinha conseguido criar uma relação estável com a ex-mulher, tinha o amor de sua filha &lt;i&gt;(que não era sua filha)&lt;/i&gt;, corria todos os dias e das drogas antigas, só fumava e bebia. Morreu ao sair distraído com o carro em uma rodovia movimentada: um ônibus o atingiu em cheio e o seu carro capotou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mesmo vivendo a vida de forma intensa, Falco morreu altruísta. Sabia o valor que tinha na vida de casa pessoa que havia arrastado para o seu inferno pessoal e livrou todas elas desse peso, para assim começar ele mesmo a se livrar dessa bola presa a uma corrente de ferro chamada &lt;i&gt;“passado”&lt;/i&gt; que trazia amarrada aos seus pés. Nas palavras de George Santayana, &lt;i&gt;“aqueles que não se lembram do passado estão fadados a repeti-lo”&lt;/i&gt;. Falco descobriu isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo, descobriu tarde demais. Por isso que decisões como ser intenso e ser altruísta são mudanças que não podem esperar. Afinal, um ônibus vindo em nossa direção é que nem uma transa no chão frio da cozinha: a gente nunca sabe quando pode acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas acontece.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam irá dirigir sua própria cinebiografia. Todos os seis filmes.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-1691061225934868331?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/1691061225934868331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=1691061225934868331' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1691061225934868331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1691061225934868331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/07/cinebiografia.html' title='Cinebiografia'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TDsI04J3TWI/AAAAAAAAAZE/BlNcqGbP3sQ/s72-c/falco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-9054675184902166247</id><published>2010-06-21T20:09:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T20:44:16.852-07:00</updated><title type='text'>Tinha Uma Vírgula No Meio Do Caminho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TCAjfTdhPxI/AAAAAAAAAW4/Bif71i25L-4/s1600/m%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TCAjfTdhPxI/AAAAAAAAAW4/Bif71i25L-4/s320/m%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Lá no fim eu explico...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes são dias complicados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre fui um bom aluno de português. Inclusive, jurei lealdade a toda e qualquer professora de português depois que, na minha 5ª série, pedi a profe dessa disciplina naquele ano que me indicasse um livro para comprar na Feira do Livro do La Salle. Era 1999 e eu humildemente pedi: &lt;i&gt;"profe, sabe um livro bom pra mim?"&lt;/i&gt;. Algo em mim devia deixar claro que eu gostava de ler. Seria o olhar tímido atrás dos óculos pretos de aro grosso? O rosto prestes a ficar cheio de espinhas? O porte físico desajeitado? Ela não precisava ser muito observadora... Fato é que ela também humildemente me &lt;i&gt;"receitou"&lt;/i&gt; um livro meio desconhecido, de uma leitura não muito fácil, mas que em breve mudaria a vida de muitos garotos e garotas como eu... nem preciso dizer qual é né?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TCAkBmLL5cI/AAAAAAAAAXA/eJt2Zjq_dTM/s1600/harry.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TCAkBmLL5cI/AAAAAAAAAXA/eJt2Zjq_dTM/s320/harry.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Primeira edição, sem o letreiro com os raiozinhos ainda. Orgulhinho básico.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se já antes já era fã, depois disso, ganhei uma dívida de vida com as professoras de português. Tive uma por ano dali em diante &lt;i&gt;(Defesa Contra a Arte das Trevas? O.O)&lt;/i&gt;, algo que só se estabilizou no São Carlos, quando a geração de 1988 foi a mais nova vítima a cair nas garras da &lt;s&gt;ditadora&lt;/s&gt; querida professora de português do colégio, Eli Luiza Pereira. Sofri um pouco em suas mãos também, mas sempre que sofria lembrava que a sigla do nome dela era ELP, o que me lembrava Emerson, Lake &amp;amp; Palmer e que melhorava muito as coisas. Alienações à parte, ela foi &lt;s&gt;expulsa&lt;/s&gt; convidada a se retirar do colégio no meio do meu 3º ano, em 2005, depois da desistência de 6 alunos só da minha sala, que iam rodar se continuassem tendo notas baixas com ela. Uma outra professora de cursinho entrou as pressas, substituindo totalmente o método &lt;s&gt;fascista&lt;/s&gt; da anterior, as pessoas foram aprovadas, todos ficaram felizes e fim de papo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas vamos ao que interessa. Uma das coisas que levo comigo das aulas de português há muito tempo é o uso da vírgula como &lt;i&gt;"pausa para respirar"&lt;/i&gt;. Na verdade, só levo e não uso. Sou muito introspectivo na maior parte do tempo, mas quando falo, falo muito e muito rápido &lt;i&gt;(conversando com meu &lt;a href="http://www.eusouogabriel.blogspot.com/"&gt;irmão&lt;/a&gt; é um horror, se for sobre Harry Potter, McFly ou Twitter, pior ainda)&lt;/i&gt; e se eu soubesse o verdadeiro valor da pausa em uma oração, não apanharia tanto na hora de fazer textos para as aulas de televisão. O resultado é que acabo me policiando e escrevendo frases menores &lt;i&gt;("uma frase longa nada mais é do que duas curtas", já dizia alguém que li na faculdade)&lt;/i&gt;, ou frases longas que espero que façam sentido. Se não fizerem, mil desculpas, caros leitores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Como posso falar com leitores, e ainda no plural, acho que elas fazem sentido =)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão é que as vezes, na vida, a gente se atropela e começa a correr contra um prazo que nem sabe se existe. É uma ansiedade, uma angústia, que só existe na nossa cabeça. É como se as vírgulas deixassem de existir por um momento nas nossas frases. E cada frase sem vírgulas é uma sentença mal resolvida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente dorme pouco porque tem coisa pra fazer da faculdade quando chega em casa tarde porque ficou trabalhando até depois da hora porque acordou mais tarde aquela manhã já que na noite anterior resolveu sair no meio da semana pra ver os amigos e tomar alguma coisa já que quando você resolve fazer isso no fim de semana tem que ouvir o surto da sua mãe que reclama que você passa pouco tempo com a família e o seu irmão e quando resolve ficar em casa acaba trancado no seu quarto fazendo as coisas da faculdade que estão atrasadas porque resolveu assistir House religiosamente todo dia às 20h e no fim de semana vai no cinema há um mês e já viu todos os filmes possíveis e...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;RESPIRA!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como diria a minha professora da 2ª série, &lt;i&gt;&lt;b&gt;"cheire a flor e assopra a vela"&lt;/b&gt; (funciona, tentem que é divertido!)&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;É difícil até escrever isso, quem dirá viver desse jeito. Mas a gente consegue: atropela as vírgulas, come os acentos e quando vê, ora pois, assassinou o português. E na hora de organizar a casa, faz o que pode pra não fazer o que deve: se você tem &lt;i&gt;&lt;b&gt;DOZE&lt;/b&gt; &lt;/i&gt;coisas que quer fazer e &lt;i&gt;&lt;b&gt;UMA &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;que precisa fazer, vai dar um jeito de fazer as doze antes, sem dúvida. Como diria a &lt;a href="http://www.twitter.com/liliferr"&gt;Lili&lt;/a&gt;, minha tecladista querida sempre citada aqui, &lt;i&gt;"você abre a janela do seu quarto, deixa o vento entrar, ele desarruma tudo, você se sente vivo, com o vento batendo na cara, mas na hora de limpar a bagunça... percebe como o seu quarto era grande."&lt;/i&gt; Cadê a vírgula?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma hora, porém, ela aparece. Sempre culpa dele, o maldito universo. Ela pode vir de várias formas e te obrigar a parar e respirar: um ataque cardíaco, uma depressão, até &lt;i&gt;"um escorregão idiota, num dia de sol"&lt;/i&gt;, como diria Raul Seixas. No meu caso, a vírgula veio na forma de um buraco enorme no meio da rua enquanto eu saia da casa da Lili junto com o &lt;a href="http://www.twitter.com/alealles"&gt;Ale&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;(namorado dela e meu tecladista na &lt;/i&gt;&lt;a href="http://www.osvaldosrock.blogspot.com/"&gt;&lt;i&gt;Os Valdos&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;)&lt;/i&gt; e ia buscar meu irmão nos escoteiros. Resultado: um pneu furado, uma calota detonada e uma experiência pra vida. Eu, com uma habilidade enorme com carros. O Ale, acabando as aulas práticas da auto-escola. Ambos verdadeiros &lt;i&gt;gentlemans, &lt;/i&gt;do tipo que constroem uma parede não para destruir depois e sim para fazer sombra à sua amada. Não preciso dizer quão trágico foi, né?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi mais engraçado do que trágico. Liguei pro meu pai pra avisar da situação e dizer que a gente ia demorar e resolvi assumir que sim, ia conseguir trocar o pneu! Na verdade, furamos o pneu na frente de um mercado e depois de acreditar numa nobre alma que nos disse que &lt;i&gt;"o pneu nem furou, vocês conseguem ir até a borracharia ali na frente tranquilo"&lt;/i&gt;, tentamos ir e detonamos a calota. Se ele não furou antes, tinha furado agora. Me lembro do Ale falar &lt;i&gt;"agora não é hora de pensar, é hora de usar os músculos!"&lt;/i&gt;. Cinco minutos depois eu completava &lt;i&gt;"pensar era tão mais fácil!"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de uma luta - embaixo da chuva do início da noite de sábado, bom citar - para descobrir como fazer o macaco funcionar &lt;i&gt;(explicada a situação da minha mão do início do post)&lt;/i&gt;, conseguimos levantar o carro. Mais algumas pérolas depois &lt;i&gt;("cadê a Lili quando a gente precisa de um homem pra ajudar!")&lt;/i&gt; e depois de muito lutar pra tentar tirar os parafusos da calota sem sucesso, meu irmão dá sinal de vida. Dica para o resto da vida: sempre fure o pneu perto de um grupo escoteiro. Quando ele chegou com os outros &lt;a href="http://xavante179.blogspot.com/"&gt;sêniors&lt;/a&gt; - que eu ia dar carona, só pra citar - entreguei as ferramentas pra eles e, numa humildade minha que eu não via desde a 5ª série, falei:&lt;i&gt; "juro que não vou me sentir humilhado se vocês conseguirem tirar esses parafusos com a maior facilidade do mundo"&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TCAiT3HVqWI/AAAAAAAAAWo/coWHiVTcnzo/s1600/pneu.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TCAiT3HVqWI/AAAAAAAAAWo/coWHiVTcnzo/s320/pneu.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Não preciso dizer que eles conseguiram né?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado final da noite foram muitas promessas. No dia seguinte, domingo, completava um ano desde o meu primeiro porre &lt;i&gt;(sim, &lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2009/06/primeira-vez-gente-nunca-esquece.html"&gt;aquele&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;. Prometi que ia encher a cara naquela noite pra comemorar o pneu e o porre e consegui &lt;i&gt;(o misto de medo e satisfação na cara da Lili quando eu cutuquei ela e disse "teu namorado e teu baterista tão bêbados" valeu a noite)&lt;/i&gt;. Prometi que ia dar carona pra todos os escoteiros; promessa cumprida. Prometi que ia escrever uma música sobre o pneu furado; tô devendo ainda. Prometi que vou mais devagar daqui pra frente; tô tentando aos pouquinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei lá... deve ter uma patologia que ainda não apareceu no House cuja descrição seja: &lt;i&gt;"tentação irresistível de tentar arrancar alguma lição de cada acontecimento da sua vida e fazer um post em seu blog sobre isso&lt;/i&gt;". Se não existir, sou o primeiro paciente que sofre disso. A Lili acha bonitinho esse meu TOC de escrever sobre tudo; eu fico tenso se não consigo. Talvez por eu ser especialista em não fazer o que eu mando os outros fazerem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu lesse meu blog como espectador, talvez eu seria uma pessoa mais tranquila. Porém, se eu fosse uma pessoa mais tranquila, eu não teria um blog. Então dessa vez o recado é principalmente pra mim e pra quem mais couber o chapéu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O importante é não esquecer: &lt;i&gt;pare e respire&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponha vírgulas no seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal... melhor uma vírgula que um ponto final antes da hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam nunca mais vai esquecer de tirar os parafusos da calota com o pneu ainda no chão.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-9054675184902166247?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/9054675184902166247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=9054675184902166247' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/9054675184902166247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/9054675184902166247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/06/tinha-uma-virgula-no-meio-do-caminho.html' title='Tinha Uma Vírgula No Meio Do Caminho'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TCAjfTdhPxI/AAAAAAAAAW4/Bif71i25L-4/s72-c/m%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-6901528861722858234</id><published>2010-05-24T21:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T21:28:40.429-07:00</updated><title type='text'>Kitsch</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Enquanto não acho a pessoa certa, me divirto com as erradas..."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Autor - cafajeste - desconhecido)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o Wikipedia &lt;s&gt;e com a chata da minha professora de Estética&lt;/s&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kitsch"&gt;kitsch &lt;/a&gt;é um termo de origem alemã usado para caracterizar objetos de valor estético distorcido ou exagerado se comparados com o original. Tem por principais características o princípio de inadequação &lt;i&gt;(coisas fora do contexto, como flores de plástico)&lt;/i&gt;; a acumulação &lt;i&gt;(enfeites empilhados e sem valor)&lt;/i&gt;; o uso dos cinco sentidos &lt;i&gt;(cartão de Dia dos Namorados com perfume)&lt;/i&gt;; a mediocridade &lt;i&gt;(nem bonito nem feio - médio, normal, padrão) &lt;/i&gt;e o princípio de conforto&lt;i&gt; (não cria problemas, agrada - deixa a sua vida mais "bonitinha")&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, por kitsch entenda a coleção de noivinhos da sua chefe, a coleção de gatos de porcelana tigrados da sua mãe ou a coleção de duendes do seu irmão. Aliás, taí uma palavra que fecha bem com o conceito de kitsch: &lt;i&gt;coleção&lt;/i&gt;. Coisas bonitinhas, que se acumulam pelos cantos do quarto, não atrapalham, mas arrancam um sorrisinho e um suspiro de satisfação quando você olha para elas. Quando você tem &lt;i&gt;tempo&lt;/i&gt; para olhar para elas, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até porque kitsch é assim: tão normal, padrão, comum, que na velocidade que os dias passam, você raramente tem tempo para olhar. Mas claro, sempre tem tempo para trazer mais um item para casa. E sempre arranja lugar para mais um. Coração de kitsch é coração de mãe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltemos a frase do início. &lt;i&gt;"Enquanto não encontro a pessoa certa me divirto com as erradas"&lt;/i&gt; quer dizer simplesmente que, enquanto não encontro a qualidade, fico com a quantidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Chegamos a essa conclusão eu e uma amiga, numa conversa que pode ter sido semana passada, mas que parece já ter acontecido há muito tempo. Os porquês da conversa não vem ao caso, mas quem estava no quesito quantidade era eu. Yes. I'm bad. Mas passou já.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a quantidade, eventualmente, não dá &lt;i&gt;"sustância"&lt;/i&gt;, como diria a sua vó quando mandava você comer feijão com arroz. Quantidade é coleção. Só. Você conhece pessoas que não criam problemas, te confortam, deixam sua vida mais bonitinha. Você não se importa mais com o que é bonito ou com o que é feio, contanto que seja agradável, naquele momento em que você &lt;i&gt;precisava &lt;/i&gt;de algo agradável. Você sente gostos, toques, aromas diferentes e se impressiona. Você acumula um caso ali, outro caso ali, mais um no fim de semana que vem. Você procura fora do contexto e quando percebe... está cheirando flores de plástico. E o caminho que você estava seguindo ficou lá para trás...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amar é kitsch.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso quando você não vai além disso tudo e realmente engata um relacionamento com aquele seu gatinho de porcelana tigrado. Você então comete o maior de todos os pecados do kitsch e, quando menos percebe, tem um altar para o seu parceiro, acima de todos os outros gatinhos de porcelana. Ele é loiro - você não gosta de loiros - mas tudo bem, você se acostuma. Você já tentou várias vezes com outros loiros, mas, porque não tentar mais uma vez? E não importa se ele é tão sociável quanto uma porta - como um bom colar de pérolas que serve apenas para enfeitar, ele fica lindo enrolado no seu pescoço quando vocês saem. Não precisa nem abrir a boca. Aliás, lindo? Perdão. Eu quis dizer bonitinho. E por bonitinho, eu quis dizer feio arrumadinho. E ele - e você - sabem disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, você leva o seu bibelô para todo lugar. Apresenta aos amigos, as amigas e aos gatinhos de porcelana dos outros. Se alguém pergunta &lt;i&gt;"vocês se amam?"&lt;/i&gt;, você responde &lt;i&gt;"claro..."&lt;/i&gt;, mas no fundo, sabe que queria completar a frase dizendo &lt;i&gt;"... e se eu não amar, um dia eu me acostumo"&lt;/i&gt;. E quando você menos percebe, já está tão acostumado a sair com o seu gatinho de porcelana que nem percebe quando deposita ele no seu altarzinho em casa antes de deitar. Parabéns, você se acostumou. Bem-vindo à rotina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E quanto tempo isso dura? Na melhor das hipóteses, sete anos, segundo a revista Super Interessante desse mês. Engraçado que sempre ouvi falar que &lt;i&gt;"depois de sete anos namorando, se não casou, larga que nunca mais vai casar"&lt;/i&gt;, mas nunca pensei que isso tivesse uma explicação científica. De acordo com a nossa herança genética que nos acompanha desde os tempos da caverna, sete anos é o tempo necessário para que o filhote de um casal pré-histórico seja considerado grande o bastante para se virar sozinho. A mãe então pode voltar as suas atividades de solteira e o pai pode procurar outras fêmeas para procriar. &lt;i&gt;(Ótima desculpa para um fim de namoro, vai dizer)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas claro, sete anos se tratando de um casal já estabelecido, com filhos, &lt;s&gt;cobras&lt;/s&gt;&amp;nbsp;sogras e contas para pagar. Não de um ser humano e um gatinho de porcelana &lt;i&gt;(já falei isso tantas vezes que tô imaginando um cara dormindo com uma Hello Kitty - tenso)&lt;/i&gt;. Um simples namoro que se desenvolve nessa política do &lt;i&gt;"ah, eu me acostumo"&lt;/i&gt; tem muito mais chance de cair na rotina cruel. Chance de escorregar o pé pra fora da coberta então, nem se fala... O gatinho de porcelana do vizinho as vezes tem muito mais purpurina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que fazer então? Para acabar com o kitsch é simples, basta destruir a Coréia. Na dúvida de qual, destruam as duas e simples, bye bye gatinhos de porcelana. Agora, nos relacionamentos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda segundo a matéria da Super Interessante, casais que iniciam o relacionamento sem esperar muito um do outro tem mais chance de serem felizes à medida que a intimidade e o conhecimento mútuo aumentam. Todo mundo já teve uma festa da qual não esperava nada e saiu de lá maravilhado &lt;i&gt;(assim como esperou muito por uma festa e voltou pra casa cedo)&lt;/i&gt;. Conforme a revista, esse é um caso bastante comum na Índia, onde os casamentos são arranjados e os noivos se casam sem esperar muito do outro e...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tá, esquece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Kitsch é a cópia. Mais do que isso: é a coleção da cópia. É substituir o Buda folheado a ouro por dois Santo Antônios de gesso, um São Pedro e um santinho.&amp;nbsp;É a auto-sabotagem. É saber que você acabou um relacionamento e vai atrás da pessoa mais parecida com aquela pela qual você está chorando. É uma questão de escolha. Como diriam Velma Kelly e Roxie Hart, as moças de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=luef1H24hU8"&gt;Chicago&lt;/a&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;You can like the life you're livin&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;You can live the life you like&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;You can even marry Harry&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;But mess around with Ike&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa é a questão principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostar da vida que vive ou viver a vida que gosta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem a sua resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu permaneço com a dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam curte kitsch. Mas odeia a Bauhaus&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-6901528861722858234?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/6901528861722858234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=6901528861722858234' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6901528861722858234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/6901528861722858234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/05/kitsch.html' title='Kitsch'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-7462410810824225231</id><published>2010-05-01T21:21:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T21:24:31.677-07:00</updated><title type='text'>Mais Vontade que Inspiração</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já dancei Spice Girls.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já quis virar vegetariano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já briguei com meio mundo sabendo que eu tava errado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;(E já fiquei quieto pra ninguém brigar comigo)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já misturei maionese com fruta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já misturei mostarda com bolo de chocolate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já misturei Heineken, Bohemia, Polar e champagne.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já misturei amizade com amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já misturei amor com paixão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já beijei sentindo amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já beijei só sentindo tesão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E já parei de beijar porque tava muito calor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;(Mas só porque ela pediu)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já desejei o pescoço de alguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Pra beijar, pra esganar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;(As vezes pra fazer as duas coisas com a mesma pessoa)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E já quis ir bem longe, sem ter porque parar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;(Mas parei, ok?)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já tive amores secretos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;(Ela é que não sabe até hoje)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já chorei à noite por causa de alguém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já surtei ali naquele cantinho escuro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já olhei pelo buraco do muro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;(E se não tinha buraco, eu mesmo fazia o furo)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já ri chorando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já chorei rindo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já me emocionei ouvindo as histórias do Ringo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;(E já me segurei quando senti aquela lágrima caindo)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Já desejei que a vida fosse em preto, branco e vermelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Porque com menos cores eu teria menos com o que me preocupar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Mas daí me lembrei dos confetes da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E vi que boa mesmo...&amp;nbsp;só aquela vida colorida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Não tenho muito do que reclamar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;;-)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;i&gt;Sam já escreveu com mais inspiração do que vontade também.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-7462410810824225231?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/7462410810824225231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=7462410810824225231' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7462410810824225231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/7462410810824225231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/05/mais-vontade-que-inspiracao.html' title='Mais Vontade que Inspiração'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-8391094191581761612</id><published>2010-04-17T23:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T19:16:50.403-07:00</updated><title type='text'>Troco Coração Por Fígado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;São 03h29min da madrugada de sábado pra domingo. 'Bora aproveitar o pouco de álcool que ainda me resta no sangue e escrever algumas sinceridades aqui. Desculpas antecipadas pela falta de coerência, ok?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe uma coisa chamada distância. E a distância é a medida de lugar mais variável que existe. E a mais sacana. Assim como o tempo, que pode ser medido tanto em segundos e minutos como &lt;i&gt;"aquela tarde que passou correndo de tão boa que foi"&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;"a última hora de trabalho da sexta-feira que durou o dia inteiro"&lt;/i&gt;, a distância pode ser medida em centímetros, metros e quilômetros, mas também pode ser mensurada por palavras, ações e olhares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então, você está do lado de alguém que adora você e que você adora, mas cujo olhar perdido dos dois denuncia um deserto que ambos estão tentando atravessar pra conseguir chegar a um oásis que sirva de ponto comum. Você tira a areia da cara, lembra-se de dar um passo depois do outro e torce pra que o outro chegue antes no óasis e faça sinal pra você saber pra onde andar. Afinal, pra que engolir o orgulho, se o outro pode puxar papo antes? Quem tem interesse na conversa é ele, não tu! Eu tô bem sozinho, ele que tá super afim de conversar, morrendo de saudade... Pffff... Fraco. Deixa ele se virar, eu tô bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Oi. Fala comigo, por favor?)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou senão, as palavras que mudam tudo. Maldito ser humano que inventou os apelidos! Quando você vê, tem um apelido para cada situação. Quando você fez algo louvável, você é o &lt;i&gt;"mestre"&lt;/i&gt;. Quando você serve de chacota, você é o &lt;i&gt;"vermelho"&lt;/i&gt;. Quando você é o rockstar, você é o &lt;i&gt;"cara"&lt;/i&gt;. Mas quando você faz algo de errado, você é simplesmente &lt;i&gt;"você"&lt;/i&gt;. E todos os apelidos vão por água abaixo quando você ouve "&lt;i&gt;Samuel, porque tu fez isso?"&lt;/i&gt;. Dói. Nossa, como dói. É como colocar uma tonelada de culpa em cima de todos os apelidos pra dizer &lt;i&gt;"Você errou aqui. Perdeu a chance de ser chamado de apelidos. Assuma a culpa você mesmo, não ponha a culpa nos outros"&lt;/i&gt;. Mas você vai lá e diz &lt;i&gt;"Não, eu não errei. E é o Samuel assumindo a culpa pelas suas próprias ações."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Mas por favor, volta a me chamar de Muca, please?)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então vem a última distância a ser percorrida. A do coração. Eu pessoalmente acredito que Darwin errou. O ápice da escala evolutiva humana será quando pudermos trocar nosso coração por um fígado novo, já que ele é o único órgão capaz de suplantar as funções do coração. Como bom virginiano que sou, racional que é um cão, eu sei que o coração tá ali só pra bombear sangue. Essa coisa de coração apaixonado vem da nossa cultura. Quem comanda tudo é nossa cabeça, nosso cérebro. E como confiar num troço que tem que organizar nosso dia, nosso trabalho, nossos estudos e nossas paixões? Uma hora ele mistura tudo. E a tendência é sempre dar merda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos seres humanos imperfeitos, passíveis de erro toda hora. Somos seres globalizados, hipermídias, bipolares, exagerados. O mundo é tão rápido e tão maluco que conseguimos errar em vários campos ao mesmo tempo. Um pré-julgamento errado em uma área consegue embaralhar tudo. É um troço meio surreal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Chegando ao ponto que não sei mais o que falar. Cerveja batendo. Troco coração por fígado.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossas palavras não tem limites. Atingimos o quarto ao lado, o vizinho, países a distância com ela. E parece que as vezes, as pessoas mais distantes são as que melhor te entendem. Analisando com um pouco mais de racionalidade, faz até sentido: contar uma história para alguém de muito longe, que só irá ouvir o teu ponto de vista, normalmente resultará nela concordar contigo, já que tu não vai contar algo dizendo &lt;i&gt;"eu acho que é isso, mas na verdade o certo é isso"&lt;/i&gt;. Logo, deduzimos que comentários que vem de muito longe são furados porque só analisam o teu lado da verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Mas deixa eu me iludir, ok? Tchau consciência, vai dormir.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Atualização sóbria do domingo: as vezes alguém que tá muito longe te entende melhor do que alguém que tá do teu lado. Foi isso que tentei dizer aí em cima. Sorry =]&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No campo das relações, isso é muito mais punk. Eu queria muito me iludir, muito mesmo &lt;i&gt;(ainda vendo meu coração por um fígado, não esqueçam)&lt;/i&gt;, mas é foda perceber que aquela pessoa que tava ali, do teu lado o tempo inteiro, mesmo quando distante, de repente tá tão longe que tu nem reconhece ela mais. Posso tá me passando por emo iludido nesse comentário, mas foda-se, todo mundo já passou por isso. Tu abraçava ela. Tu beijava ela. E agora ela tem medo de ti. Tá distante. Longe. Longe...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas claro, essa humanidade desesperada em busca de algo que lhe dê conforto e lhe tire do sufoco, acaba te proporcionando novas chances de afogar as mágoas com outras pessoas. Novas experiências. Hm. É gostosa essa sensação, sabe? Mas você sabe quando não serve pra coisa. É legal por um tempo, os teus amigos te dão um tapinha no ombro e te falam &lt;i&gt;"mazahhh, grande guri!"&lt;/i&gt;, mas é algo vazio. Tapinhas nas costas e beijos alheios não substituem alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como cantaria Janis Joplin:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Don't you know&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;When you're loving anybody baby&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;You're taking a gamble on a little sorrow&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;But then, who cares baby?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Cause we may not be here tomorrow&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;And if anybody should come along&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;He gonna give you any love and affection&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;I'd say get it while you can&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Don't you turn your back on love&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Get It While You Can)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom se fosse simples assim, titia Janis, só se entregar pra coisa toda. Mas são muitas coisas envolvidas. Quando você quer, os outros não querem. Quando os outros querem, você não quer. Quando você quer e os outros querem, não pode, é proibido. Quando ninguém quer nada, a gente inventa sentimentos por alguém, só pra se sentir confortável, com a desculpa de que precisamos &lt;i&gt;"suprir nossas necessidades de sentir necessidade de alguém"&lt;/i&gt;. E no final, pessoas substituem pessoas que substituem pessoas que substituem pessoas...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E no final da noite, tudo cheira a cigarro, chocolate e cerveja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;=(&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam promete tentar não postar mais sob efeito de álcool.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-8391094191581761612?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/8391094191581761612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=8391094191581761612' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8391094191581761612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8391094191581761612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/04/distancias.html' title='Troco Coração Por Fígado'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5750581757291686792</id><published>2010-04-07T17:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T21:37:20.745-07:00</updated><title type='text'>A Premissa É Uma Promessa</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;Ou "como atrasar um post por quatro semanas muda TUDO"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S71WWXfDWmI/AAAAAAAAAWY/yVBqr4rGVJQ/s1600/TROFEU.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S71WWXfDWmI/AAAAAAAAAWY/yVBqr4rGVJQ/s400/TROFEU.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457613265704278626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Esse aí em cima é o culpado de tudo.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse semestre peguei duas cadeiras de redação. Nada mais do que escrever, escrever e escrever, tudo que eu sempre disse que&lt;i&gt; "é a única coisa que eu sei fazer e é o que eu quero fazer pra vida inteira e blá blá blá..."&lt;/i&gt;. Mais uma vez a turma foi recebida por aquele papo de &lt;i&gt;"não existe inspiração, é tudo fórmula"&lt;/i&gt;, eu fiquei puto da cara e no final das contas, percebi mais uma vez que é verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, eu admito, não existe inspiração. Somos treinados pra escrever de forma mecânica sem coração. Ao invés da foca, o símbolo do jornalismo devia ser o Homem de Lata do Mágico de Oz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá pelas tantas, como numa aula de física, adicionamos novas variáveis à nossa fórmula mágica de escrever. A novidade agora era a &lt;i&gt;premissa&lt;/i&gt;. Esse novo X da equação seria o assunto ao qual nos propomos tratar no início do texto, abordar durante ele e retomar no final, deixando o assunto bem claro. Seria o motivo pelo qual o leitor está lendo o texto, e, como o cliente tem sempre a razão, ele deveria entender no final. Naturalmente, não é sempre assim: o leitor sempre lê o texto &lt;i&gt;esperando&lt;/i&gt; entender tudo no final, o que nem sempre acontece, por vários motivos. Logo, a premissa nada mais é do que uma promessa de que o final será feliz, o que nem sempre pode acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(A minha premissa nesse texto, caso não tenha ficado clara, foi simplesmente confundir vocês. É a premissa mais fácil de cumprir. Mais uma regra para o livrinho de redação dos leitores do Cometa Diário)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, como eu ia dizendo, aquela fotinho lá no início do post é a culpada de tudo isso. Não é a culpada pelo post; quando eu digo tudo é TUDO mesmo. Vamos lá que eu explico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Sim, essa era a verdadeira premissa. Droga, vocês me pegaram!)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele troféu &lt;i&gt;(sim, é um troféu, apesar de não ter nada indicando isso)&lt;/i&gt; foi ganho por mim quando eu cursava a mágica 1ª série, no finado porém querido Colégio Leonardo da Vinci. Naquele longínquo ano de 1995, eu tive a honra de ganhar o troféu de 1º lugar no Concurso Literário. Ali se iniciava na minha vida uma longa relação com a escrita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(O tema da redação, curiosamente, era o instrumento da escrita: o lápis. Metalinguagem pouca é bobagem.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir daí... não ganhei mais nenhum troféu. Lembro que o da 2ª série ficou com o Casali &lt;i&gt;(o B. Eddy lá do "Era Uma Vez na 8ª Série...)&lt;/i&gt; e o da 3ª série ficou com uma colega minha que desenhava bem. Marina, Mariana, algo assim... Pensando bem agora, a Turma da Mônica tem uma Marina que gosta de desenhar, que foi inspirada na filha do próprio Mauricio de Sousa. Uhm...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fato é que não foi a falta de trófeus que me fez parar de escrever. Minhas redações de &lt;i&gt;"Minhas Férias"&lt;/i&gt; no início do ano eram sempre ótimas e até hoje guardo no meu quarto um caderno de redação minhas da 3ª série, cheio de pérolas &lt;i&gt;("Eu gosto muito da minha tia. Só não gosto que ela fuma")&lt;/i&gt; e coisas do gênero. Depois no La Salle continuei com as redações gigantescas e comecei a escrever músicas &lt;i&gt;(que me renderam algumas histórias e cinco posts gigantescos, como vocês bem sabem)&lt;/i&gt; e no São Carlos, com o RPG, isso só continuou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Nessa confusão de backup e computador novo aqui em casa, descobri que tinha 60 MB de arquivos de Word na minha pasta. 60. Mega. Bytes. Microsoft. Word. Calcula.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim chegou a faculdade &lt;i&gt;("oi, meu nome é Samuel e eu entrei em jornalismo porque gosto de ler e escrever")&lt;/i&gt;, as aulas de redação e o blog. Com o tempo, a condição de &lt;i&gt;"diário"&lt;/i&gt; do Cometa Diário deixou de ser por causa da sua periodicidade e sim diário porque guardava confissões e histórias. Porém, de um jeito ou de outro, ele sempre serviu ao propósito de prática para escrever. Logo vieram também o &lt;a href="http://www.osvaldosrock.blogspot.com/"&gt;blog da banda&lt;/a&gt; e o novíssimo &lt;a href="http://www.contosdocometa.blogspot.com/"&gt;blog de contos&lt;/a&gt; (sim, novidades!) que só serviram pra escrever mais ainda. E eu nem vou citar o Twitter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltemos a premissa &lt;i&gt;(maldito senso jornalístico)&lt;/i&gt;. Não lembro quando o meu blog passou a ser mais "elaborado", &lt;i&gt;(hoje em dia, por exemplo, eu não postaria &lt;/i&gt;&lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2008/07/aranhas-sdicos-jedis-macacos.html"&gt;&lt;i&gt;isso&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt; - pelo tamanho e porque se refere tanto a mim que chega a ser inútil - nem &lt;/i&gt;&lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2008/07/cold-dark-world.html"&gt;&lt;i&gt;isso&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;, porque é tão profundo que caberia num tweet)&lt;/i&gt; mas lembro de alguns posts bem elogiados que devem ter marcado essa mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algo que me chamava muito a atenção era a Celli dizendo que eu ia me dar muito bem na tão temida disciplina de redação II. Na verdade, começou &lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2008/08/crime-samuel.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, quando eu reclamava da frase &lt;i&gt;"isso não é inspiração"&lt;/i&gt; e a Celli já profetizava &lt;i&gt;"tu vai reclamar, mas vai acabar gostando"&lt;/i&gt;. Depois lembro &lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2008/09/ltimo-dia-de-virgem.html"&gt;desse&lt;/a&gt; e depois &lt;a href="http://cometa-diario.blogspot.com/2009/01/sobre-os-sonhos-o-sonhar-tudo-o-mais.html"&gt;desse&lt;/a&gt; e quando eu vi eu já escrevia pensando em quem ia ler, nos comentários e morrendo de vontade de fazer essa maldita cadeira de redação II.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(hoje a Celli só diz: "quem te viu, quem te vê..." xD)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E enfim chegou a cadeira, junto com a cadeira de edição, que é basicamente escrever também. Comecei o semestre bailando na curva, mas depois de uns textos peguei o jeito. Textos que eu entreguei morrendo de medo vieram com um ótimo. Os primeiros textos com nota, que o professor disse &lt;i&gt;"se vocês tiraram 8,5, que foram poucos, considere-se satisfeitos"&lt;/i&gt; vieram com notas 9 e 9,6 (e algumas &lt;a href="http://twitter.com/Liliferr/status/11641708352"&gt;brincadeirinhas &lt;/a&gt;- hehehe). A primeira reportagem, que morri fazendo, entreguei atrasado e achei que tava péssima, veio cheia de risadinhas, &lt;i&gt;"hehehe..."&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;"rsssss..."&lt;/i&gt;, muitos &lt;i&gt;"muito bom"&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;"ótimos"&lt;/i&gt; e um comentário no final dela que me deixou estarrecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"MUITO LEGAL a reportagem, Samuel. Deu gosto de ler e também ri muito com o texto e as fontes que você desencantou. Muito bom mesmo. Fossem textos sempre assim, poderíamos também fundar um jornal no curso (um periódio quinzenal, por exemplo). VALEU!!!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aí nesse ponto, eu morri. Desencarnei, voltei a terra e lembrei que tinha que acabar um perfil dum cara loucão praquela aula, um texto que eu tava apanhando desde a noite anterior. Fui fazer, fiz do meu jeito, que é o único que eu sei a fórmula de cor, e acabei ficando por último na sala, só eu e o professor. Lá pelas tantas ele veio falar comigo. E eu achei que tinha acabado no comentário do texto o flagelo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Samuel, no que tu trabalha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Numa agência de propaganda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E o que tu faz lá? Redação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, faço de tudo, redação, criação, web, atendo cliente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, tu é do tipo escravigiário então? &lt;i&gt;(risos)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, um pouco sim. &lt;i&gt;(risadinhas sem graça)&lt;/i&gt; Mas trabalho lá faz tempo, carteira assinada e tals...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, então tu já tá colocado no mercado, ganha bem então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, dá pra se dizer que sim. Tô bem até. Mas porque?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, tu sabe que tua redação é ótima né? Muito boa cara, sério! Se fosse pra escolher uma reportagem daqui da sala hoje pra publicar num jornal, a tua se encaixava bem certinha, só dá umas aparadas e tava ótima. E tu sabe que O Caxiense é um bom canal pra esse tipo de texto hoje em dia. Nunca pensou em trabalhar lá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, não, nunca pensei. Mas eles tão contratando gente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, eles nunca tão contratando gente. Jornal tu sabe como é né... &lt;i&gt;(risos)&lt;/i&gt; Mas o chefão da redação lá quando começou me pediu: &lt;i&gt;"tu tem algum aluno bom de texto aí pra indicar"&lt;/i&gt; e daí eu indiquei a tua colega que tá lá, porque tinha um texto muito bom. E o teu texto tá ótimo também, dá pra publicar já. Mas tu nunca tentou porque não quis ou tinha algum outro motivo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, nunca tentei porque acabei crescendo no meu trabalho e fui ganhando bem. E sempre separei jornalismo como hobby, propaganda como trabalho. Dai acabei nunca tentando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E o Pioneiro, aqueles concursos que tem, tu nunca tentou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Também não. Nunca tive interesse por trabalhar lá. &lt;i&gt;(#modeeeeeesto)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tu sabe que com esse teu texto tu ia emplacar no Pioneiro? Duvido que eles fossem ficar contigo só por seis meses &lt;i&gt;(nesse momento, desencarnei de novo)&lt;/i&gt;. Mas vou deixar tu acabar o teu texto aí. Era só pra ti saber disso mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resumo da conversa na minha cabeça ficou mais ou menos assim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Olá Samuel. Aqui quem fala são seus três novos amigos, Ego, Superego e ID. O temido professor de redação disse que tu é bom o suficiente pra trabalhar num jornal. Escute ele. BU! Tchau."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir dali me perdi nas fichas. Atualizei minha frase para &lt;i&gt;"oi, meu nome é Samuel, eu entrei no jornalismo porque gosto de ler e escrever e o professor de redação concorda comigo"&lt;/i&gt;. Comecei a rever meus posts, minhas atitudes, MINHA VIDA. Meu emprego, minhas oportunidades, minhas palavras. E cheguei a conclusão de que precisava de terapia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, vim blogar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, sei lá... a minha premissa de confundir vocês acabou me confundindo. Desculpem, sou um péssimo jornalista, apesar do que dizem por aí. A única conclusão que tirei foi que eu não teria o mesmo prazer que eu tenho escrevendo as vezes, do que eu gosto, escrevendo todo dia, sobre o que a pauta manda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não sirvo pra Homem de Lata.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou só um cara que tem um blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sam dedica esse post ao dia do jornalista, comemorado dia 07 de abril. Parabéns colegas!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S71UOZpItEI/AAAAAAAAAV4/hHuGC78ohrI/s1600/sarcasm+sign.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 283px; height: 232px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S71UOZpItEI/AAAAAAAAAV4/hHuGC78ohrI/s400/sarcasm+sign.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457610929821234242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5750581757291686792?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5750581757291686792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5750581757291686792' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5750581757291686792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5750581757291686792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/04/premissa-e-uma-promessa.html' title='A Premissa É Uma Promessa'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S71WWXfDWmI/AAAAAAAAAWY/yVBqr4rGVJQ/s72-c/TROFEU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5516505698839819373</id><published>2010-02-22T17:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T18:54:19.780-08:00</updated><title type='text'>Frases Prontas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tenho que te confessar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Algo que não faz sentido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O dia que disse que te amava&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E sussurrei no teu ouvido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não era muito bem mentira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas também não era verdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A verdade é que nunca te amei com sinceridade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tenho que te confessar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Algo que não tem noção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tudo aquilo que te disse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foi dito sem emoção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eram todas frases prontas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da letra de uma canção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A verdade é que nunca te disse nada do coração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas antes que você saia por aí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E se atire do alto de um prédio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu prometo que nós dois vamos fugir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E você nunca vai sentir tédio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque a vida do meu lado não tem sentido nem noção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas se você estiver por aqui ela vai ter razão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tenho que te confessar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sou flor pra se cheirar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sou meio irracional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando o assunto é gostar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dê dois passos para trás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se você se assustar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prometo que se tropeçar eu vou te segurar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes que você se atire do alto de um prédio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes que você tome um monte de remédio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes que você se atire na frente de um carro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se não conseguir parar o mundo, eu paro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas antes que você saia por aí&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E se atire do alto de um prédio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu prometo que nós dois vamos fugir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E você nunca vai sentir tédio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque a vida do meu lado não tem sentido nem noção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas se você estiver por aqui ela vai ter razão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi uma das minhas filhas que tomou forma nesse última fim de semana. E tenho que dizer: ver uma canção ganhar notas e virar música é uma sensação que toda pessoa devia experimentar uma vez na vida. É incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem acontecido bastante coisa ultimamente. Fui pra praia depois de cinco anos. Na sexta a noite, perdi meu celular no mar, pulando ondas de madrugada enquanto bebia com meus amigos. Sim, foi bem estúpido. Logo que ele ganhou as ondas, a Lili me pediu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"tu tá brabo?"&lt;/span&gt;. Prontamente respondi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"não"&lt;/span&gt;, calmamente, o que a surpreendeu, já que normalmente seria minha última resposta. Eu, que fico puto da cara quando quebra os dentinhos que seguram o CD na caixinha, calmo depois de ter perdido meu celular. Hm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Já não era mais eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, no dia seguinte, acordei cedo e fui pra praia com outro casal que estava na mesma casa. Fiquei lá no mar como se ele fosse um velho amigo. Depois fui pra areia tomar caipirinha com o cara do casal como se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ele&lt;/span&gt; fosse um velho amigo. E olha que eu nem gosto tanto assim de caipirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia fiquei no mar das 10h as 14h. Dizer que eu fiquei vermelho é um pleonasmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(ou seria uma redundância?)&lt;/span&gt; mas é: fiquei todo vermelho. Não saí de casa sem camisa nos dias seguintes. É que começaram a crescer bolhas nos meus ombros, sabe? Ia ser meio complicado. Mas tudo bem, a vida era bela, eu estava de férias e tinha que seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana seguinte a praia, comecei a descascar. Fiquei trocando de pele. Toda a pele. Na devida proporção, eu não era uma cobra; era um basilisco. Tinha pedaços meus por toda a casa. Bem nojento. Mas tudo bem, a vida era bela, eu me queimei, aquilo ia acontecer e eu só tinha que seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro de, naquele sábado de manhã no mar, sentar na água, me deixar molhar e pensar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Vai lá água... leva tudo o que não tá certo. Renova as coisas por aqui, ok?"&lt;/span&gt;. E teoricamente ela fez isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou meu celular. Levou minha agenda telefônica, ok, minhas músicas, tudo bem. Mas levou um caminhão de mensagens de texto, de pessoas bem importantes. Mensagens que eu voltava atrás e lia e lia e relia, pra tentar entender certas coisas que eu não entendia. Foi como se o universo conspirasse contra mim e dissesse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ok, deu, te livra disso aí e toca tua vida pra frente"&lt;/span&gt;. Caso eu não entendesse, o universo ainda me queimou e me descascou todo, pra sair o velho Samuel e entrar um novo no lugar. Safadinho esse universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se encaminhava para um estado de renovação. Então, na semana que voltei da praia, fui jantar com os amigos e encontrei uma amiga que estuda longe e que eu não via faz tempo. Acabei não falando muito com ela, já que ela acabou falando mais com a menina do grupo. Enquanto as duas conversavam, eu e os meninos ficamos jogando papo fora (ou seja, videogames, filmes e afins). O de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de dar tchau, ela foi se despedir de mim e disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tchau Cometa, te cuida. Se bem que tu já tá encaminhado, nem precisa mais se cuidar"&lt;/span&gt;. E partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"encaminhado"&lt;/span&gt; tá martelando o meu cerebelo desde então. Como assim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"encaminhado"&lt;/span&gt;?! O que raios isso quer dizer?! Então, como o House aos 45min do episódio, quando o paciente teoricamente curado fica mais doente ainda, comecei a refazer os meus passos da janta pra ver se tinha algo ali que valesse a pena notar para uma análise mais completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roupas? Bermudão jeans, camiseta branca  e camisa xadrez com só os dois botões do meio presos, o de sempre. Papos? Videogame, televisão, RPG e fofocas, o de sempre. Novidades? Comprei um carro e troquei de óculos. Atitudes? Eu pedi um chopp enquanto todo mundo tava comendo a sobremesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a gente tava no Habib's. Mencionei isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, mas aquele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"encaminhado"&lt;/span&gt; me pareceu um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"você-está-mais-seguro-de-si"&lt;/span&gt;, o que para um virginiano e sua clássica falta de auto-confiança é um avanço e tanto. Tipo a minha calma perante ao meu celular indo conhecer a Fenda do Biquíni sem passagem de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas peraí! Esse sou eu?! Alguém faça o papel de Rony e grite antes que seja tarde demais: &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;QUEM É VOCÊ O QUE FEZ COM SAM!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, ninguém gritou. Deve ser eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, no clima de ano novo pós-carnaval, feliz ano novo pra mim. Ou pra quem quer que seja que tá escrevendo isso tudo. Que essas renovações valham a pena e que eu possa acertar e errar bastante esse ano. Porque é só assim que se vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi a letra da música que tá no início do post pensando em algo romântico, fofinho, no papel de um cara que se dispõe a fazer tudo pela menina depois de ter machucado o coração dela.  Que admite o erro mas aceita uma nova tentativa. E vale o contrário também, a menina pensando desse jeito em relação ao cara. Totalmente idealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Taylor, guitarrista da Os Valdo's, depois de ler a letra e antes de compor a música, falou pra mim: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Cara, ficou muito boa essa letra! Combina com a banda, muito bagaceira!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas letras tão virando música. Tô indo de carro pro trabalho. Meu conceito de romântico é bagaceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... já não sei mais quem sou. Mas aceito sugestões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na loja de celular:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- E tu já bloqueou o aparelho depois de perder ele? Por segurança sabe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Não, não bloqueei. Mas acho que não precisa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Mas o que aconteceu? Ele quebrou, tu esqueceu ele em algum lugar, tu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Moça... eu perdi ele no mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- (...) É... ninguém vai usar o teu celular mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5516505698839819373?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5516505698839819373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5516505698839819373' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5516505698839819373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5516505698839819373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/02/frases-prontas.html' title='Frases Prontas'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-5887637299577653834</id><published>2010-01-28T15:25:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T17:51:19.909-08:00</updated><title type='text'>Somos Todos Rádios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Operando em frequências diferentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há umas duas semanas atrás, minha família inteira foi pra praia. Ficou só eu e meu pai em casa. Ainda no fim de semana daquela mesma semana ele também foi, deixando eu sozinho. Foi uma experiência bem interessante, tanto a sexta a noite, na qual com a casa inteira às escuras me rendi as lágrimas assistindo Glee na escuridão da solidão, quanto no sábado a noite, na qual curei a fossa da sexta enchendo a casa de amigos e a geladeira de Bohemia.  Mas isso todos já sabem, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta minha família voltou e minha mãe logo veio declarando a saudade imensa que sentiu enquanto estava fora. E normalmente aqui em casa essas declarações de saudade vem acompanhadas de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"filho, eu vou me desesperar quando vocês fizerem um intercâmbio"&lt;/span&gt;. Meu irmão já ouviu isso e agora eu ouvi. E isso me traz arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê? Porquê apesar da minha mãe colocar bastante pilha pra gente fazer um intercâmbio, sair por aí, conhecer o mundo, tem um detalhe que talvez ela não tenha se ligado ainda: no intercâmbio, a gente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;volta pra casa&lt;/span&gt; no fim das contas. Mas chega uma hora que o filho saí de casa e vai morar sozinho e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não volta mais&lt;/span&gt;, saca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não imagino o desespero que iria tomar conta dela quando um de nós disser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"mãe, tô indo morar sozinho"&lt;/span&gt;. Um pouco dessa situação é influenciada por causa da educação que ela mesmo teve: os meus avôs maternos sempre moraram com a gente e até a minha vó falecer há quase dois anos atrás ela sempre teve o seu quartinho junto com a família, não importa a situação em que a gente estivesse ou a casa que a gente morasse. E isso pesa bastante na relação dela com a gente: o fato dela sempre ter os pais por perto diz muito no que ela espera da nossa relação com ela quando a gente ficar mais velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco também é culpa nossa. O meu irmão não, ele é um bicho do mato no melhor sentido da palavra e tem como sonho confesso sair de casa e conhecer o mundo com uma mochila nas costas (sonho de muita gente - mas confio nele). Todas as vezes que ele viaja para fora com os escoteiros é um pedacinho dele que vai junto, mas é um nózinho a mais do cordão umbilical familiar que se desfaz, meio que avisando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"olha só mãe, tô caindo fora"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo a coisa já é um pouco mais complicada. Minha mãe adora relembrar que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o Gabriel nasceu magrinho no hospital, foi pra casa e teve que voltar uns dias depois porque tava fraquinho, fraquinho!"&lt;/span&gt; enquanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o Samuel, desde pequeno, a gente não deixava encostar uma mosca nele! Eu e as tuas tias te colocava em cima da cama e passava a tarde inteira experimentando roupinhas diferentes em ti, um amor!"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, a metáfora se faz mais clara do que nunca: de um lado, o irmão mais novo, magrinho, magrinho, (magro de ruim, porque come que é um cão!), lutando pra sobreviver em qualquer ambiente inóspito que o enfiem, ambiente no qual ele irá se embrenhar sem medo e sem convite. Do outro lado, o irmão mais velho, aquele que foi tratado com todo esmero desde criança, que acostumou-se a ficar numa zona de conforto protegido por quem gosta e que mais tarde acabou desenvolvendo um gosto por escolher com cuidado as roupas que usa (não foi de todo mal aquele cuidado todo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que afeta essa situação é a hegemonia feminina na casa. Somos três homens, eu, meu pai e meu irmão, e só a minha mãe de mulher. E ainda por cima, mãe professora! Sabe aqueles filmes em que uma educadora nova chega na escola do bairro pobre e marca presença na vida de todos? Essa é minha mãe, sem dúvida (e modéstia) alguma. Como a única mulher no recinto, este é o terreno dela e aí de quem se meter nele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela nunca teve muita concorrência. No alto dos meus 21 anos, eu nunca tive um relacionamento sério a ponto de chegar pra ela e dizer, na sexta-feira à noite, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"mãe, tô indo pra casa da minha namorada, volto só domingo"&lt;/span&gt; ou de simplesmente avisar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"mãe, a minha namorada vai dormir aqui em casa hoje, ok?"&lt;/span&gt; (não tive muita colaboração feminina também, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;né moças?!&lt;/span&gt;). Com algumas poucas exceções, que nem foram namoradas - oi Lili - foram poucas as presenças femininas que abalaram as estruturas aqui em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os únicos momentos em que eu exijo esse pitaco de independência são as vezes em que saio, seja para tocar ou simplesmente para curtir com o pessoal mesmo. Mas daí sempre vem aquela segurança, nas mesmas palavras de sempre: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se cuida, cuida com os outros na rua, qualquer coisa pega um táxi se não tiver carona, não vai ficar andando com esses outros que bebem aí. Tu eu não me preocupo que eu sei que tu não bebe, mas os outros... os outros é que são o problema"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema são os outros, esses que bebem. Não preciso explicar a situação né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são as frequências diferentes que operamos. As vezes estamos totalmente sintonizados, mas indo cada um para um lado. Deve ser meio coisa de mãe, mas a minha tem uma habilidade incrível de fazer o meu problema parecer nada diante dos problemas do mundo. Me lembro eu em dúvida, encostado pelos cantos, perdido em divagações se eu ia ou não no último show do The Beats. Eram muitas coisas que podiam dar errado: eu ia ter que arranjar dinheiro, talvez não tivesse ingresso, não sabia como ia voltar, enfim... Ela insistiu tanto em descobrir o que eu tinha, até que falei. Ela respondeu: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ah, era isso? Filho, com tanto problema, tu tá aí com essa cara de deprimido por causa disso? Tu não imagina o que eu vejo todo dia, naquelas famílias pobres que eu visito no trabalho e..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Completem o resto da frase com alguma das variáveis: [pai de família que bebe] + [filha mais nova que se prostitui] + [filho mais velho que se droga] + [mulher que apanha do marido]. Sempre envolve um desses tópicos.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase como se ela dissesse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"com tanta gente morrendo no Haiti, tu tá preocupado com o tênis que vai usar!"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, naquela semana que ela voltou, ela logo pediu meu extrato bancário e descobriu que eu não tinha pago a faculdade. E que tinha gasto horrores naquela semana que eu tava fora. E a situação já mudou completamente. Toda a alegria que ela teve ao me ver foi por água abaixo. Eu estava me programando pra sair com o pessoal naquele final de semana, mas a visão do papelzinho amarelo do banco cheio de anotações de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"vai entrar esse cheque"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"esse depósito não entrou"&lt;/span&gt; relembrou minha gastrite e me deixou num estado deprê pelo findi inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou o sábado à noite e, depois das insistentes ligações das pessoas tentando descobrir se eu ia sair, ela me pediu, inocentemente: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"tá, mas tu não vai sair?"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não podia ser a mesma pessoa que desceu a lenha em mim por causa do meu extrato bancário. Não podia. E mesmo que fosse, ao contrário dela, eu não consigo mudar de humor tão rapidamente, do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ah, eu posso sair? Então fui! Iupiii!"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Resultado final: virei a madrugada de sábado assistindo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wGPO15FSepQ"&gt;"A Natureza Quase Humana"&lt;/a&gt;, primeiro longa-metragem do Michel Gondry. Não foi de todo mal.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que chega um momento em que essa alteração de frequência, essa oscilação de humor, passa da bipolaridade. Chega na tripolaridade, na quadripolaridade, desafia os limites da física. Vira um conflito. É a mesma sensação que você tem ao entrar no marasmo do ônibus as 8h da manhã ouvindo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=R7HkXI70t88"&gt;Rip It Up&lt;/a&gt; do Jet, enquanto todos lutam pra não dormir. O mesmo conflito que enfrento quando meu chefe tenta entender como consigo trabalhar com oito janelas abertas ao mesmo tempo, sendo que com duas ele se perde. Os mesmos conflitos que nós homens temos ao tentar entender o pensamento feminino (e que eu sei que as mulheres tem também). Só que todo conflito uma hora explode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo minha mãe. Sério mesmo. E sei que todo esse carinho super protetor vem de todos os anos em que me puxei pra ser um bom filho. Mas sei que vai ter uma hora que eu vou ter que dizer: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"mãe, olha pra mim, eu tenho 21 anos, eu dirijo, bebo e pago minhas contas, ok? Eu escolho e compro minhas próprias roupas - aliás, gosto de fazer isso graças a tu e as minhas tias, brigado mesmo - e eu vou atrás do meu sonho. E infelizmente pra ti esse &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7Qn3tel9FWU"&gt;meu sonho&lt;/a&gt; é um ônibus com minha namorada, meus melhores amigos, instrumentos velhos e o Elton John, só. Se tu me ama mesmo, só me faz um favor: fica feliz por mim, ok?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que ela percebesse isso sozinha, mas é complicado. Eu muitas vezes não percebo coisas óbvias, problemas dos outros que estão saltando na minha cara, então não posso exigir isso dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto então, vamos assim, em sintonias diferentes, lutando pra não pular um no pescoço do outro. Talvez, um dia, as frequências batem e a gente se acerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente acaba até em samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sam não ouve rádio desde o fim do programa Y.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-5887637299577653834?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/5887637299577653834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=5887637299577653834' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5887637299577653834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/5887637299577653834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/01/somos-todos-radios.html' title='Somos Todos Rádios'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-9029855321075376366</id><published>2010-01-26T07:31:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T03:00:49.049-08:00</updated><title type='text'>Era uma vez...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(e é isso que acontece quando o seu irmão sabe as suas senhas...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi numa quarta - feira, dia trinta de setembro, do longínquo ano de 1992 que minha vida mudou. Naquele dia surgia diante meus olhos o ser mais inimaginável que eu já pude imaginar. Parecia que havia surgido de um conto de fadas trash. Uma mistura de Harry Potter, Dougie Poynter, e uma pitada de O Máscara. Seria essa pessoa o típico ser humano do qual eu diria "Sim, esse veio de outro planeta". Já foram 17 anos em sua companhia, sempre ao redor, pior que mutuca no meio do mato - como se eu soubesse o que significa isso ¬¬'' - mas hoje vim aqui para falar algo que nunca falei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu amo Os Travessos" Aaah! Vai dizer, ninguém nunca ouviu eu falar que amo Os Travessos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fXm7J823spU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fXm7J823spU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sorria que eu estou te filmando, sorria o coração ta gravando..." (&lt;/span&gt;Bah! Até a versão da Fresno dessa música é melhor!) Como diria nas informações do video no Youtube essa foi uma "&lt;span class="description"&gt;música de grande susseso do grupo os travessos ." SUSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSESO! [Momento Nery hahahaha]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="description"&gt;Ta brincadeiras a parte, fiz esse post para indicar um Blog do GLS pra vocês o Blog do Gabriel Loco d'Special! Aaaahahahahahaha! (que horrivel ¬¬'') Todos vocês meus caros, baratos, seguidores sigam também o Blog deste que dentro de seu cubículo vermelho ao lado do meu quarto também pensa assim como eu. (?) Sigam o Blog do Gabriel! ;) Meu irmão querido, amado, inteligente, sagaz, fugaz, à gás... (nesse momento as lágrimas estão rolando soltas aqui...) Então, agora, reparem na cara desse menino, pensem que se não fosse pelo milagre da fecundação, ele não teria esse blog. Assim como nenhum de nós teriamos nascido, só Jesus nasceu sem ser desse jeito. Clica na fotinho da criatura logo abaixo e siga o Blog dele também, no fundo, no fundo, vai valer a pena. Obrigado. Até o próximo post!&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.twitter.com/eusouogabriel"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.eusouogabriel.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S18OcNZhsKI/AAAAAAAAAVo/Vjctet3t9Xk/s400/DSC00391.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431075553427959970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.twitter.com/eusouogabriel"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;www.twitter.com/eusouogabriel&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-9029855321075376366?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/9029855321075376366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=9029855321075376366' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/9029855321075376366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/9029855321075376366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/01/era-uma-vez.html' title='Era uma vez...'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S18OcNZhsKI/AAAAAAAAAVo/Vjctet3t9Xk/s72-c/DSC00391.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-8411859883715100979</id><published>2010-01-24T15:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-24T16:40:24.939-08:00</updated><title type='text'>Ana e Seu Novo Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ana era uma moça frustrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser uma moça bonita, talentosa, dedicada ao seu trabalho, amante de um copo de vinho no happy hour de quinta e um cineminha na sexta, todos os seus relacionamentos tinham ido por água abaixo. No alto dos seus 22 anos, já tinha escutado os motivos mais variados: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;você não me dá espaço o bastante"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"você me deixa solto demais"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"acho que nós somos muito novos"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"acho que nós já passamos da idade pra isso"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nós deveriámos ter seguido em frente"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nós fomos longe demais"&lt;/span&gt;, e o favorito dela: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"desculpa, mas a culpa não é sua, é minha. O problema sou eu"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que escutava isso, Ana deixava a feminilidade de lado e apelava para o feminismo e o seu direito de falar palavrão: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"PORRA!!! SE A CULPA É SUA, PORQUE DESISTIR!!! UM CASAL PARTE DO PRINCÍPIO QUE UM TEM QUE AJUDAR O OUTRO!!! VOCÊ É O QUE, UMA MULHERZINHA???!!!"&lt;/span&gt; gritava sempre, logo depois de desligar o telefone. Então lembrava-se que na verdade, ela era a mulherzinha, e seguia o seu caminho natural de ir até a geladeira, pegar um pote de sorvete, sentar no sofá, ligar em uma comédia romântica tão açucarada que mataria um diabético e chorar, chorar e chorar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana odiava clichês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi em um clichê que ela se apaixonou novamente. Estava passeando na rua, tentando prestar atenção em tudo e nada ao mesmo tempo, esquecer o último babaca cagão que deu pra trás, quando viu, dentro de uma loja, o par de olhos castanhos mais sinceros que já havia visto na vida. Brilhantes, eles olhavam para ela demonstrando amor e carência, acompanhados de um sorriso que poderia mudar o mundo. O sorriso que Ana queria acordar observando todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não podia perder tempo. Talvez ela deixasse pra outra hora e nunca mais fosse ver ele. Pensou nas noites em claro. Nas manhãs solitárias. Nos fins de tarde cinzentos. Lembrou-se dos potes de sorvete e das comédias românticas e, no alto de seu desespero e carência, entrou na loja correndo, foi até ele e despejou tudo o que estava sentindo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi. Você não me conhece e eu mal conheço você. Você pode pensar que eu sou louca, vindo aqui e despejando tudo isso na sua frente sem você entender nada, mas por favor, me escuta. Entenda apenas uma coisa: eu estou sozinha, desesperada e eu preciso de você. EU NÃO VOU FICAR PARA TITIA. Eu já li todos os livros de auto-sabotagem pra tentar descobrir o que eu faço de errado, já pensei em ficar sozinha, que é melhor pra mim, mas a felicidade só é verdadeira se for compartilhada. Eu preciso de alguém e eu sei que você é diferente. Todos são iguais, mas você é diferente. Quando eu vi os seus olhos do outro lado da rua eu senti isso. Talvez eu esteja pedindo demais, mas eu preciso de alguém que não vai me deixar na mão. Alguém que esteja lá quando eu preciso, nas horas boas e nas horas más. Alguém que me faça companhia. Alguém que, com um sorriso bobo no rosto, tire o peso do mundo das minhas costas. Que com uma palavra, me deixe sem palavra alguma. Que com o som da sua respiração, acalme a minha. E eu sei que encontrei esse alguém. Você precisa de alguém, e eu preciso de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou fundo nos seus olhos castanhos novamente e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não vai falar nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou no fundo dos olhos azuis dela e respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Au!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Ana comprou seu yorkshire e pode dizer que finalmente, encontrou seu novo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;=)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sam pergunta: seria todo homem um cachorro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-8411859883715100979?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/8411859883715100979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=8411859883715100979' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8411859883715100979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8411859883715100979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/01/ana-e-seu-novo-amor.html' title='Ana e Seu Novo Amor'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-3025244423640192398</id><published>2010-01-19T07:27:00.001-08:00</published><updated>2010-01-19T08:14:09.204-08:00</updated><title type='text'>Excessos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há certas coisas na vida que você sabe que, quando acontecem, precisarão de uns seis dias saudáveis de intensa reflexão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTzfx3PrI/AAAAAAAAAVg/KwJQKGZyzU0/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTzfx3PrI/AAAAAAAAAVg/KwJQKGZyzU0/s400/1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428477807522430642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTzCgJNRI/AAAAAAAAAVY/FpFBYcXiO2k/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTzCgJNRI/AAAAAAAAAVY/FpFBYcXiO2k/s400/2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428477799663482130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTU0RXy9I/AAAAAAAAAVQ/7b19Jbdpoqg/s1600-h/3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTU0RXy9I/AAAAAAAAAVQ/7b19Jbdpoqg/s400/3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428477280447351762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTUmiySpI/AAAAAAAAAVI/tm9BdJGj3U8/s1600-h/4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTUmiySpI/AAAAAAAAAVI/tm9BdJGj3U8/s400/4.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428477276762294930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTUdTwyGI/AAAAAAAAAVA/ekN1x3nTja0/s1600-h/5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTUdTwyGI/AAAAAAAAAVA/ekN1x3nTja0/s400/5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428477274283362402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTTxDxoJI/AAAAAAAAAU4/SejEy3OshAI/s1600-h/6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTTxDxoJI/AAAAAAAAAU4/SejEy3OshAI/s400/6.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428477262405148818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTTgP5D4I/AAAAAAAAAUw/Aep2bCpMRIA/s1600-h/7.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTTgP5D4I/AAAAAAAAAUw/Aep2bCpMRIA/s400/7.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428477257892564866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu já escrevo demais aqui... então tire suas próprias conclusões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, e obrigado aos envolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos responsáveis e aos que me acompanharam depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu seria uma pessoa sóbria sem vocês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;(clica que aumenta)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-3025244423640192398?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/3025244423640192398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=3025244423640192398' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3025244423640192398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3025244423640192398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/01/uma-semana-em-orbita.html' title='Excessos'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/S1XTzfx3PrI/AAAAAAAAAVg/KwJQKGZyzU0/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-1118199123924387083</id><published>2010-01-10T10:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T12:19:21.878-08:00</updated><title type='text'>Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No último post...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Memória seletiva é o ato que o cérebro realiza priorizando certas informações mais prazerosas em detrimento de outras não tão bacanas. É o que faz os velhinhos lembrarem com detalhes da sua infância pintada em sépia, mas esquecerem de tomar o remédio. É o que faz os adolescentes lembrarem de combinar minuciosamente o aquece, a festa e a pós-festa do sábado a noite mas esquecerem a matéria estudada durante a semana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é o que fez Sam esquecer do que falou com ela naquele telefonema. Mas coisa boa não foi. Ele se lembra dela chorando, dizendo que não sabia o que fazer e como a coisa ia prosseguir dali pra frente. Sam não sabia MESMO o que estava acontecendo e o que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto que passou o telefone pro seu irmão, que estava pentelhando por perto. Não pergunte porque o seu irmão ou ele fizeram isso, mas quando o telefone voltou pra Sam, essa é a parte do diálogo que ele lembra &lt;i&gt;(e que explica muita coisa)&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E então, que que vocês conversaram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Teu irmão pediu se a gente tá namorando...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É?  - respondeu Sam animado - E o que que tu disse?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu disse que não sei. Não sei mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o resto ficou todo meio nublado. Sam pediu desculpas, falou que não ia mais fazer o que fez e tudo acabou teoricamente bem. Aliás, bem não... morno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que não é pra ser, não vai ser, nunca. Tanto que muito pouco tempo depois, aconteceu tudo de novo. Sam não deu notícias, ela ficou desamparada e ele acabou ouvindo ela chorando no telefone de novo. Mas dessa ligação, Sam lembra somente da voz dela:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu cansei de chorar por tua causa. Eu sou nova, tu é novo e a gente tem que aproveitar enquanto tem tempo. Se a gente se encontrar por aí e se rolar de repente, sei lá, tudo bem. Mas eu acho que a gente tem que ser... só amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resto é cinza. Bendita memória seletiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Algumas semanas depois...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois pararam de se falar por um tempo. Toda relação que acaba relativamente bem sempre tem em suas palavras finais a velha máxima do &lt;i&gt;"vamos continuar amigos, claro, vamos se falando"&lt;/i&gt;, mas essa é a maior mentira do mundo. Não tem como continuar falando normalmente com uma pessoa sem que aquela enxurrada de pensamentos e emoções venha e leve toda a sanidade junto. Como diria o Coringa, &lt;i&gt;"loucura é como a gravidade, só precisa de um empurrãozinho"&lt;/i&gt;. Então nada mais natural e saudável do que ir cada um para o seu lado e ficar muito bem, obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, quando Sam se deu por conta de que estava sozinho, já não tinha mais pra onde ir. Ok, as amizades aos pouquinhos iam crescendo na escola nova, a cabeça já não tava tão desocupada pra ficar pensando besteira e gradativamente ia tudo melhorando. Mas a menina pra qual Sam escrevia não ia mais voltar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele se lembrava orgulhoso que, assim como seu ídolo, Rivers Cuomo, também começou a escrever por causa de uma menina. Porém, ao contrário do vocalista do Weezer, não escrevia porque terminou com ela e sim porque começou um relacionamento. Será que deveria fazer o mesmo agora?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final das contas, como sempre, o caminho natural para o qual os sentimentos de Sam fluíam era uma folha em branco. E foi assim que, em 28 de abril de 2003, Sam preencheu a última página da sua agenda &lt;i&gt;(sim, aquela agenda, lá do início)&lt;/i&gt; falando sobre o assunto. E esse foi o epitáfio da coisa toda:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Só tive bons amores.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Na verdade, só tive um amor, mas já amei várias vezes. Me apaixono fácil. Cabelos cor-da-noite e um rosto sincero ou cor-do-sol e um belo par de olhos verdes são o bastante para mim ficar deslumbrado. Mas acho difícil dizer que todos estes amores foram algo considerável para mim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Um dia irei achar o meu tipo de amor favorito. O amedrontador. Daqueles que tu sente um arrepio... só de pensar nela. Daqueles que você sente um tremor nos lábios só por olhar os dela. Que você se sente satisfeito só por olhar pra ela, pra depois ela vir te perguntar "Por que você olha tanto pra mim?" e você responder "não sei, só sei que me sinto feliz".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não há nada mais profundo e honesto para uma garota do que um comentário sincero sobre o que ela representa pra você. Mesmo que seja só uma amiga, ela irá sentir isso. Claro que nem todas merecem isso. Só as que você sabe que merece.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No fim de um encontro diga "Obrigado por ter deixado meu dia melhor". Depois abrace-a e sussurre perto do seu ouvido no momento em que for beijá-la "o que eu faço pra sentir tudo isso de novo?". Se ela disser "me beija agora que eu te garanto que tu nunca vai esquecer disso", realmente você tocou ela.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Palavra de quem sabe (e já sentiu): pior do que a saudade, só a tristeza. Pior que a tristeza, só a dor que ela traz. Não chegue ao ponto de ouvir tua garota chorando e dizendo que cansou de chorar por você. Eu cheguei a isso. E nada como o amor pra esquecer uma dor."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles se encontraram novamente em setembro, no aniversário de um amigo em comum &lt;i&gt;(do B. Eddy, lembra?)&lt;/i&gt;. Os dois provavelmente ficaram meio balançados, mas foi só isso. Pouco tempo depois, ela começou a namorar outro cara e está firme com ele até hoje. Sam demorou quatro anos pra ficar com outra garota &lt;i&gt;(não por causa dela, mais por causa da ineficácia de Sam nesse campo mesmo)&lt;/i&gt; e hoje... tem um blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos anos seguintes, os dois alternaram longos períodos em silêncio com uns vinte dias de muita conversa sincera, normalmente quando um tava mal e ia se apoiar no ombro do outro. Com o tempo, a velha máxima do &lt;i&gt;"vamos continuar nos falando"&lt;/i&gt; veio bem a calhar e os dois são grandes amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É engraçado tentar achar um motivo pelo qual toda essa história foi contada. Não há uma lição de moral, apenas uma experiência bem vivida, relembrada com a simples intenção de não cometer o mesmo erro. Que cada um absorva o que quer e leve adiante. E se não houver nada a levar, levem na consciência que fizeram feliz este velho contador de histórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que importa são os sons, as cores, os gostos e os amores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivam intensamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resto é resto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Fim&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-1118199123924387083?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/1118199123924387083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=1118199123924387083' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1118199123924387083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/1118199123924387083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2010/01/era-uma-vez-na-8-serie-parte-v.html' title='Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte V'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-9121596677730096419</id><published>2009-12-12T14:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T10:51:47.771-08:00</updated><title type='text'>Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No último post...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam havia saído com ela. Os dois passaram a tarde juntos, tendo consciência que se gostavam muito e que não importava o que fizessem juntos, ia valer a pena só pelo fato de poder estar um do lado do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas faltava algo. Os dois não haviam se beijado. E isso é meio que... importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles continuaram com a rotina dos telefones. Dias depois porém, Sam foi viajar. Ele odiava praia, sempre odiou (e ouvi falar que continua odiando até hoje). E convenhamos, viajar numa situação crítica de indecisão como a que se encontrava era uma perspectiva terrível. Longe do telefone, não!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ele foi. Foram uns dias beeeem difíceis. O celular de Sam não funcionava na praia, então não havia jeito deles se comunicarem. A sua mãe chegou a oferecer um cartão de telefone para o filho ligar para a moça, coisa que ele não fez. Sabe quando algumas atitudes influenciam toda uma seqüência de eventos? Essa hesitação indicava algo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, uma hora o flagelo acabou. E a medida em que iam voltando para casa, as boas notícias chegavam na velocidade em que o coração dele batia. Na estrada, passaram por uma torre de transmissão de sinal de telefone. Um risquinho na barra de sinal do monitor do celular subiu. Logo, ele vibrou no bolso de Sam. &lt;i&gt;"Uma mensagem de voz recebida"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra torre. Outro risquinho no celular. Outra &lt;i&gt;"Uma mensagem de voz recebida"&lt;/i&gt;. E outra torre. E outro risquinho. E outra &lt;i&gt;"Uma..."&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Sam sorria. =D)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou em casa. Descarregou as malas, abriu as janelas, sentou na cama, encostou-se na parede de madeira azul do seu velho quarto e foi desvendar os segredos das mensagens de voz. Cadastrou uma senha (&lt;i&gt;"maldita burocracia!"&lt;/i&gt; pensou) e pôs-se a ouví-las. &lt;i&gt;"Oi... tudo bem? Tô com saudade. Preciso falar contigo"&lt;/i&gt; dizia a voz do outro lado da linha. Rouca, bem baixinha, como que encostada no telefone para ninguém ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam ia surtar se não falasse com ela logo. E foi o que ele fez. E em poucos dias, lá estavam ele, ela e dessa vez uma amiga dela indo ao cinema. 3 de janeiro de 2003, primeira sessão da tarde. O filme? &lt;i&gt;"O Senhor dos Anéis - As Duas Torres"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Pausa: nessa hora você pensa PORQUE RAIOS ELE FOI VER STUART LITTLE 2 COM O AMIGO NERD DELE E SENHOR DOS ANÉIS COM A AMIGA DELA?! É, a gente não pensa muito nessas situações...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As coisas no cinema aconteceram mais rápido dessa vez. Os dois sentaram juntos e ela logo deitou a cabeça no ombro dele. Sam lembra de ter comentado até sobre o vestido das personagens. Quase 3h de filme meu querido, temos que arranjar assunto. E não, ela não achou o máximo o Legolas subindo no cavalo de costas. E sim, Sam quase gritou, mas controlou-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, lá pelas tantas (mais de 1h de filme já - bundas quadradas na poltrona), o melhor casal nerd do cinema desde Han Solo e Princesa Léia aparece na tela: Aragorn e Arwen (uma das míseras quatro personagens mulheres de Senhor dos Anéis, importante lembrar), ele no seu negrume encardido de batalha, ela na sua esplendorosa alvura élfica, trocando juras de amor sob a luz da lua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam sente alguém beijando o seu rosto. (TENSO)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam olha para o lado. (Sim, ela beijou o seu rosto.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela está sorrindo. (Ele também.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela está certa do que ele vai fazer. (Ele, não.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, ele não a decepciona. (E nem a você, caro leitor...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como foi? Bom, com todo respeito... digamos que semanas depois Sam foi assistir o filme de novo, com seus amigos dessa vez. Pra ver o que ele não viu da primeira vez... =)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(e poder gritar pro Legolas!)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi uma tarde maravilhosa. Curiosamente ela acabou com Sam voltando pra casa de carona... com os pais dela! Ele lembra-se até hoje da cara de sua mãe quando chegou em casa: &lt;i&gt;"Ué... na minha época era o homem que levava a menina pra casa..." &lt;/i&gt;Tempos modernos, mãe. Tempos modernos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então foi a vez dela ir viajar. Momento TENSO #1: lembram-se que Sam não curtia muito usar o telefone né? Pois é. Um dia antes dela ir viajar, estavam os dois à noite falando no ICQ (&lt;i&gt;"ô-ou!", &lt;/i&gt;2003, lembra?) e ela pediu se ele ia ligar pra ela no outro dia de manhã pra desejar boa viagem. Afinal, ultimamente era quase sempre ela que ligava. Ele disse que não sabia, mas achava que sim. Ela repetiu a pergunta: &lt;i&gt;"tu VAI me ligar amanhã né?"&lt;/i&gt;. Ele respondeu &lt;i&gt;"sim, vou sim"&lt;/i&gt;, sem muita confiança. Ela então LIGOU para o celular dele, na madrugada, mesmo com os dois falando pela internet e disse: &lt;i&gt;"ok... fico esperando TU me ligar amanhã então..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na manhã seguinte, perto do meio-dia... ela ligou para Sam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alguém não ficou de ligar pra mim hoje?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É... pois é... hehehe...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- (...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- (...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não vai me dizer nada?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uhm... boa viagem? Se cuida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Só isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É... acho que é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ok. Tchau.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Sam tinha uma habilidade incrível de destruir sua própria reputação...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando ela voltou, eles continuaram se falando por telefone e internet. Logo começaram as aulas e Sam foi encontrar-se com ela um dia na saída das suas aulas a tarde. Logo ela fez aniversário e Sam estava lá também. E eles foram passear no shopping um dia. E... só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meninas amadurecem mais rápido que os meninos. Isso é fato. Sam passou, de uma hora para outra, do piá de 14 anos que sabia os 150 Pokémon de cor para um cara de 14 anos que tinha que saber bem mais que isso. Ele tinha trocado de colégio, entrado no ensino médio, caído de cabeça num mundo totalmente novo, onde teria que se adaptar. Enquanto seu irmão corria o recreio inteiro de um lado pro outro, traficando balas por informações, ele sentava-se no murinho cinza do pátio e pensava se tinha ou não uma namorada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só que Sam pensou demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, meio que sem querer, foram alguns dias sem os dois se falarem. Sam não tinha aquela noção de que sim, era importante dar sinal de vida às vezes! Ele era novo? Sim, era. Ele nunca esteve em um relacionamento? Não, nunca esteve. Ele tinha milhares de coisas pra pensar? Sim, tinha. Todo mundo têm. E ele não sabia o que se passava do outro lado, o que ela pensava. Não sabia que enquanto pensava &lt;i&gt;"será que eu devo ligar pra ela?"&lt;/i&gt; ela pensava &lt;i&gt;"será que ele não vai ligar pra mim?"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nem tudo é desculpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, por motivos alheios, certo dia, Sam ficou sem internet. E sem telefone em casa. E sem celular. E de repente, sentiu que TINHA que falar com ela. Mas não tinha como. Mas sabia que era sua obrigação descobrir como fazer isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E claro, Sam pensava demais. Mas não agia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certa tarde, o telefone tocou em sua casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era ela do outro lado da linha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-9121596677730096419?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/9121596677730096419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=9121596677730096419' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/9121596677730096419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/9121596677730096419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2009/12/era-uma-vez-na-8-serie-parte-iv.html' title='Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte IV'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-3510469188146791643</id><published>2009-11-28T14:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T16:57:12.559-08:00</updated><title type='text'>Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;No último post...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"Ela ficou com minha agenda!"&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; era tudo o que vinha na mente de Sam naquele momento. A melhor coincidência que ele poderia pedir de presente aos deuses. Agora, era só questão de marcar um encontro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marcar um encontro. O tipo de expressão que não existe no dicionário de vocábulos de um nerd na 8ª série. O tipo de coisa que faz canelas finas tremerem, corações palpitarem e borboletas voarem no estômago. O tipo de sensação que Sam iria ter que experimentar agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois daquela ligação, eles conversaram quase todo dia. Ela ligava para ele ou ele ligava para ela. E era sempre o mesmo esquema: ele dava um toque no celular dela. Se ela respondia, era porque podia falar. As vezes era ela quem dava o toque e ele respondia. Assim que o toque era respondido, os dois já iam para o lado do telefone fixo em casa, afinal, não há nada mais assustador do que falar com aquele monstro chamado &lt;i&gt;"família"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decidiram ir ao cinema. Então, na primeira terça-feira disponível (pessoas da 8ª série não tem renda fixa, lembrem-se) lá foram eles assistir "Stuart Little 2". Pela escolha do filme, era visto que o último critério na escolha realmente foi a qualidade. Sam não podia ir sozinho. B. Eddy (lembram dele?) foi a escolha mais sensata: era amigo de Sam, era amigo dela, o mundo era colorido e cheio de duendes fofinhos e tudo ia dar certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Sam lembra-se até hoje da cena: prestes a sair da casa do amigo para ir pegar o ônibus e ir ao shopping, Sam pediu se B. Eddy tinha pego tudo, dinheiro, celular, enfim.... B. Eddy voltou para dentro do apartamento e voltou de lá com uma vela nas mãos. Nerds também fazem piada)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E naturalmente, nerds também se atrasam. O filme ia começar em uns 20min e lá estavam os dois, chegando na parada de ônibus para esperar o maldito azulzinho. Sam estava ficando p*** da cara, pensando em quem pôr a culpa e como explicar o atraso para ela, até que o ônibus chegou. Os dois entraram logo. Pensando na cara dela quando visse os dois chegando atrasado, Sam mal percebeu quando uma bela moça de bochechas rosadas e cabelo encaracolado entrou na próxima parada do azulzinho:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi! Tudo bem? (DEUSDOCÉU, ISSO É MUITA COINCIDÊNCIA)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Me atrasei!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pois é, a gente quase! (NÓS TAMBÉM NOS ATRASAMOS, mas claro, você não precisa saber disso...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E ainda nos encontramos no ônibus! Que coisa não?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pois é... Engraçado! (STUART LITTLE 2 vai entrar pra história depois dessa)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minutos depois, estavam os três no cinema. Ela na esquerda, Sam no meio e B. Eddy na direita. Mas não. No momento em que ela deitou a cabeça no ombro dele, estavam só os dois ali. O resto tinha sumido: B. Eddy, o resto do pessoal no cinema, o rato maldito na tela e até o &lt;a href="http://redeglobo.globo.com/Tv_globo/Noticias/foto/0,,18337968-EXH,00.jpg"&gt;Dr. House&lt;/a&gt;. Naquele momento, eram só os dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Engraçado como você pode se perder em um meio a um monte de gente e mesmo assim se sentir seguro se tem por perto a pessoa que precisa. Assim como pode estar no meio de uma multidão e se sentir sozinho se ela não está ali...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabou o filme. Os dois levantam e se dão por conta que não, não estão sozinhos. Ela ajeita o cabelo. Ele volta à terra. B. Eddy pede licença. Eles dão licença. Óbvio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles decidem ir passear no shopping um pouco. Mais uma cena icônica então acontece, que permanece na mente (e nas histórias de mesa de bar) de Sam até hoje: ele e ela andando juntinhos - sem mãos dadas e sem abraço, mas juntinhos - e B. Eddy, alguns passos na frente, andando e lendo um Scientific American, totalmente em outro mundo. Nerd é nerd não importa o ambiente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de muitos papos e sorrisos, momento Teletubbies: é hora de dar tchau. Os pais dela ligam e avisam que tão vindo (é, Sam convive com isso faz teeeeempo...). Eles então resolvem se despedir antes que os pais dela cheguem. Segurança em primeiro lugar. Vão para a saída da Renner, onde os pais dela estavam se dirigindo. B. Eddy dá tchau e sai na frente em direção a parada de ônibus...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(DETALHE: os dois podiam ter se despedido dentro do shopping e ter ido cada um pro seu lado lá mesmo, ao invés de ir ATÉ a Renner para depois ir ATÉ o Carrefour pegar o ônibus, totalmente do outro lado. Mas a gente não pensa muito nessas situações mesmo...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;...enquanto Sam ficava se despedindo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Taquicardia. Gastrite. Pernas tremendo. Eles se abraçaram:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sabe... - ele disse - ...eu consigo sentir teu coração batendo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, eu também sinto o teu - ela respondeu - e tá bem acelerado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- (...) &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- (...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Posso te pedir uma coisa? - Sam perguntou inocentemente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim - disse ela&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A gente... "ficou"?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela olhou para ele e sorriu. Talvez pela sua inocência, talvez pela sua burrice mesmo, talvez por que ele tava tentando manter um sorriso amarelo na cara, meio que prevendo uma resposta desagradável da sua pergunta estúpida. Eles passaram o dia inteiro juntos, se gostavam muito, sentiam o coração um do outro bater a distância, mas claro, faltou "aquele" detalhe. Ela então respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, a gente não ficou. Mas foi bom! - e sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ahhh... - Sam não sabia o que fazer. Fez o mais sensato - Também gostei. Vou indo. Teus pais devem tá chegando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, sim. A gente se fala?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, a gente se fala. - beijou o rosto dela e saiu - Tchau.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam sentia-se o maior loser da história. E talvez, naquele momento, ele realmente fosse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-3510469188146791643?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/3510469188146791643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=3510469188146791643' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3510469188146791643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/3510469188146791643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2009/11/era-uma-vez-na-8-serie-parte-iii.html' title='Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte III'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-9130669650377398790</id><published>2009-11-08T12:56:00.000-08:00</published><updated>2009-11-08T13:51:13.773-08:00</updated><title type='text'>Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;No último post...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam havia enviado todas as letras de música que havia escrito para a última pessoa que ele queria que as lesse. Na verdade, ele queria muito que ela soubesse de certas coisas, mas não sabia como dizer aquilo. E as músicas desempenhavam esse papel de modo perfeito: falavam tudo sem que Sam precisasse abrir a boca para nada. E no meio daquelas canções estava aquela, na qual ele se declarava pra ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E lá estavam os dois. Sam olhou para ela e perguntou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E então... leu as letras que eu te enviei?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela olhou para ele, sorriu e respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, não li! Não deu tempo! Eu nem consegui olhar o meu e-mail hoje. Mas hoje de noite quando eu chegar em casa de repente eu olho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam passou por todo o espectro de cores: amarelo, vermelho, roxo e degradê. Depois de respirar fundo, enfim respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah... tudo bem! Daí depois tu me fala o que achou - e sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite continuou ótima. A janta estava boa, o spaghetti com molho branco estava delicioso. Depois de uma sessão de guerra de almofadas na salinha da TV ao som de Bad Religion - 8ª série, lembra? - resolveram assistir alguns filmes. Sam pediu &lt;b&gt;PORFAVOR&lt;/b&gt; para pegarem filmes variados e não de temas parecidos, como filmes de carro por exemplo. Foram locados dois lançamentos da época: &lt;i&gt;"60 Segundos"&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;"Velozes e Furiosos"&lt;/i&gt;. 2002 foi um ano realmente difícil para o cinema nerd.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao fim da noite, cada um foi pra sua casa. Cada fim de encontro naquele fim de ano era uma despedida, já que quase ninguém ia pra aula (e todos ali não eram do tipo que precisava de nota) e quase todos já estavam com seu destino decidido em 2003. A grande maioria ia mudar de colégio, mas era algo como 10 pessoas que continuariam sendo colegas no ensino médio e Sam indo sozinho para outro colégio, onde não conhecia ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, no outro dia, 7h30 da manhã, Sam estava na sala de aula. Quando ela chegou, ele se lembrou porque tinha acordado cedo aquele dia. Ela estava com aquele sorriso de quem sabia demais, o mesmo do dia anterior. Mas agora parecia REALMENTE que ela sabia de algo a mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Oi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E então... leu as letras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eeeeeee...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- ...e a gente precisa conversar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- (Sam degradê MODE ON) Uhm... ótimo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os três primeiros períodos foram os maiores da vida de Sam. Aqueles 150 minutos pareciam que não iam acabar nunca. Então, finalmente, 10h. Recreio. Ele olhou para ela: &lt;i&gt;"vamos aonde?"&lt;/i&gt;. Ela respondeu:&lt;i&gt; "Biblioteca, pode ser?"&lt;/i&gt;. Ótimo. Excelente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A biblioteca estava vazia. Se ela já era um deserto durante o ano, no fim do ano era quase um cenário pós-apocalíptico. Os dois sentaram na mesa mais longe da porta para ninguém escutar. Corpo inclinado pra frente, cotovelos apoiados nas pernas, mãos segurando o queixo. Ela começou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então. Eu li o que tu me mandou. E preciso te pedir uma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim. Peça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uhm... tu... tá gostando de alguém?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uhm... sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E... esse alguém... sou eu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uhmmm... &lt;i&gt;(a gastrite de Sam começou aí)&lt;/i&gt;... Sim, é tu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha... que bom. Porque eu também gosto de ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A 8ª série de repente era o máximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles provavelmente gazearam o último período e ficaram lá embaixo, no pátio, juntos. Conversando, se olhando, curtindo os silêncios e os suspiros. Aquilo não era nada perto do que eles podiam conseguir juntos, mas já era o suficiente praquele momento. No final da aula, perto do meio-dia, os dois foram para o portão do colégio. Sentados lá, ela começou a folhear a agenda dele, para ver o que Sam tinha escrito nos últimos dias. Tinham mais alguns alunos junto com eles (alunos do tipo que precisavam de nota no fim do ano) e o clima de férias já rolava solto. E então, no horário de sempre, a mãe dela chegou para buscá-la.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela deu tchau para ele, o abraçou (importante ressaltar, foi &lt;b&gt;"Ô"&lt;/b&gt; abraço, daqueles que todo mundo sabe que já recebeu um de alguém especial) e foi embora. Sam ficou ali mais alguns minutos e resolveu ir embora. Começou a ajeitar suas coisas. Sua mochila estava aberta. Ele tinha aberto antes para pegar alguma coisa para mostrar para ela. Tentou se lembrar o que era, quando deu falta de alguma coisa. Ela tinha levado a...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- MINHA AGENDA! Ela levou a minha agenda! De novo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E isso é ruim? - perguntou um colega dele que estava perto - Tipo, tá acabando o ano já, tu não vai precisar mais dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se isso é ruim? Não, isso é bom! Isso É ÓTIMO! Agora eu preciso ver ela pra pegar a minha agenda de volta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam estava adorando aquela situação toda, até que se lembrou que não tinha mais garantia de ver ela. Tinha ido para a aula naquela manhã porque sabia com certeza que ela ia, mas não sabia mais se ela ia no colégio e ele mesmo não sabia se continuaria indo. Só sabia que tinha que passar em algum dia dali a um tempo pegar o boletim. Mas não tinha idéia de como falar com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi para casa pensando no assunto. Pensando MUITO no assunto. Chegou em casa, largou as coisas em cima da cama, como sempre, tirou o uniforme do colégio e almoçou. Jogou-se no sofá e ligou na MTV. Curtiu o ócio por alguns momentos, não viu nada de interessante na TV e ligou o computador para entrar na internet. Quando estava pronto para conectar, o telefone tocou. &lt;i&gt;"É a última ligação da tarde"&lt;/i&gt;, disse pra si mesmo, já que com a internet discada (2002, lembra?) o telefone ia ficar ocupado a tarde toda. Atendeu meio a contragosto:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Alô?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz suave e agradável do outro lado respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu... acho que fiquei com a tua agenda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam sorriu. Ela também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-9130669650377398790?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/9130669650377398790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=9130669650377398790' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/9130669650377398790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/9130669650377398790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2009/11/era-uma-vez-na-8-serie-parte-ii.html' title='Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte II'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-4895286882955695764</id><published>2009-10-31T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-31T11:47:35.003-07:00</updated><title type='text'>Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Senta aí que o titio Cometa vai contar uma história.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E ela começa mais ou menos assim...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era primavera, provavelmente setembro ou outubro de 2002. As flores desabrochavam, os pintassilgos cantavam e os nerds iam bem nas provas. A 8ª série estava mais divertida do que nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam e seu grande amigo Big Eddy (que chamaremos daqui pra frente de B. Eddy) sentavam nas duas primeiras classes da segunda fila vindo da janela. Sempre bem nas notas, jogando videogame nos fins de semana e mantendo seus pobrezinhos corações longe de qualquer paixão, os dois nerds viviam felizes. Eles, seus Gameboys e suas cartas de Magic.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, era primavera. E com ela vinha o pólen, os jardins floridos... e os feromônios. E foi assim que uma série de paixões se sucedeu, naquela primavera de 2002, mudando a vida dos nossos personagens... para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1- Skid Row e Symphony X&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam e B. Eddy sentavam ao lado de um colega cabeludo e estranho que tocava baixo. A coisa mais rock and roll que os dois escutavam na época era Linkin Park e Limp Bizkit. Era o auge do new metal e os dois não tinham muita culpa: Sam passava o dia inteiro assistindo MTV e B. Eddy tinha o dinheiro para comprar os CDs que Sam sugeria, logo, era isso que eles escutavam e ponto final. Sam ainda tinha recentemente comprado o primeiro CD do Gorillaz, mas porque era desenho animado, e a esta altura, assim como todos os seus semelhantes, os dois já deviam ter o CD com a trilha sonora do Pokémon. Ah, e os dois ouviam Nirvana. Eca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi quando o colega que sentava ao lado deles sugeriu outras bandas para eles escutarem. Os dois já conheciam por cima algo de Led Zeppelin, AC/DC, Ramones, mas não tinham se puxado para aprender ainda. Então de repente foram questionados: "&lt;i&gt;vocês já ouviram Skid Row e Symphony X"?&lt;/i&gt; Os dois não conheciam direito (Sam disse que já tinha ouvido falar, mas Sam mentia muito) e foram atrás. E o mais impressionante foi que os dois gostaram. E melhor ainda: Sam se apaixonou pelo metal progressivo do Symphony X, enquanto B. Eddy adorou o hard rock do Skid Row. Hoje é exatamente o contrário, o que é engraçado. Mas o importante é que ali tinha sido plantada a sementinha do rock and roll nos dois. Os dois meninos, que sabiam imitar direitinho o Mike Shinoda e o Chester Bennington do Linkin Park, finalmente estavam ouvindo algo decente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais ou menos nessa época também, uma outra banda surgiu na vida de Sam. Foi assistindo a reprise de um VMA (eu já disse que ele passava o dia inteiro vendo MTV?) que ele viu a banda que seria modelo de vida para ele. A música pesada. A postura nerd. As roupas. Aquele W enorme no fundo, com jatos de fogo cortando o palco. E, acima de tudo, o detalhe que fez Sam se identificar com aqueles quatro meninos em cima do palco de uma maneira nunca antes vista...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles usavam óculos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim que Sam começou a ouvir Weezer (calculem o efeito &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=POVxlMGTo28"&gt;disso&lt;/a&gt; na cabeça de um menino de 14 anos. Foi &lt;i&gt;&lt;b&gt;FODA!&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, a vida na 8ª série não é só rosas. Há provas, colegas chatos, aulas de educação física, e claro... há as trocas de lugares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2- Meninas? BUUUUUU!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim que aconteceu: em um certo dia, numa manhã de quinta ou sexta, não importa, uma professora conselheira resolveu trocar a turma de lugar. E Sam saiu da primeira classe e foi parar na última, na segunda fila vindo da parede. Simplesmente inverteram totalmente a sua posição na sala. E Sam foi parar em meio a um monte de... meninas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam não sabe em que momento que aconteceu, mas quando viu, estava se dando bem com as meninas. Especialmente aquela mocinha do seu lado, de cabelos encaracolados e pele branquinha (mas que corava quando ficava envergonhada ou ria demais). E os seus olhos. Ah... quão belos eram! Mas claro, Sam não sabia que pensava em tudo aquilo quando via ela. Para Sam, era só uma menina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez... tenha sido quando Sam escreveu um texto enorme pra aula de literatura. Isso, acho que foi. Enquanto muitos penaram para preencher uma página, Sam tinha escrito cinco ou seis páginas com uma história que envolvia uma festa de formatura, um assassinato e letras do Green Day e do Guns And Roses. Ele era maluco. Ficou realmente empolgado com a história, queria que todos da sala a escutassem, mas tinha vergonha de ler ela. Foi aí que a menina ao seu lado disse &lt;i&gt;"deixa que eu leio"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Na verdade ela disse: "Ah é, tu não vai ler? Então daqui que eu leio!" - e arrancou o caderno da mão de Sam. Ele sempre gostou de meninas de fibra, não adianta...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, ela elogiu Sam pela sua escrita. Sam gostou da agenda dela. Ela disse que tinha uma agenda nova todo ano. Sam começou a perceber que agendas eram algo importante. Ele se apresentou: "Meu nome é Sam". Ela também: "Meu nome é Bárbara". =)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas claro, Sam tinha outras amigas meninas, que ele conhecia há mais tempo. Havia uma certa galera rock and roll dentro da turma que ouvia Ramones. MUITO Ramones. Sam ainda não estava nesse nível de punk (ele ouvia Green Day) mas gostava daquela coisa toda barulhenta e do it yourself. Foi quando uma das meninas sugeriu &lt;i&gt;"Tu gosta de escrever? Já tentou escrever músicas?".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo foi o início de uma nova aventura para Sam. Rimas, melodia, música, como ele nunca pensou nisso antes?! Sam começou a compor letras (ou o quer que fossem aquelas rimas estranhas que ele fazia) diariamente, em todo lugar, em cima de qualquer idéia. Logo, eram cadernos espalhados pelo quarto, na cabeceira da cama, sempre acompanhados de uma caneta para o momento em que a inspiração viesse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E claro, Sam as vezes pensava nela. E escrevia sobre isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3- Festinha na Cobertura&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam começou a ter um grande repertório de letras. Algumas mais melosas, outras não, mas tudo girando em torno de música, festa e garotas. Ele estava escrevendo rock and roll poxa, não tinha como fugir disso. Muitas delas surgiam em rascunhos que acabavam por tomar um destino qualquer, como a parte de cima da estante, a parte de baixo da cama, ou a parte interna da pasta de Sam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam havia escrito uma "música" na qual declarava a sua paixão a uma "musa inspiradora". E essa canção foi uma das que foi parar dentro de sua mochila. Então, numa bela aula de geografia do fim do ano, daquelas em que tem apenas cinco alunos e a professora na sala de aula, a "musa inspiradora" resolveu mexer na pasta de Sam, já que ninguém tinha nada para fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Medo. Muito medo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam não sabia o que fazer! Ela ia descobrir tudo! Vai que ela gostasse dele também e eles acabassem tendo um final realmente feliz?! Isso não podia acontecer! Ele tinha que esconder aquela letra de alguma maneira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Já perceberam que ao invés de fazer a coisa mais fácil, a gente vai sempre pelo caminho mais díficil, só pra fazer um drama todo e voltar ao início? Pensem nisso...)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam então arrancou a pasta da mão dela, catou a letra lá dentro, a amassou e devolveu a pasta. Ela pediu "&lt;i&gt;o que tu separou aí?"&lt;/i&gt; e ele &lt;i&gt;"nada... só... algo"&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;"Algo que pode mudar a nossa relação pra sempre"&lt;/i&gt;, Sam devia ter pensado. Bocó.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela olhou as letras dele e achou o máximo. Ok, ela pode ter sido educada, mas ela realmente gostou. Ela pediu para Sam mandar as letras dele para ela, assim ela poderia ler todas. &lt;i&gt;"Todas as letras?"&lt;/i&gt; pediu Sam. &lt;i&gt;"Sim"&lt;/i&gt; disse ela. &lt;i&gt;"Todas as letras."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam passou aquela tarde trancado em casa digitando todas as letras que só possuía escritas a mão e revisando as que já estavam digitadas no computador. Colocou um comentário ao lado de cada uma delas, explicando o porque da canção, a idéia atrás dela, a inspiração e detalhes assim. Quando acabou todas, só faltava uma a ser colocada no arquivo: &lt;i&gt;"aquela"&lt;/i&gt; canção, na qual ele se declarava para ela. Deveria ele colocar? Não seria arriscado demais? O que ele deveria fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O combinado foi que Sam iria escrever todas e mandar para ela por e-mail. A noite eles iriam se encontrar na casa de um amigo em comum que tinha uma cobertura com piscina (bons tempos de 8ª série). Eles iam jantar, conversar e assistir filmes, só a turminha dos mais chegados. B. Eddy também estaria lá. E ela estava com a agenda de Sam, que acabou levando para casa para escrever e fazer desenhos, mais ou menos como na agenda dela. Lembra que Sam descobriu que agendas eram importantes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele pôs a letra no arquivo. Na última página. Como se fosse para ela não ser lida nunca. E como comentário, não pôs nada, apenas escreveu &lt;i&gt;"essa é a letra que eu não te mostrei hoje de manhã, não sei porque..."&lt;/i&gt; e deixou assim. Enviou por e-mail para ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite enfim chegou. Eles se encontraram na casa do amigo em comum. B. Eddy logo chegou com o CD novo do Weezer que tinha sido acabado de lançar e que comprou naquela tarde, o "Maladroit", que Sam prontamente surrupiou para pôr no CD Player e logo preencher o ambiente com rock and roll nerd. Então, de repente, ela chegou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sam corou. Lá estava ela, lindíssima, com sua agenda embaixo do braço. Ele a cumprimentou, timidamente. Era como se mesmo com a sua camiseta nova do Led Zeppelin estivesse nu, como se ela pudesse enxergar através dele. Poxa, ela havia acabado de ler todas as suas anotações mais íntimas dos últimos tempos, ela realmente PODIA enxergar através dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela olhou para ele com aqueles olhos de quem sabia demais. Será que ela havia lido o que ele escreveu? Será que ela já sabia de tudo? O que será que ela pensava dele? Sam era só dúvidas naquele momento. Então, na primeira chance que teve em que ficaram juntos, sem muita gente por perto, Sam resolveu perguntar. Era agora ou nunca:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E então... leu as letras que eu te enviei?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela olhou para ele, sorriu e respondeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Continua...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-4895286882955695764?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/4895286882955695764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=4895286882955695764' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4895286882955695764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/4895286882955695764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2009/10/era-uma-vez-na-8-serie.html' title='Era Uma Vez, na 8ª série... - Parte I'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-8137205518913688478</id><published>2009-10-19T17:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-24T20:40:42.695-07:00</updated><title type='text'>Paulicéia Desvairada - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Sabe né... Kill Bill 2 não é nada sem Kill Bill 1. Então leia o texto anterior antes de ler esse, ok?)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sozinhos em São Paulo, na sexta-feira a noite, sem (muita) grana, com fome e longe de casa. Comofas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de alguns segundos de dúvida, resolvemos ir comprar algo no mercado e ir pra casa. Paramos em um mercado da rede Extra, do tipo grande e cheio de gente. Inclusive, esse monte de gente incluía um cachorro querendo entrar no mercado. Devíamos ter parado por aí. Mas somos caxienses e não desistimos nunca!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de sofrermos com os preços da sessão de doces, fomos para a sessão de frios. Pensamos no básico: um pacote de pão de forma, presunto, queijo e já eras. Só que tínhamos que comer tudo no dia, já que não teríamos como guardar. Optamos por cada um pegar o que quisesse. A Gabi e a Liange pegaram Cup Noodles, eu e a Raquel pegamos sanduíches frios e a maldição sírio-libanesa: um pão que certamente, se o diabo amassou, não quis comer depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Na fila do supermercado, eu e a Raquel prontos para sermos atendidos, um tiozinho baixinho, gordinho e careca de terno pede se a gente não quer passar antes na fila. Como estávamos esperando a Liange e a Gabi ainda, falamos que não tínhamos pressa, ele podia ir antes. Ao que ele fala: "Eu também não tenho pressa. Aliás, não sei pra que pressa, se no final o destino de todo mundo é a morte mesmo". Medo. Esqueci de olhar o obituário do jornal dominical pra ver se ele não tava lá)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era a coisa mais sem gosto do mundo. Sério. O tiozinho poderia ter cometido suicídio com um daqueles malditos pãezinhos. Uma hora depois fomos descobrir, graças a Liange, a especialista em pães da galera (ela que decifrou o sanduíche do vôo de vinda), que aquele pão era pra ser comido com misturas e tals, não puro. Não salvou a nossa breve indignação com ele. Aquecemos ele no microondas da recepção do hotel e nos sobrecarregamos de mostarda, ketchup e maionese para ver se aquela coisa criava algum gosto. Compramos um pacote de bolacha integral de trigo para acompanhar (ou para substituir os pães, caso eles não tivessem gosto).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acabei comendo três dos quatro pães sem gosto que comprei. A refeição foi complementada pelas bolachas integrais de trigo e uma Heineken que àquela altura já tava quente. Ficamos os quatro no quarto, cara amarrada, assistindo "Meninas Malvadas" na TV. Me senti mal. Eu conhecia todas as cenas, inclusive a hora da coreografia que eles davam um tapa na coxa. E olha que eu só assisti aquele filme poucas vezes. Umas três ou... esquece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sexta a noite, em plena São Paulo, comendo três derivados de trigo. Se deu bem, hein campeão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decidimos que o sábado seria mais tranquilo. Começaria mais tranquilo, pelo menos. Tomamos café no hotel, nos empanturramos de pedaços de bolo, encontramos alguns gaúchos reclamando que não tinha água quente pro chimarrão e surrupiamos algumas maçãs para guardar para mais tarde. Somos jovens, podemos fazer esse tipo de coisa. Depois de praticamente almoçar, fomos em direção ao Pixel Show, o motivo pelo qual fizemos a viagem toda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Metrô pego, chegamos no fim da linha. E andamos. E andamos. E andamos. E tinha morro. E eu só conseguia pensar que no domingo a gente teria que ir para lá com as malas. Mas tudo bem. O destino seria valioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi. Eu adoro esse tipo de convenção maluca porque é um lugar onde posso ver gente tão ou mais estranha que eu, vestindo-se de forma tão ou mais estranha do que eu. Isso aconteceu no Anime Extreme que eu tinha ido em Porto Alegre, esse ano ainda (eu acho). Coincidentemente, uma das pessoas que esperávamos encontrar por lá era justamente o Felipi, que também estava no Anime Extreme e que eu já tinha reencontrado em outras ocasiões porque ele foi colega da Celli. Ele tinha ido lá convidado pela Gabi, que já conhecia ele do trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Eu encontrar o Felipi lá, aliado ao fato da Raquel conhecer todas as pessoas de Farroupilha que eu conheço e a Liange conhecer o Renato, vocalista da minha banda, me fez crer que mesmo em São Paulo, Caxias me persegue. O mundo é realmente pequeno. E estou sendo perseguido... Õ.o)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não convém muito eu falar das palestras e do evento aqui. Os estandes de vendas eram o máximo, com painéis com idéias super criativas, principalmente para camisetas. Havia um grande quadro branco e um logo da MTV para serem cobertos de desenhos e uma loja de art decó que tinha um baú-banco com a cara do Mac e do Eduardo da Mansão Foster. Coisas que deixam a casa de qualquer um ultra-cool e modernosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palestras também foram o máximo. São Paulo é outro mundo, com outras cabeças. Volta e meia eu me pegava pensando em algo do tipo "nossa, eu queria muito ter um Photoshop agora, nesse momento". Isso NUNCA acontece! Sem contar a minha inveja de todas as pessoas com notebooks e iPhones, que twittavam do lugar, já que tinha internet wireless liberada. Inveja, maldita inveja. Maldita inclusão digital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, tivemos a palestra com a maravilhosa, belíssima e sensual Molly Crabapple. Ok, nem tanto assim, mas ela é o máximo. A palestra tinha até tradução simultânea, mas eu deixei os fones de lado em função dos meus ouvidos e fiquei realmente feliz que entendia as piadas antes. O importante da coisa toda porém, foi a Escola de Anti-Arte do Dr. Sketchy's, a qual eu comento depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da palestra dela tivemos uma palestra com o pessoal da Digital Domain. Pra mim, valeu pra ver o Spock e o Kirk, já que foi a empresa que fez os efeitos especiais do último filme. Pra muita gente, valeu pela apresentação dos efeitos especiais do Benjamin Button, que renderam um Oscar a empresa. E pra mulherada, valeu para ver David Rosenbaum, o cara que deu a palestra, que segundo o que foi comentado, era um "gatinho". Considerando que a maioria dos homens lá presentes eram nerds gordos, orientais depravados ou simplesmente paulistas, não me admiro com tamanha admiração pela designer gringo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois, tivemos uma sessão Anti-Arte do Dr. Sketchy's. Pra quem não entendeu porra nenhuma do que eu tô falando, isso funciona mais ou menos assim: sabe aquelas aulas de desenho que a gente normalmente vê em filme gringo, em que as pessoas ficam desenhando alguém nu parado no meio da sala? Pois é. É mais ou menos assim. Só que a pessoa não fica parada: ela fica fazendo poses variadas, provocativas. E ela não está nua: ela normalmente está vestida como uma dançarina de cabaré ou algo mais sexy. E claro há o terceiro elemento primordial: álcool.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, estávamos todos ao redor de salgadinhos e puffs coloridos, tomando drinks com whisky e energético deliciosamente distribuídos de graça, desenhando uma modelo vestida de Mulher-Gato que pouco a pouco capturava alguém da platéia e parava em uma pose provocativa, instigando todos a desenhar. Dança burlesca + desenho + álcool: isso é a Escola de Anti-Arte do Dr. Sketchy's. Sério. Foi o máximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;No banheiro do Pixel Show, 21h30min&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"- Oi amor! (sotaque paulista MODE ON). Sou eu! Então... acabô de terminar os sorteios dos brindes. Eu vou ficar aqui mais um pouco conversando com o pessoal... Eu te pego na casa da tua tia depois? Não amor, não fica braba... Não... Tem um pessoal super bacana aqui, eles tão servindo uns drinks, a gente vai conversar um pouco... não amor, não desliga! Amor... amor... Ai, saco... (Tuuuuuuuuuu...) Oi amor! Então... Eu vou ficar mais um pouco aqui, tem uma americana aqui que eu quero falar com ela. Uma inglesa, isso. Eu quero falar com ela. Posso passar que horas aí? 22h? Tá, tudo bem, 22h eu passo aí. Não fica braba. 'Cê sabe que pode confiar em mim. 22h combinado então? Tá certo. Derepenteeumeatrasetá? Beijinho! 'Cê sabe que eu te amo!"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saímos de lá e fomos pra casa de carona, com a intenção de sair mais tarde. Era sábado ou nunca. Largamos as coisas, trocamos de roupa e se bandeamo pra Augusta. De metrô. As 22h e pouco. Mas como eu disse, era agora ou nunca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi bom pra caramba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Augusta é o celeiro jovem da noite paulistana. E quando eu digo celeiro, imagine algo do tipo &lt;i&gt;"festa estranha com gente esquisita"&lt;/i&gt;. E isso só na rua! A gente acabou não entrando em barzinho nenhum, afinal, estávamos atrás de algum lugar pra comer (perceberam que as nossas escolhas sempre envolvem comida?). Depois de muito andar e observar, achamos uma pizzaria com um lugarzinho guardado a dedo pra nós e um DVD do Queen rodando como trilha sonora perfeita. Só faltou a Polar que a gente pediu só pra sacanear o garçom, o que fez ele achar que a gente era catarinense ¬¬''. Mas tudo bem. Como diria a Lili, não tinha juízo, tomei Bohemia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Um pequeno e indignado parentêses: São Paulo tem muuuuuuuuuuuuuito GAY! Nada contra, mas do jeito que eles falam do Rio Grande do Sul, eles tinham que se enxergar primeiro! Era comum nos barzinhos da Augusta ver os casaizinhos super bem vestidos e descolados, um olhando fundo no olho um do outro, super concentrados no que o outro tá falando, super íntimos! E o pior: NÃO TAVAM NEM BEBENDO! Claro, a gente tava na Augusta, onde todos pegam todos, tinha muita guria junta de mão dada também, mas enfim: paulistas, não tirem sarro da gente. Nós temos Pelotas mas vocês tem Campinas, não esqueçam.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pizza devorada, voltamos pra casa com um taxista de Poços de Caldas que não, não fica em São Paulo. Apesar de tudo, ele era um grande conhecedor do vinho gaúcho. E foi aí que percebemos que todo não-gaúcho em geral gosta de ter e de contar uma pequena relação com o RS, seja o garçom que trabalhou um mês em Flores da Cunha ou a moça no metrô que nasceu em Caxias do Sul e tem os tios espalhados por todo o estado, mas mora em SP. Eles enxergam o povo gaúcho como trabalhador. Como eu tava lá pra provar o contrário, seguimos viagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Última noite no hotel, montamos as malas (ou melhor, enfiamos do jeito que deu - o pobre Yoshi ficou perpétuamente encaixotado até chegar em Caxias) e fomos deitar. Era um dia longo que vinha pela frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No domingo pela manhã, fizemos o check-out e renegamos o café do hotel, saindo em busca do café do tiozinho dos salgadões baratos de dois dias antes. Tava fechado =/. Andamos um pouco até catar a Cafeteria Camila, que tinha alguns dos doces mais baratos que já vi na vida! Sério! Sério mesmo! Ok, não lembro os preços, mas era bom pra caramba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente, paulistas empolgados com o fato de sermos gaúchos. Tiramos fotos com eles também. E descobrimos um fato engraçado: lá eles tem como gíria "explicar pra nordestino" quando querem contar algo detalhado, difícil de entender. Mais ou menos como este blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fomos para o Pixel com as nossas malas. Medo. Sofremos com o morro e as malas virando a cada instante, mas enfim chegamos. Vimos mais algumas palestras fodas e saímos para almoçar. Visitamos o MASP (eu, em especial, visitei a Feira de Antiguidades embaixo do MASP e a Feira de Artesanato do outro lado da rua - o MASP em si ficou pra próxima). Inclusive, na Feira de Antiguidades tinha um colete meio indígena com os bolsos detalhados em tigrado e o emblema da Harley-Davidson nas costas pelo qual eu fiquei realmente tentado, mas... ficou pra próxima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Almoçamos no Bob's (&lt;i&gt;"pediram Triplooooo X"&lt;/i&gt;), um verdadeiro fast-food, já que a comida veio em menos de cinco minutos e saindo de lá fomos pra Casa de Criadores, um espaço brechó-chic localizado perto do MASP. Foi lá que finalmente encontrei os coletes que queria, ao simbólico preço de R$ 70,00. BRECHÓ-O-CARALEO. Olhamos os cachorrinhos fofíssimos para adoção, reclamamos do cheiro deles, demos dinheiro pra dois artistas de rua (o cara tocava bateria e gaita de boca, mereceu meus R$ 0,30) e voltamos ao Pixel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pegamos a palestra no fim mas o lanche do início e, tenho que dizer, era o melhor lanche pra esse tipo de evento em que você tem que ficar acordado: salgadinho barato, barras de cereais variadas e muito, mas muito Red Bull. Nunca prestei tanta atenção em algo. E tudo de graça, claro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A última palestra do dia foi com os portugueses da Musa Worklab, que fizeram duas piadinhas comprovando que português não serve só como alvo de gozação. Depois de alguns sorteios de mais alguns prêmios fodas e caríssimos (como eu ganhei alguns adesivos e porta-copos no primeiro dia, não concorri a mais nada no segundo ¬¬''), foi dado por encerrado o Pixel Show. Foi aí que informaram que o mesmo evento ocorrerá no primeiro semestre do ano que vem em Porto Alegre. Um grupo de cinco fiasquentos ergueu os braços e gritou no meio da galera toda. Adivinha quem eram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evento terminado, despedidas feitas, tínhamos que ir pro aeroporto. E agora, comofas? Metrô com as malas não dava e ainda tinha chance de atrasar a gente. O jeito era táxi. Consultamos um taxista que tava perto e ele disse que ia dar em torno de R$ 50,00. Surtamos. Resolvemos pedir outra opinião. Foi aí que enxergamos um táxi com uma mulher no volante...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Saaaaammmm... vai lá... usa o teu charme com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu? Mas vou dizer o quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pede quanto que demora e quanto que custa pra ir até lá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E não esquece de dizer "boa noite" quando for falar com ela. Seja educado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim! Vocês querem que eu mostre o decote da minha blusa também?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, eu não tava de decote. Mas teria sido engraçado. Cheguei na janela do carro e vi que a motorista tava digitando algo no celular. Foi mais ou menos isso que aconteceu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Uhmmm... Boa noite...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!! - celular sai voando da mão dela - que susto que 'cê me deu moço!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Desculpa!!!!! Quer dizer... Uhmmmm... perdão, moça. Eu queria saber quanto que custa pra ir daqui até o aeroporto de Congonhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Daqui até Congonhas? Uns R$ 32, por aí eu acho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- SÓ?!!!! Uhmmmm, quer dizer... só?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, sim. Acabei de vim de lá, dá uns 20 minutinhos, vai dar por aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi assim que adentramos no táxi da dona Walkyria, a taxista mais afudê de SP. Ao longo de poucos mais de uns 10min, não sei, foi tudo muito rápido, aprendemos mais sobre São Paulo do quem em três dias. Talvez tenha sido pela ênfase que foi dada aos assuntos (ela repetia tudo três vezes e sempre terminava com &lt;i&gt;"entendeu?"&lt;/i&gt; e aí de quem não tivesse entendido!), mas depois da viagem com dona Walkyria, descobrimos que São Paulo é a cidade das tretas, mas os moradores não se importam se cada um fizer sua treta dentro do seu próprio táxi. Descobrimos que o trânsito se cria porque tem um espacinho pra andar e as pessoas não andam!!! Ficamos sabendo que a melhor maneira de xingar alguém no trânsito de SP é mostrando o dedo indicador, não o do meio, porque o indicador não incomoda. E se quiser incomodar, mostra a canetinha, porque é mais fininha e incomoda mais! E acima de tudo, descobrimos a lição mais valiosa de todas, que foi imortalizada pela Liange no recadinho que ela deu pra gente no avião depois e que foi guardado por todos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Vocês vê, nessa cidade todo mundo quer correr... quer chegar antes dos outros... mas pra que pressa? Se todo mundo for na mesma velocidade, todo mundo chega! Mas não adianta tem uns que querem sempre passar na frente dos outros... Esses motoqueiro idiota aí. As vezes eles passam e a gente pára, daí eles não vão parar embaixo dos pneu do táxi... &lt;i&gt;&lt;b&gt;Mas as vezes o breque não funciona...&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; 'cê entendeu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendemos, dona Walkyria. E vamos levar pelo resto da vida. A lição e o desconto de dois reais que você deu, só pra ficar os R$ 32,00 que você tinha prometido. Desculpa. A gente não tinha muita grana mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Check-in feito. Malas despachadas. Última ida ao banheiro. Detector de metais. Lázaro Ramos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Vocês realmente não acham que a gente ficou quatro dias em SP sem encontrar ninguém famoso né?)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só vi quando a Gabi olhou pra trás meio surtando e disse apontando pra um cara de costas que ia mais pra frente "ÉOLÁZARORAMOS!". Entramos numa livraria pra disfarçar que não estávamos indo atrás dele (engraçado, ele que é o famoso e a gente que disfarça...) mas logo o vimos comprando pão de queijo. E em todo lugar que o pobre coitado parava, alguém parava ele pra tirar foto... Tadinho. Era óbvio que a gente ia fazer o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abordamos ele no meio do caminho. Fui eu que tirei a foto, por isso não apareci nela e não foi nem na minha câmera, por isso não tenho ela aqui, mas digamos que foi mais ou menos assim que a foto ficou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;=)&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;  &lt;/span&gt;xD&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;=|&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;:D&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Raquel - Gabi - Lázaro - Liange)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sério... pelo sorriso amarelo que ele deu, ser famoso deve ser um saco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo chegou a hora de ir pro avião e voltar pra casa. As coisas vão ficando mais rápidas a medida que a viagem tá acabando. Quando eu percebi, já estávamos no ar e o serviço de bordo já tava sendo realizado. Na hora de aceitar a bebida, aquela dúvida: será que peço cerveja? Tínhamos conversado antes sobre isso e a Li disse que, nas alturas, as drogas tem efeitos mais pesados. Mas quando que eu ia poder fazer isso de novo! Na hora de falar com o garçom, pedi pra ela novamente:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tu acha perigoso eu pedir cerveja?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não sei... mas pede... tô curiosa pra saber o que pode acontecer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha Sol e Xingú. Peguei a última, claro. A janta da volta era Festival de Hamburgueres. Cerveja preta e hamburguer nas alturas. Sério. Certas coisas TEM que ser feitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só sei que falei MUITO com a Raquel na volta, como sempre acontece quando bebo. Eu falo, falo e falo (inclusive ela já tinha percebido isso na noite de sábado no Pixel: &lt;i&gt;"Cara, tu fica muito mais legal quando tu bebe! Mantenha-se assim!"&lt;/i&gt;). Falei de músicas, bandas, lugares que já toquei, enfim... É como se eu pegasse o Cometa Diário e enfiasse pelo ouvido de alguém até chegar no cérebro. Ninguém nunca mais vai voar do meu lado depois disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porto Alegre estava chuvosa. Malas encontradas, fomos pro estacionamento, onde o pai da Gabi já esperava a gente. Revezamos breves cochilos com histórias de serviço e da viagem e ligações pra casa na volta até Caxias. Passei pela Churrascaria Tigrão e Motel Tigresa novamente (ou o contrário, não lembro). 2h depois, Caxias do Sul. De volta, enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei, acordei minha mãe pra dar oi e dizer que cheguei (primeira pergunta dela: &lt;i&gt;"tu não vai sair amanhã né?"&lt;/i&gt;), dei oi pro meu irmão, troquei de roupa e fui no banheiro. Enquanto tava lá, minha mãe levanta: &lt;i&gt;"Tu tá acordado ainda? Vai dormir! Ah, tu já abriu a mala... vou aproveitar que tô em pé mesmo e vou olhar..."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Medo. Medo mortal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi tranquilo até ela pegar o Yoshi. Ela viu as camisetas e tudo mais, mas quando pegou o dinossaurinho na mão, pediu &lt;i&gt;"Tu deve ter pago uma nota por isso, não?"&lt;/i&gt;. Diminui o valor em uns R$ 30,00. Converti pro câmbio do estado, sabe? Ela achou caro. Imagina se eu tivesse dito o valor original...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mala pra desarrumar, quarto pra ajeitar, umas 15 revistas pra ler, muita história pra contar e uns dois posts enormes no blog que acabam aqui. Já fazem quase 15 dias que isso tudo aconteceu e eu ainda tô aqui falando sobre isso. É o tipo de experiência que se leva pra vida toda. Fiquei feliz, deixei os outros felizes (bottons são os melhores presentes, a Lili, a Isa e o meu irmão podem afirmar isso...) e como bem disse a Liange, &lt;i&gt;"a gente sempre volta diferente de uma viagem"&lt;/i&gt;. E voltei mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte, passei a tarde com o meu irmão e um atlas geográfico. Cada um selecionou 20 países que gostaria de visitar. Batemos as duas listas pra ver os países em comum e começamos a fazer a nossa rota. Primeiro destino: Argentina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O importante é nunca parar. Keep walking.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2787560174315091778-8137205518913688478?l=cometa-diario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cometa-diario.blogspot.com/feeds/8137205518913688478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2787560174315091778&amp;postID=8137205518913688478' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8137205518913688478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2787560174315091778/posts/default/8137205518913688478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cometa-diario.blogspot.com/2009/10/pauliceia-desvairada-parte-ii.html' title='Paulicéia Desvairada - Parte II'/><author><name>Sam McQueen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03793556689509560315</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_Swg6lG0rqPE/TE7N1v0bCOI/AAAAAAAAAak/v3xzLR0Fg28/S220/OPTIC+BLAST+4x4.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2787560174315091778.post-4481634012702445454</id><published>2009-10-12T18:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T18:30:58.749-07:00</updated><title type='text'>Paulicéia Desvairada - Parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não faz muito sentido. Mas é fato.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Recentemente, tenho tentado abraçar muita coisa. Não tem como ser só um e tentar tocar uma banda pra frente, se dedicar ao trabalho, a quatro disciplinas na faculdade e ainda tentar ser uma pessoa normal nos intervalos. Normalmente, isso leva a uma condição de surto-psicológico-punk (o qual eu já passei - e não é legal) e leva a pessoa a se auto-diagnosticar estressada. É altamente recomendável parar, rever alguns conceitos, e de repente até tirar alguns dias de folga, descansar, numa casa de campo talvez, longe de tudo, onde o barulho e a preocupação do mundo moderno não pudessem atrapalhar.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Eu fui pra São Paulo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Eu disse que não fazia sentido)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que a real intenção da coisa toda não foi ir pra SP pra descansar. Nós quatro - eu, a Gabi, a Liange e a Raquel, tirando a Gabi todo mundo se conhecendo na viagem - fomos para a capital paulista para participarmos do Pixel Show, evento de design que aconteceu dias 10 e 11. Porém, fomos na quinta para conhecermos a cidade, passearmos, faltarmos trabalho, e claro... fazer compras! Mas antes do estrago feito aos nossos bolsos que se iniciou na 25 de Março, a viagem começou beeeem antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Yeah... I'm gonna have to move on...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordar as 4h da manhã não é tão difícil. Acordar as 4h da manhã num dia frio e chuvoso, depois de ir dormir a 0h30min, logo depois de ter feito a mala e a barba com os olhos caindo de sono, é bem diferente. Estrago feito, 4h45min de quinta-feira estava eu saindo de casa com a mãe em uma sacada e a tia na outra, sob recomendações mil de como me portar em São Paulo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se cuida! Olha os assaltos! Andem junto! Tá levando roupa o bastante?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha os outros na rua! Cuidado pra não se perderem! Se cuida no avião!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- VÃO DORMIR AS DUAS! TÁ 5º GRAUS E VOCÊS DUAS DE MADRUGADA BERRANDO DE PIJAMA NA RUA! VÃO ACORDAR OS VIZINHOS! EU ME CUIDO! TCHAU!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois dessa maravilhosa demonstração de educação, fui pra rodoviária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei a tempo pra pegar o ônibus das 5h30min, o primeiro do dia. Aguardamos um pouquinho chegar toda a galera, tinha até conhecidos no ônibus, e então, partimos. Mal acreditei quando percebi: olhei para os dois lados do ônibus e vi que ele estava completamente cheio, exceto... o banco ao lado do meu. Bendito nº 17. Fones no ouvido (Muse, "New Born"), lá vamos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Importante citar: nesse momento o motorista foi até os passageiros, como de costume, e falou algumas palavras. Como eu tava com os fones de ouvido, só deu tempo de ouvir ele falando "... tenham uma boa viagem." Ele pode tanto ter dito "Espero que estejam confortáveis e tenham uma boa viagem" como "Eu sou depressivo, tenho tendências suicidas, mas tenham uma boa viagem", não importa. O que importa é que eu teria uma boa viagem&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo dizer nesse momento que Caxias, com uma névoa básica e com aquele silêncio do início da manhã, é bem bonita. Eu até teria tirado algumas fotos, caso não fosse tosco tirar fotos da própria cidade as 5h da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A viagem seguiu tranqüila. Adorei a hora que tocou no meu celular "Move On", do Jet, melhor música de viagem da história. O momento mais emocionante da ida, porém, foi aquele em que eu sempre percebo que estou chegando em Porto Alegre: o Motel "20 Ver". Gosto de pessoas otimistas, que buscam criatividade até na hora de se fuder. Logo passamos pelos já clássicos motéis "Xangai", "Camelot" e "Portal" (respectivamente, chinês, medieval e esqueci o outro) e logo pelo "Motel Urora", antigo "Aurora", até o momento em que o "A" inicial do luminoso perdeu a força (teria ele broxado?) e não acendeu mais. Tão triste. Manter um motel hoje em dia é literalmente foda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais pra frente, novidades! Do lado do Motel Tigresa, temos a churrascaria do Tigrão! Realmente, um casal de estabelecimentos lindos, que sempre ficam juntos na hora de comer, não importando de que sentido da palavra estamos falando. Cheguei em Porto Alegre assim que acabaram as piadas de duplo sentido com motéis. Próxima parada: aeroporto!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;The Great Gig In The Sky&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda na rodoviária, meio perdido, prestes a ligar para alguém pra ver se me acham, vem uma moça simpática na minha direção e fala "Oi! Tu que é o Sam?". Primeiro: adoro que me conheçam por Sam. Segundo: eu adoro mesmo que me conheçam por Sam. Me lembro de dar as coordenadas pra Gabi pra Raquel me encontrar na rodoviária: "quando ela ver alguém ruivo, verde e xadrez, pode ter certeza que é eu". Poderia ser uma toalha de pic-nic irlandesa voando ao vento também. Mas naquele momento era eu. Pegamos um táxi e fomos para o aeroporto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em instantes, estávamos os quatro reunidos. Check-in feito, andamos um pouco pra matar tempo até a hora de ir. Chegado o momento, passamos pelo detector de metais. Fui o último. Tirei a chave, o celular e fui. &lt;b&gt;BLEEEEMMM!!!&lt;/b&gt; Tirei a chave, o celular e a carteira. &lt;b&gt;BLEEEEMMM!!!&lt;/b&gt; Tirei a chave, o celular, a carteira e a jaqueta. &lt;b&gt;BLEEEEMMM!!!&lt;/b&gt; Tirei a chave, o celular, a carteira, a jaqueta e o CINTO. &lt;i&gt;PLIM!&lt;/i&gt; Passei tranquilo. Sentindo-me nu, mas tranquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de alguns minutos tendo de aguentar a Ana Maria Braga, embarcamos. Os comissários de bordo tentaram nos ensinar as manobras de segurança e blá blá blá, mas não, a gente queria mesmo era voar! Eles oferecem balinhas, conversam contigo, tudo enquanto o avião começa a andar, pra tu nem perceber. Mas os quatro "voadores" de primeira viagem queriam era mesmo ganhar os céus. O avião começou a pegar embalo. A cena que eu já vi mil vezes na janela do trabalho tava acontecendo, comigo dentro. Comecei a bater com os punhos fechados nos joelhos falando baixinho "vai, vai, vai, vai!" e então de repente... ele sobe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As casinhas ficam menores ainda. As nuvens surgem. O tapete branco de algodão então se estende, deixando claro que sim, você está no ar. Realmente: voar é o máximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ainda tem comida de graça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Feliz Aniversário! Envelheço na cidade!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São Paulo é foda. A 5ª maior cidade do mundo (segundo meu irmão) se resume do alto a prédios e cinza, muito cinza. Mas é lá embaixo que o bicho pega. Beeeem lá embaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegamos no aeroporto e logo pegamos um táxi pra ir pro hotel. Devidamente instalados, saímos de lá, comemos esfihas ali perto e nos dirigimos a 25 de Março para começar os serviços financeiros. E claro, para andar em SP, nada melhor que o metrô.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A começar pelo atendente, que deu informações sorridente pra caramba (tinha acabado de vender R$ 40 em bilhetes, tinha mais é que sorrir mesmo), até a limpeza do lugar e as pinturas e obras artísticas (!) espalhadas, não há como não dizer que o metrô paulista é uma obra e tanto. Senti invejinha naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra coisa muito bacana são as escadas rolantes. Há um aviso em todas que diz "Quem fica a direita deixa a escada livre para locomoção". Eu nunca soube que tinha escada rolante com duas pistas, mas em SP tem. E depois de ficar muito no meio da escada rolante (e de ouvir muito "com licença, por favor") vimos que realmente, as pessoas sem pressa ficam a direita e as pessoas com pressa descem ou sobem correndo pela esquerda. Idéia genial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegamos ao nosso tão comentado destino. E foi aí que percebi mais uma vez a grandeza de São Paulo. É como se em algum momento da história do universo, alguém tivesse pego a Rua da Praia em Porto Alegre, posto ela num caldeirão com uma poção de aumento e multiplicasse ela por 10. Essa é a 25 de março: preços baixos, variedade de produtos e muita, mas MUITA gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Pensamento de gaúcho: de onde que sai TANTA GENTE as 16h! Esse povo não trabalha!)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compras feitas (pelas garotas), fomos até Bom Retiro, um reduto muito mais conceituado do que o camelozão que é a 25. Lá fiz a primeira compra da viagem, uma camiseta do Einstein indicada pelas gurias. Catei uma gravata daquelas fininhas e tentei enxergar algum colete, mas não encontrei. Ficou pra próxima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Metrô, hotel e shopping jantar. O escolhido da noite foi o Pátio Paulista, na Avenida Paulista, que com o seu piso branco parece um hotel de luxo. Além de lojas lindonas e uma livraria gigantesca, o shopping ainda tem um restaurante estilo fifties, onde os atendentes usam um uniformezinho bem da época, estilo "De Volta para o Futuro". Felizmente, a gente só viu depois de comer, porque devia ser meio carinho. Depois da janta com uma cervejinha pra acompanhar, fomos pra casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Like you imagined when you... were young...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao som de "When You Were Young", que virou o despertador do quarto em São Paulo em detrimento ao meu tradicional despertador irish-punk dos Dropkick Murphys, acordamos na manhã de quinta e partimos em direção ao bairro oriental da Liberdade. E chegando lá, eu tenho que dizer: era como se o Brandon tivesse cantando só pra mim (desejo nada secreto de muita amiga minha) que o bairro da Liberdade era exatamente &lt;i&gt;"like you imagined when you were young"&lt;/i&gt; e lia sobre ele e seus infindáveis bonequinhos e gibis e mangás nas saudosas revistas Herói e Heróis do Futuro. Bons tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bradesco tem uma fachada oriental. O McDonalds tem uma fachada oriental. Até o hot-dog prensado a R$ 1,50, que devia ser uma delícia, era oriental. Nossa primeira parada foi num mercadinho - oriental, claro - onde entramos com a câmera na mão tirando fotos dos produtos tri emocionados, parecendo turistas japoneses, enquanto os donos do mercado provavelmente riam da gente. Mais ou menos como a gente faz quando eles tiram foto de algo tosco pra nós. Malditos orientais: vocês ensinaram sua sabedoria, nós ensinamos nossa ironia. Maldita inclusão digital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, fiz meu primeiro grande estrago financeiro: depois de muito pensar, comprei um boneco do Shaka de Virgem (&lt;i&gt;"ele não abria os olhos no desenho, né?"&lt;/i&gt;, disse o vendedor), um boneco do Maes Hughes, do Full Metal Alchemist (o cara mais legal do desenho - maldito episódio 25!) e uma pelúcia do melhor amigo do homem (se ele for italiano e encanador), Yoshi! Não vou citar o quanto gastei aqui, mas foi uma prévia para um Dia da Criança beeem feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá pelas 14h e pouco, fomos almoçar. Depois de andar muito, paramos num restaurante meio escondido, daqueles que tem uma casa de gueixas nos fundos e são constantemente atacados pela Yakuza. Mas ao invés de coreanos raivosos de cabelos brancos, encontramos... Seu Agnaldo, o japa mais legal da história!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Detalhe: ele provavelmente era nordestino.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na dúvida entre comida japonesa e chinesa (sim, tinha as duas cozinhas no mesmo lugar), optamos pela chinesa e pedimos Yakisoba. Pedimos uma porção para uma pessoa eu e uma a Raquel, enquanto a Gabi e a Liange pediram uma porção para duas pessoas cada uma. Na hora da bebida, nos chamou atenção um tal de &lt;i&gt;"ban-chá"&lt;/i&gt;. Gostamos dele porque custava míseros R$ 2,00, mas a curiosidade ajudou bastante. E foi aí que o seu Agnaldo começou a ganhar pontos com os caxienses:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Tem gosto de que esse ban-chá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha... vocês querem saber mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim, a gente quer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então... &lt;i&gt;(paulista fala muito então...)&lt;/i&gt; Sendo bem sincero com vocês... não tem gosto de nada. É só uma água quente, bem de leve que ajuda na digestão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E é bom?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É, é bem bom sim. Faz assim, eu trago pra vocês experimentarem, pode ser?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levantamos para ir lavar as mãos e as gurias foram ver no balcão os salmões. Voltamos a mesa e fomos servidos de ban-chá. E era delicioso. Além do fato de ser uma chaleira que dava muito bem para quatro pessoas (ele é tomado naquelas cumbuquinhas orientais), ele tinha um aroma de - segurem-se - &lt;i&gt;"terra-molhada-de-fazenda-embaixo-da-árvore-com-aroma-do-jardim-da-vó"&lt;/i&gt; ou o que quer que seja similar a isso. Mas era bom. Ponto pro seu Agnaldo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo veio o yakisoba. Ao contrário do que pedimos, veio uma porção pra duas pessoas e mais uma para uma pessoa. Falamos para o seu Agnaldo que veio errado, mas na sua calma oriental-nordestina, ele apenas disse &lt;i&gt;"Não, acho que tá bom pra vocês isso. Se precisarem daí vocês pedem mais depois"&lt;/i&gt;. E deu na medida certa, não sobrou nem faltou. Planejamento Estratégico Alimentar do seu Agnaldo: Yes, we can.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é claro, estávamos apanhando dos hashis (os pauzinhos pra comer) e claro, chamamos o seu Agnaldo pra trazer talheres ocidentais chatos. Mas não tema, com seu Agnaldo não tem problema! Ele logo nos explicou a técnica de prender uma borrachinha no canto dos hashis e então, &lt;i&gt;"voi lá!"&lt;/i&gt;, estávamos comendo com pauzinhos! Mais pontos para o seu Agnaldo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E então, como se já não estivesse bom o bastante, talvez por causa da vibe zen do lugar, ou talvez por inveja do seu Agnaldo mesmo, os carinhas da cozinha que as gurias falaram antes enviaram a nossa mesa um prato chiquérrimo de salmão pra gente experimentar, totalmente de cortesia. Era como se Buda tivesse aparecido e dito &lt;i&gt;"atendam bem a mesa 12"&lt;/i&gt;. Ok, Buda é indiano e não tem nada a ver com a história toda, mas teria curtido um salmãozinho também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na hora de sair, foto com toda a galera da cozinha. Pagamos a conta, com direito a desconto do Sr. Miyagi (sim, tinha UM japa na birosca toda) e nos deparamos com a maravilha verde-radiotiva do bairro da Liberdade: Melona! Não vou dizer o que é, mas vale a pena conhecer a Liberdade só por causa dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, eu esqueci de citar, mas a gente começou o dia na Starbucks! Tomei o café preto de lá e ele é... exatamente igual a um café preto normal. Só bem mais caro. Como só pedimos as bebidas pra ganharmos os copinhos, completamos o nosso café com salgadões de R$ 1,30 numa padaria perto. Poupar é o que há.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saindo da Liberdade, fomos pra Galeria do Rock. Não há muito o que falar de lá, a não ser: COMPRE MUITAS CAMISETAS. A variedade é imensa e elas são super baratas (eu comprei três). Sem falar dos bottons, que são baratíssimos (adoooro!). E olha que a gente só viu um andar da galeria toda. Mas ela é fácil de imaginar: All-Stars, couro, jeans e xadrez. E muita gurizada. Essa é a Galeria do Rock.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi nesse momento que percebi que só tinha R$ 70,00 pra passar dois dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí de lá torcendo pra não achar nada legal na nossa próxima parada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Madalena, Madalena...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como era de se esperar, eu me enganei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, a Vila Madalena é longe. E pareceu mais longe ainda considerando o lugar onde a gente tava. Eu não sei o quanto a gente andou, mas chegou um momento em que eu pensei "nunca mais vou reclamar de andar horrores em Porto Alegre".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira grata surpresa da Vila Madá, como eles chamam, foi a King 55, com sua belíssima parede amarela com um desenho de uma menina escrevendo "FUCK". E a loja é foda. E cara. Caríssima. Digamos que estabeleci um novo parâmetro de camisetas caras: R$ 98,00. Felizmente, eu não tinha mais dinheiro. Saí de lá com revistas distribuídas de graça e, claro... bottons.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Ah, sem contar a cena gay com a bolsa do David Bowie. Mas essa eu conto pra quem me encontrar ao vivo, porque eu tenho que encenar. Mas poxa... era o Bowie gente. Vocês me entendem.)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais pra frente, meio que seguindo um caminho &lt;i&gt;invisible&lt;/i&gt;, meio perdidos, passamos por uma banca de camisetas que humildemente chamava-se &lt;i&gt;"Banca de Camisetas"&lt;/i&gt;. E tudo aquilo que eu procurei e não achei na Galeria do Rock encontrei ali em uma camiseta: &lt;i&gt;"Quem Twitta o rabo espicha"&lt;/i&gt;. Sério... sofri muito por não ter grana. Sofri tanto que falei pra moça que atendia &lt;i&gt;"deixa eu ver os bottons que é a única coisa que eu tenho dinheiro pra comprar"&lt;/i&gt;. Ela deve ter ficado com pena e disse &lt;i&gt;"ah, pode levar um!"&lt;/i&gt;. Sam ficou feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br 
